Uai? Porque penetrar na obra de Carlos Careqa é abrir um portal que dá prum universo excêntrico e... inclassificável! A primeira, e óbvia, impressão que temos é a de que se trata de um humorista que canta, meio que um Falcão sudestino. E ele próprio ajuda a que caiamos nesse engano, não à toa já chegou a convidar o próprio Falcão a cantar com ele. Pura armadilha. Careqa não é humorista (tampouco sudestino). É irônico, sarcástico, debochado, anárquico... mas engraçado. Daí sua opção por fisgar o público por meio do riso. Porém, ouvindo-o, não chegamos a um riso franco, aberto. Pelo (público?) contrário. É um riso nervoso, nevrálgico, que soltamos quase receosos, como se ríssemos de um defeito do vizinho que também possuímos, temendo que no verso seguinte sejamos nós os desmascarados. Careqa, expondo-se e tratando abertamente de suas esquisitices, aponta o dedo pras nossas.
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domingo, 9 de junho de 2013
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