Zé Luiz Soares não é um cara de fácil trato; meio fechadão, na dele, nunca foi dado a muitas gracinhas. Confesso que no começo tive dificuldades no lidar com ele. Com o tempo, contudo, fui entendendo-o melhor. O Zé é desses poucos que não andam de mãos dadas com a hipocrisia; opinioso, convicto, jamais fugiu a um bom debate. Um esquerdista à moda antiga, mais que isso, um idealista (e palmeirense, como eu). Não à toa trocou a segurança de um emprego estável pelo risco ao se tornar proprietário (juntamente com Rozana Lima) de uma pequena e charmosa casa de shows no paulistaníssimo bairro do Bixiga, o saudoso Villaggio Café. E o risco mostrou-se tão acertado, que, de tanto abrir espaço a novos e consagrados talentos da boa MPB, Zé Luiz acabou sendo convidado a fundar e dirigir a gravadora Lua Music.
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domingo, 16 de março de 2014
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