Fazia tempo que eu não passava por aqui, mas o assunto do momento, o áudio vazado de Arthur do Val, do canal Mamãefalei, me deu comichões e passei alguns dias lutando contra a vontade de vir escrever uns impropérios contra ele. A sorte foi que bebi pouco estes dias, então consegui "segurar a onda". Nesse meio tempo, vi muitos youtubers indignados — alguns de modo bem hipócrita —, tanto de esquerda quanto de direita, vi o próprio vídeo de desculpas de Arthur, ouvi os áudios "autovazados" de seu colega de viagem Renan Santos — que, segundo o próprio Arthur, viaja anualmente ao exterior pra fazer turismo sexual, tendo até desenvolvido técnicas que lhe facilitam "dar o bote" — e cheguei à conclusão de que praticamente todos os prismas da questão foram fartamente dissecados.
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segunda-feira, 7 de março de 2022
domingo, 15 de outubro de 2017
Crônicas Classificadas: 46) As mulheres aladas de Oliverio Girondo
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| Por Michael Parkes |
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Crônicas Desclassificadas: 188) O velho Chico e nossas(?) cantigas
Minha amiga Marina Tavares escreveu recentemente um texto sobre a nova canção de Chico Buarque (o melhor que li até agora — leia aqui) que me encheu de terror e admiração. Explico: 1) Terror: pensei, quem ela acha que é pra "problematizar" uma canção (no caso, uma letra; a melodia é do maravilhoso Cristóvão Bastos) de nosso ídolo maior, que, além do mais, já anda tomando tanta porrada gratuita dos coxas sem noção? 2) Admiração: e por que não? Gal Costa disse certa vez numa entrevista a Jô Soares, cheia de empáfia (digo isso com dor no coração e também com a ousadia de quem sabe que jamais será gravado por ela), que a geração dela é imbatível. Pra mim, ela foi de uma infelicidade ímpar e prestou um desserviço aos compositores que pertencemos a uma geração posterior à sua.quarta-feira, 9 de abril de 2014
Crônicas Desclassificadas: 127) De mulheres e estupradores
Sem entrar no mérito do erro na pesquisa do Ipea, na qual 65% eram na verdade 26%, fiquei com vontade de escrever duas ou três (perdoem o eufemismo) palavrinhas a respeito do assunto. Qualquer cidadão que more no Brasil e tenha estado por aqui nos últimos dias não passou incólume a ele. TV, jornais, redes sociais, amigos, parentes, colegas de trabalho, enfim, todo mundo meteu sua colher nesse caldo. O mais incrível, contudo, foi que não notei muitos comentários dessa fatia da população (seja de 65% ou 26%) que culpa as mulheres pelo estupro. Ou melhor, talvez tenha encontrado, o caso é que tais pessoas, ao se manifestarem, precisam "pegar mais leve" em seus comentários, afinal, pra explicar o inexplicável, além de cara de pau, há que se ter criatividade.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Crônicas Desclassificadas: 112) A arte de virar o pescoço
A ideia desta crônica nasceu semana passada, e, em princípio, eu tinha a intenção de chamá-la Em homenagem à moça que ri, mas hoje, reparando em alguns ilustres pedestres que reparavam numa não menos ilustre moçoila que, inadvertidamente (e literalmente), parava o trânsito, resolvi ser mais abrangente no tema, sem, contudo, abandonar a tal moça que ria. Diria mais, um assunto complementa o outro. Comecemos pelo começo, que isso não é enredo de romance pós-moderno. Pois bem, caminhava eu semana passada pela avenida Paulista, quando me chamou a atenção a expressão de felicidade de uma moça. Aliás, deixem-me consertar: felicidade não seria a palavra mais apropriada; talvez pudesse usar alegria... Não, tampouco seria alegria. Esperem, que já encontro... Hmm... Ah, achei! Cumplicidade! É isso.
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