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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os Manos e as Minas: 9) Mario Benedetti, ¡gracias por el fuego!

Tenho pena dos pobres mortais que passam a vida sem descobrir o prazer da leitura. Eu, apesar de também mortal, e mais ainda pobre, alcanço um êxtase praticamente sexual que me faz beirar a imortalidade (e a riqueza) com determinados livros. E ainda mais com determinados autores.

Quem já provou dessa droga barata (caríssima) que é a leitura sabe do que estou falando. E, da mesma forma que as drogas em geral, a leitura, de tempos em tempos, instiga-nos a explorar novos sabores. E foi assim que, todo un explorador, deparei-me com Mario Benedetti.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Crônicas Classificadas: 11) Yo y la publicidad

Já deixei claro neste espaço por várias oportunidades que tenho um carinho muito grande pelo Uruguai. Um grande país se faz com grandes pessoas, grandes atitudes, com pensadores que sejam também providos de grandes sentimentos. E, pra mim, o exemplo maior de um grande uruguaio é Mario Benedetti, escritor e poeta falecido em 2009. Na Argentina há espetaculares escritores, mas ser argentino não é fácil; a tradição faz pesar a camisa; a intelectualidade quase europeia, ou, como diria Marcos Aguinis, o atroz encanto de ser argentino, essa conjunção de fatores deu ao mundo escritores de complexa (e por vezes exaustiva) literatura. Benedetti, sem essa responsabilidade, tornou-se um escritor que, sem detrimento da intelectualidade dos vizinhos, alcançou alta carga dramática, resvalando no sentimentalismo sem, contudo, sucumbir a ele. Tal mescla resultou em romances fantásticos, como A Trégua e Gracias Por El Fuego, entre outros (sem falar em seus pungentes poemas).