Naquela manhã, quando o garoto despertou de uma noite mal dormida, a primeira coisa que avistou foi o violão, num canto do quarto. Ainda com os olhos vermelhos do pranto do dia anterior, pegou-o, meio desajeitadamente, e começou a brincar com suas cordas, tirar sons esdrúxulos delas, procurando algo que se parecesse vagamente com música. Naquela hoje distante manhã, ele mal podia saber que esse simples gesto de um garoto que tenta por vez primeira decifrar o mecanismo de um brinquedo iria mudar pra sempre os rumos de sua vida.Colunas
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Ninguém me Conhece: 54) Desaguando nos rios de Mauricio Lyra
Naquela manhã, quando o garoto despertou de uma noite mal dormida, a primeira coisa que avistou foi o violão, num canto do quarto. Ainda com os olhos vermelhos do pranto do dia anterior, pegou-o, meio desajeitadamente, e começou a brincar com suas cordas, tirar sons esdrúxulos delas, procurando algo que se parecesse vagamente com música. Naquela hoje distante manhã, ele mal podia saber que esse simples gesto de um garoto que tenta por vez primeira decifrar o mecanismo de um brinquedo iria mudar pra sempre os rumos de sua vida.
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