¡Che, pibe! que mala suerte que hayas nacido en Argentina, ¿verdad? Dejame que te escriba esta cartita que me sale del corazón. Va escrita en mal español o, mejor dicho, en buen portuñol, pero, como dice un amigo brasilero, "es lo que tenemos para hoy" (né, Mecca?). Te quiero, Messito, me gustás, aunque no te sigo mucho por razones privadas. Pero te vengo a tranquilizar y decir que no, ¡no sos el culpable! ¡Para nada! Todo lo contrario. No encuentro en vos culpa ninguna. Sos todo un inocente. Y, a la vez, capaz que sea esta tu más grande culpa. Hoy día, no está permitido a ninguno eso de ser inocente. Somos todos culpables... Y yo me incluyo a mí, ¡un reculpable! Es decir, si bien que en el tribunal, como diría el gran español Joaquín Sabina, vecino tuyo, "lo niego todo".Colunas
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sábado, 30 de junho de 2018
Crônicas Desclassificadas: 193) Carta a Lionel Messi
¡Che, pibe! que mala suerte que hayas nacido en Argentina, ¿verdad? Dejame que te escriba esta cartita que me sale del corazón. Va escrita en mal español o, mejor dicho, en buen portuñol, pero, como dice un amigo brasilero, "es lo que tenemos para hoy" (né, Mecca?). Te quiero, Messito, me gustás, aunque no te sigo mucho por razones privadas. Pero te vengo a tranquilizar y decir que no, ¡no sos el culpable! ¡Para nada! Todo lo contrario. No encuentro en vos culpa ninguna. Sos todo un inocente. Y, a la vez, capaz que sea esta tu más grande culpa. Hoy día, no está permitido a ninguno eso de ser inocente. Somos todos culpables... Y yo me incluyo a mí, ¡un reculpable! Es decir, si bien que en el tribunal, como diría el gran español Joaquín Sabina, vecino tuyo, "lo niego todo".terça-feira, 31 de outubro de 2017
Crônicas Desclassificadas: 190) A morte (não anunciada) do e-mail
Se você for uma pessoa hipersensível, pare de ler este texto
imediatamente. Bom, quer continuar? A partir de agora, está por sua
conta e seu risco. Só não vá reclamar depois dizendo que eu não avisei.
Seguinte: é com muito pesar — e não poucas lágrimas derramadas — que
venho por esta comunicar um falecimento. Senhoras e senhores, o e-mail
partiu desta pra melhor! E o pior não é que ninguém sabia; o pior é que
ninguém quis nem saber! A coisa foi assim se dando aos poucos, que nem
aconteceu comigo em relação à televisão. Explico: no começo, só o fato
de eu estar em casa já era sinônimo de tevê ligada. Depois, o hábito foi
diminuindo, diminuindo — e tanto que nunca cheguei nem mesmo a comprar
uma de plasma — até que um dia, quando percebi, já não havia mais uma na
sala. E... sinceridade? Nem me faz falta.sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Crônicas Desclassificadas: 140) Carta a uma amiga em crise existencial
Estimada L.A.:
A vida é curta e, até prova em contrário, é uma só. E os dias não se repetem. Portanto, não há a menor chance de que um destes que se foram volte vez ou outra pra fazer uma visitinha, tomar um chá e divagar sobre os tempos em que ele fazia parte do presente. A não ser em nossas lembranças. Mesmo quando escrevemos sobre o passado, caímos fatalmente no risco de reinventá-lo, posto que nossa memória não é de todo confiável. Saramago, quando do lançamento de seu livro As pequenas memórias – pelo qual recordou um período que foi de sua infância até a adolescência –, chegou mesmo a afirmar numa entrevista que toda memória é inventada, visto que, ao procurarmos nela fatos antigos que, por um ou outro motivo, esquecemos, pomos outros no lugar.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Crônicas Desclassificadas: 110) Carta aberta aos amigos (que testam diariamente minha amizade)
O mundo é, na realidade, uma selva na qual usamos a máscara "sociável" da hipocrisia pra parecermos civilizados. Não é fácil viver nele, principalmente tentando ser verdadeiro. Considero-me um lutador. Sou daqueles que não desistem nunca, os teimosos, os turrões, os marrentos. E tô pouco me lixando. Se vou chegar ou não a alcançar meus objetivos é mero detalhe. Não tenho escolha. Se desistir é que não os alcançarei mesmo. De antemão já sei que essa partida de xadrez que jogo com a morte está perdida. Portanto, o máximo que posso fazer é usar dos artifícios de que disponho pra ganhar o máximo de tempo possível no jogo. E isso me basta (... não, não me basta. Até lá aprenderei a roubar nesse jogo). Assim, não tenho tempo pra melindres, visto que foco em meus objetivos sobre todas as coisas.
sábado, 8 de junho de 2013
Crônicas Desclassificadas: 89) Carta de um soldado da Música (a outro)
Caro irmão de tantas batalhas:
Temos sido bravos
durante esses anos todos. Acostumados às porradas, ao nãos, a
portas fechadas, a "por aqui você não passa", a "quem você pensa que
é?"; sim, porque quem somos afinal? Órfãos de regalias, nos forjamos
nossa própria paternidade. Aprendemos que os atalhos sempre nos levaram
pelo caminho mais longo. A sola de nossos pés é uma dura crosta, por
causa de tamanha caminhada. Nosso couro é resistente, nosso olhar é fixo
(não podemos perder o contato visual, lembra?). Mas nosso sorriso é
franco, nosso abraço é mais reconfortante que a cama mais macia do
quarto mais luxuoso. Porque não somos frios e sabemos nos aquecer com o
que levamos dentro de nós. Nosso coração é uma labareda incandescente (e
explosiva) capaz de deixar o sol rubro de vergonha.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Crônicas Desclassificadas: 82) Saudade das cartas
Sou do tempo das cartas. Quando penso nelas a primeira recordação que me
vem à mente é a de ver meus pais felizes por lhes ter o carteiro
trazido uma lá do Km 29, Senador Pompeu-CE. Parecia uma coisa quase
religiosa: o cuidado no abrir o envelope, pra não rasgar o conteúdo; a
leitura da carta, às vezes em voz alta, às vezes não; seu passar de mão
em mão e o respectivo apuro do olfato, como se estivéssemos sentindo o
cheiro do lugar de onde ela tinha vindo; o capricho da letra; o esmero
na resposta; a espera pela carta seguinte... Tudo o que girava ao redor
dessa correspondência era encarado com a maior seriedade, apesar da
alegria que era sua leitura. Às vezes havia lágrimas pela notícia da
morte de algum parente (na época não tínhamos telefone em casa), às
vezes um sorriso por saber do nascimento de outro...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Crônicas Desclassificadas: 74) A Esquerda com que sonhei (+ carta de Saramago)
No intuito de fazermos justiça, precisamos tomar muito cuidado pra não nos tornarmos iguais aos que criticamos. Quem quer criticar devia ser o primeiro a dar o exemplo. Mais, devia SER exemplo. Tenho visto e lido absurdos praticados por uma esquerda "engajada" que endureceu, mas perdeu a ternura. Essa não é a esquerda com que sonhei. A esquerda com que sonhei não era pra ser intolerante, berrar a plenos pulmões xingamentos a pessoas a quem não dão o direito de se defender, como fizeram com a blogueira cubana Yoani Sánchez em Feira de Santana, que, se deixassem, teriam queimado numa fogueira. Isso não é esquerda, é inquisição.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Carta à maioria ou Prosa em linha torta
Carta à Maioria ou Prosa em Linha Torta
Por Léo Nogueira
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