Desde tempos imemorias, de
guerra ou de paz (tanto faz), o concreto fato (do índio ao sem-teto) é
que o pobre paga o pato; mas tenho cá pra mim que não foi sempre assim.
No princípio (muito antes de protesto e comício), o índio, mais que
cidadão, era tratado como pessoa, vivia numa boa e era levado em
consideração. Claro, havia uma hierarquia, mas o da alta extremidade não
tinha a leviandade de não dar bom-dia a quem quer que fosse, não fazia
cu-doce nem se achava the best — e isso era inconteste. Todos eram
iguais perante a lei — que, aliás, como direi? ... não havia. Mas uns não ficavam de
barriga vazia nem outros tinham demais. O sexo não era tabu e até o
nudismo era valorizado pra chuchu. Não havia catecismo e muito menos
ateus — até porque, deuses, eles tinham os seus.Colunas
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017
A Palavra É: 33) Cabral
Desde tempos imemorias, de
guerra ou de paz (tanto faz), o concreto fato (do índio ao sem-teto) é
que o pobre paga o pato; mas tenho cá pra mim que não foi sempre assim.
No princípio (muito antes de protesto e comício), o índio, mais que
cidadão, era tratado como pessoa, vivia numa boa e era levado em
consideração. Claro, havia uma hierarquia, mas o da alta extremidade não
tinha a leviandade de não dar bom-dia a quem quer que fosse, não fazia
cu-doce nem se achava the best — e isso era inconteste. Todos eram
iguais perante a lei — que, aliás, como direi? ... não havia. Mas uns não ficavam de
barriga vazia nem outros tinham demais. O sexo não era tabu e até o
nudismo era valorizado pra chuchu. Não havia catecismo e muito menos
ateus — até porque, deuses, eles tinham os seus.
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