Mostrando postagens com marcador Lúcia Maria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lúcia Maria. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A Palavra É: 33) Cabral

Desde tempos imemorias, de guerra ou de paz (tanto faz), o concreto fato (do índio ao sem-teto) é que o pobre paga o pato; mas tenho cá pra mim que não foi sempre assim. No princípio (muito antes de protesto e comício), o índio, mais que cidadão, era tratado como pessoa, vivia numa boa e era levado em consideração. Claro, havia uma hierarquia, mas o da alta extremidade não tinha a leviandade de não dar bom-dia a quem quer que fosse, não fazia cu-doce nem se achava the best — e isso era inconteste. Todos eram iguais perante a lei — que, aliás, como direi? ... não havia. Mas uns não ficavam de barriga vazia nem outros tinham demais. O sexo não era tabu e até o nudismo era valorizado pra chuchu. Não havia catecismo e muito menos ateus — até porque, deuses, eles tinham os seus.