Todos nós temos certa parcela de culpa nessa merda que virou a música brasileira, de Milton Nascimento a mim e passando por todas as demais instâncias, sejam pra lá dele, pra aquém de mim ou entre o hiato que nos separa. Milton e sua geração têm culpa porque sempre se acharam os fodões, os insuperáveis e pouco (ou nada, variando de artista a artista) fizeram pra que as gerações posteriores a eles tivessem as mesmas oportunidades. Claro, tinham suas próprias preocupações — justificáveis —, sobretudo depois do advento do rock nacional, que derrubou as verbas que as gravadoras lhes regalavam, e mais ainda depois de Collor, que institucionalizou a merda musical... mas custava dar uma mãozinha? Vai que, ajudando o outro a subir, este que subia podia puxá-los da areia movediça onde caíram tantos desses medalhões.
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quinta-feira, 3 de outubro de 2019
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Esquerda, Volver: 24) Lula Livre — muito mais que um samba
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| por Malu Freire |
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Esquerda, Volver: 23) Bolsonaro, é melhor já ir se acostumando: a esquerda não morre!
Estava preparado pra publicar este texto no sábado véspera da eleição, mas fui alertado de que a partir das 22h usar as redes sociais pra fazer propaganda política seria considerado crime, então aguardei seu término e o publico (e divulgo) agora, adaptado.
***
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| Por Francisco Daniel |
domingo, 16 de julho de 2017
Os Manos e as Minas: 29) Eu e Teju Franco — Dois olhares (e uma canção) sobre a juventude
1) Síndrome de Benjamin Button
Por Léo Nogueira
Pra mim, existem dois tipos de seres humanos: os que têm filhos e os que não têm. Eu, pertencente à segunda categoria, muitas vezes me flagro, com certa inveja e meio como se eu fosse um ET, observando (admirando) as relações entre pais e filhos. E dessas observações constatei uma coisa: a paternidade envelhece — ou amadurece; como queiram. É que, quando vejo um pai com um filho, noto que o senso de responsabilidade daquele faz que ele pareça mais velho do que realmente é, e o vejo como se ele fosse muito mais velho que eu, mesmo que se trate de um moleque. Mas, pensando bem, talvez o inverso é que seja a grande verdade: eu que, por não ter filho, às vezes ajo inconsequentemente, como se o moleque fosse eu. Não à toa, vira e mexe esqueço minha idade e gosto de imaginar que tenho ainda... mas, afinal, qual é minha idade mesmo?
terça-feira, 20 de junho de 2017
Crônicas Desclassificadas: 185) Vale a pena brigar com o público? — para Teju Franco
Meu parça Teju Franco fez show recentemente e, findo o espetáculo, resolveu manifestar via facebook sua desaprovação ante algumas sentidas ausências na plateia, entre elas a minha — ele me havia convidado a recitar algo, porém caí de cama e, bem na hora do show, jazia com quase 39 graus de febre. Mas minha situação não o sensibilizou, assim como as desculpas (esfarrapadas ou não) dos demais faltantes. Imagino que ele deva ter pensado que mentíamos todos, e não lhe tiro a razão, pois admito já ter dado uma desculpa qualquer pra não ir a algum show. Contudo, desta vez não foi o caso, até porque eu já havia dado meu sim. Se não quisesse, ou pudesse, ir, teria dito na lata.terça-feira, 16 de maio de 2017
Esquerda, Volver: 17) A esquerda Duvivier
Meu amigo Teju Franco apontou há alguns dias (aqui) certa guinada à direita nos discursos de Gregório Duvivier, humorista e – entre outras coisas – colunista da Folha de S.Paulo, sobretudo no que diz respeito a Lula. Eu, como admirador do moço, saí em sua defesa – embora ele não tenha me dado procuração pra tal – alegando que cada um é livre pra dar sua opinião e ninguém tem a obrigação de gostar de Lula – nem entre os que se dizem de esquerda. A crítica de Teju era fruto de uma entrevista que o rapaz concedera ao El País (leia aqui). Contudo, em sua mais recente crônica publicada na Folha (leia aqui), Duvivier pegou pesado com Lula, comparou-o a Moro, perdeu o humor e agiu – sem provas, mas com convicção – como se fosse um agente da PF (refiro-me à polícia federal, não ao prato feito). Daí, após ler a crônica, fui obrigado a concordar com Teju que o rapaz, no mínimo, anda perdendo a mão.sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Ninguém me Conhece: 83) Teju Franco, um guerrilheiro trovador
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| Por Vanessa Curci |
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Esquerda Volver: 12) Lenine e Jovem Pan, tudo a ver
Vira e mexe, trago pra cá algum texto que meu amigo Teju Franco (ex-Edu Franco) publica no facebook. Primeiro, porque entre os compositores chegados meus ele é um dos que mais têm familiaridade com a prosa escrita; segundo, porque sempre toca em temas relevantes e pertinentes; e, terceiro, porque sou admirador de sua verve, sua complexa linha de raciocínio e sua falta de receio de chutar o balde. E isso mesmo quando não concordo inteiramente com o que escreve, porque acho sempre salutar o diálogo, o debate, e suas escrevinhações dão margem pra tal. Por essas e outras, resolvi "raptar" sua prosa mais recente, desta feita tratando de entrevista que o mestre Lenine deu recentemente ao programa Morning Show, da Jovem Pan.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Notícias de Sampa: 19) A música subversiva da nova MPB Universitária
O charmoso clube paulistano Garagem Vinil acolheu semana passada um show coletivo de artistas contra o golpe, que foi também marco inicial do novíssimo movimento musical MPB Universitária. Mais abaixo, um de seus membros – e seu mentor intelectual –, Edu Franco, explicará a que vem esse movimento (do qual também faço parte juntamente com Adolar Marin, Fernando Cavallieri, Kleber Albuquerque, Marcio Policastro, Marco Vilane, Max Gonzaga, Rica Soares, Ricardo Moreira e nossa musa/madrinha/produtora Solange Rocco... outros estão chegando); antes, contudo, aviso aos navegantes que nesta quinta-feira próxima, 21 de abril, não coincidentemente quando se comemora o Dia de Tiradentes, alguns dos membros do movimento sobem novamente ao palco do Garagem Vinil pra mais uma apresentação, que, ao que tudo indica, estará em cartaz nessa mesma casa em datas a confirmar. Se você estiver por aqui, venha prestigiar. Como disse o amigo Vlado Lima, não é necessário apresentar carteirinha da UNE.
quinta-feira, 10 de março de 2016
A Palavra É: 12) Ética
Apesar dos tantos pesares de nossa época – e lembrando que todas as épocas têm seus pesares –, devemos nos considerar privilegiados por vivermos nela. O que pra gerações anteriores era tão difícil, como o acesso a informação, pra nós está ao alcance da mão, ou melhor, a um clique. Contudo, o fato de ainda haver hoje tanta ignorância demonstra que só acesso a informação não basta. Afinal, informação demais – e não peneirada – também representa perigo, principalmente quando não há critérios nessa busca. Porém, como eu sou eu, e possuo meus critérios, só tenho a agradecer por tais facilidades. Por exemplo: sempre respeitei e admirei bons professores, e hoje há na internet uma fartura de vídeos com aulas e palestras de professores notáveis, o que democratiza o acesso a eles. Ou seja, fora das salas de aula também podemos adquirir conhecimento.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Trinca de Copas: 31) Arnaldo Afonso, Edu Franco e Sonekka
1) JÉSSICA E VAL
Admiro Edu Franco desde quando o vi pela primeira vez, há 11 anos, defendendo sua hilária Seresteiro a Perigo num festival realizado pela TV Cultura. De lá pra cá, conhecemo-nos pessoalmente, tornamo-nos amigos, mas, apesar de muitas risadas, muitos porres e noitadas, a bendita da parceria nunca rolava. Batemos na trave algumas vezes; eu lhe enviei umas letras, mas não se deram com seu santo; ele me mandou uma melodia, mas eu, após uns entraves, nunca a concluí (ainda hei de); e a vida prosseguiu. Edu, grande melodista discípulo da melhor escola emepebística e não menor letrista (além de um dos mais talentosos cronistas de minha turma), sempre foi de poucos parceiros, o que acabava me deixando menos frustrado por não emplacar uma com ele.
Admiro Edu Franco desde quando o vi pela primeira vez, há 11 anos, defendendo sua hilária Seresteiro a Perigo num festival realizado pela TV Cultura. De lá pra cá, conhecemo-nos pessoalmente, tornamo-nos amigos, mas, apesar de muitas risadas, muitos porres e noitadas, a bendita da parceria nunca rolava. Batemos na trave algumas vezes; eu lhe enviei umas letras, mas não se deram com seu santo; ele me mandou uma melodia, mas eu, após uns entraves, nunca a concluí (ainda hei de); e a vida prosseguiu. Edu, grande melodista discípulo da melhor escola emepebística e não menor letrista (além de um dos mais talentosos cronistas de minha turma), sempre foi de poucos parceiros, o que acabava me deixando menos frustrado por não emplacar uma com ele.quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Crônicas Classificadas: 43) A desinformação midiática deforma o brasileiro
Há alguns meses, escrevi um texto chamado O PT errou, que mereceu longa resposta de meu amigo Roney Giah, que acabei, democraticamente, publicando também por aqui (o link pra lê-lo é este). Tal diálogo gerou muitos comentários, e calhou de outro amigo se sentir motivado a escrever, por sua vez, uma resposta à resposta de Roney. Seu nome: Edu Franco. Pra ser bem sincero, essa resposta de Edu tá guardadinha aqui em meus arquivos já faz uns meses, mas, sempre quando eu pensava em publicá-la, algum assunto urgente (ou mesmo a falta de tempo) me impedia de fazê-lo. Esta semana, contudo, após os acontecimentos políticos cobertos com a tendenciosidade de sempre, acho que o texto de Edu chega em boa hora. Como em relação ao texto de Roney, antecipo que a responsabilidade pelas palavras abaixo é totalmente de Edu, que, no mais, não costuma fugir de um bom debate. Ao texto, pois:
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Crônicas Classificadas: 39) A little help, my friends
Já falei mais de uma vez isso por aqui, mas não custa repetir: considero meu camarada Edu Franco uma das inteligências mais apuradas dentre meu rol de amizades. Além de músico e compositor, versa com naturalidade e desenvoltura sobre os mais diversos assuntos. Aliás, na escrita, sua pena é toda estilosa, tanto que, até quando verborrágica (o que costuma suceder amiúde), prende-nos a atenção, e a leitura resulta prazerosa. Só lamento que Edu tenha mais talento pra teorizar que pra executar. Contudo, seus pensamentos filosóficos sempre desaguam em boas prosas. E importantes, sobretudo no meio musical – que é aquele pelo qual transitamos –, visto que estamos um tanto carentes de ideias/cabeças lúcidas que saibam, senão enxergar uma luz no fim desse interminável túnel, ao menos iluminar a escuridão.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Crônicas Classificadas: 37) Nos bares da vida, a banda que não formamos
Eu não sou nenhum Frias, e aqui não é a Folha de S.Paulo, mas é um espaço que eu, a duras penas, consegui que tivesse certo destaque ou que, na pior das hipóteses, gerasse algum incômodo; portanto, ao ler o depoimento abaixo, que meu camarada Edu Franco (a quem muito respeito e admiro), a título de desabafo, escreveu recentemente no facebook, senti-me obrigado a replicá-lo aqui, pois o assunto é dos mais pertinentes e não merece ser engolido no turbilhão de nulidades que o sucedem por ali. Minha intenção é, como sempre, gerar debate, fazer pensar. Sinto-me, em parte, incluído nas palavras que Edu escreveu e creio ter certa responsabilidade também na busca por uma solução.
domingo, 3 de novembro de 2013
Grafite na Agulha: 8) O que é "Zii e Zie"?
Perdi o maior tempão procurando uma entrevista na qual Chico Buarque dizia que o Brasil carece de bons críticos musicais a serviço dos jornais, porque grande parte deles nem sequer sabe ler música. Quer dizer, era mais ou menos isso. Pretendia ser mais específico, e citar a fonte, mas, como não a encontrei, fica aqui a informação assim, "de orelha". Queria citá-la apenas pra dizer que o texto abaixo, de meu chegado Edu Franco, é um primor de crítica, pois ele, além de músico e compositor, é também jornalista... sem falar que escreve bem bagarai! Já lhe sugeri um milhão de vezes que, em vez de postar seus belos textos no fb, deveria criar um blogue pra publicá-los lá, mas ele prefere o contato direto (e fugaz) com o leitor. Então, vamos ao que interessa: quem quiser saber mais sobre ele, leia aqui, por ora acrescento apenas que, quando lhe pedi que escrevesse sobre algum CD que o marcara, ele se lembrou deste texto inédito, que escrevera há quase dois anos, e enviou-mo. A ele, pois:
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Notícias de Sampa: 5) Sarau do Fim do Mundo
Aproveito este espaço (se não o fizesse, seria burro, não é mesmo?) pra divulgar, ainda que em cima da hora, este show/sarau que ocorrerá nesta fatídica quinta-feira, mais conhecida como dia 20 de dezembro, e também conhecida pelos fatalistas como a "véspera do fim do mundo". Como marketing ruim é marketing não feito, o intrépido Edu Franco, após ser convidado a encabeçar este acontecimento, não só disse (ante o altar) sim, como resolveu ainda convidar nosso mano Élio Camalle pra dividir com ele os votos, digo, o palco.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Crônicas Classificadas: 22) Qual a importância dos CDs na atualidade?
Recebi hoje, via facebook, o depoimento emocionado de um amigo compositor, o grande Edu Franco. Embora não tenha concordado com tudo o que ele escreveu, achei pertinente postar aqui seu depoimento, no intuito de, pelo menos, gerar um debate. Afinal, todos nós que estamos envolvidos com o universo da música nos preocupamos com o futuro da canção e, consequentemente, do CD.
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