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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cançonetas (5) + Trinca de Copas (23): Álvaro Cueva (e Leonardo Costa), Marcio Policastro e Zebeto Corrêa

Meu camarada Vlado Lima (que me autorizou a tratar do assunto aqui) escreveu dia desses no facebook que havia sido convidado a fazer parte do júri de um concurso de sonetos, mas que declinara do convite porque o cachê não valia o aborrecimento de ter que perder seu escasso tempo analisando uma forma de poesia que não lhe agrada. Caí de paraquedas no assunto e comentei que o problema talvez não seja o soneto em si, mas a (hipotética) falta de ousadia dos novos sonetistas, que ainda se rendem ao tradicionalismo. A resposta de Vlado foi categórica: ele acha que a métrica do soneto limita a inspiração, e foi tão enfático, que chegou a acrescentar que nem sequer curte muito os sonetos sujos de Glauco Mattoso, o que pra mim foi uma surpresa, pois sempre achei a poesia de Vlado um tanto, digamos, mattosa.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ninguém me Conhece: 57) Zebeto Corrêa, um banquete de alegrias

Não vou revelar a fonte, pois seria antiético, mas há algum tempo um jornalista de um dos maiores periódicos brasileiros revelou (com o gravador desligado) que o jornal no qual trabalha tem o compromisso maior com a novidade. Retruquei com as seguintes palavras: "[...] não concordo quando diz que um jornal como a X tem que buscar a novidade. Não, não e não! Um jornal como a X tem que buscar a informação... e a qualidade faz parte da informação, pois informar também é educar. E educar é formar -novos (e mais) e melhores leitores. Novidade quem tem que buscar são as revistas destinadas a leituras vespertinas em salas de espera. Diria mais: um jornal como a X, que tem poder de formar opinião, tinha que ser mais investigativo também no quesito musical. [...]".

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Joaquín Sabina en Portugués: 8) Zebeto Corrêa e a versão de "A mis cuarenta y diez"

Recentemente escrevi uma crônica que deu o que falar, Música Não É Futebol, que tratava, do ponto de vista musical, da rejeição midiática a toda uma geração de artistas que andam por volta dos 40 anos. Falando nisso, este 2011 é justamente o ano em que completo quatro décadas de vida! Puxa, nem mesmo eu acredito! Ainda me vejo como um moleque (e não poucas vezes ajo como um). O interessante é que, quando converso com amigos de minha geração, vejo neles esse mesmo sentimento de juventude tardia, temporã, duradoura, ou sei lá o quê; diria mesmo certa sensação de angústia de quem se sente guiando numa estrada que não sabe onde vai dar...