Naquele tempo, macho, o negoço era diferente, num era que nem hoje em dia, não. Por isso é que hoje o mundo tá perdido; se um pai levanta a mão prum fi, vai inté preso. É mais fácil um fi batê no pai. No meu tempo, arre-maria! Qualqué coisinha, o coro cumia. E ai de quem chorasse. Mãe dizia, "Ingole, o choro, muleque!", e nóis tinha que se aquietá, porque, se abrisse o berrêro, aí é que ela dava a lapada com gosto chega zuava. E num é dizê que era porque nóis era malino, não; se um fazia uma coisa errada e o ôtro tava perto, apanhava os dois, que era pro inucente sirvi de inzemplo pros ôtro.Colunas
- Crônicas Desclassificadas (193)
- Ninguém me Conhece (86)
- A Palavra É (51)
- Grafite na Agulha (50)
- Crônicas Classificadas (49)
- Os Manos e as Minas (40)
- Trinca de Copas (40)
- Esquerda Volver (32)
- Textos Avulsos (28)
- Notícias de Sampa (23)
- Joaquín Sabina en Portugués (19)
- Entrevistando (15)
- Eu Não Vi Mas Me Contaram... (15)
- Um Cearense em Cuba (15)
- De Sampa a Tóquio (14)
- Trinca de Ouro (12)
- 10 textos recomendados (10)
- Cançonetas (9)
- Canções que Amo (6)
- Minhas Top5 (5)
- Versão Brasileira (5)
- Cinema & Cia. (3)
- No Embalo da Toada (3)
- A Caverna de GH (2)
- Canções em Colisão (2)
- PodCrê (2)
Mostrando postagens com marcador Poema Novo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poema Novo. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Eu Não Vi, Mas Me Contaram...: 9) O enterro de Cinto-Muito
Naquele tempo, macho, o negoço era diferente, num era que nem hoje em dia, não. Por isso é que hoje o mundo tá perdido; se um pai levanta a mão prum fi, vai inté preso. É mais fácil um fi batê no pai. No meu tempo, arre-maria! Qualqué coisinha, o coro cumia. E ai de quem chorasse. Mãe dizia, "Ingole, o choro, muleque!", e nóis tinha que se aquietá, porque, se abrisse o berrêro, aí é que ela dava a lapada com gosto chega zuava. E num é dizê que era porque nóis era malino, não; se um fazia uma coisa errada e o ôtro tava perto, apanhava os dois, que era pro inucente sirvi de inzemplo pros ôtro.sexta-feira, 28 de junho de 2013
Ninguém me Conhece: 77) Admirando (publicamente) o Poema Novo
São Paulo, 27 de junho de 2013.
Passa um pouco da 1h da madrugada. Acabo de chegar do sobrevivente Café Piu Piu, no ainda charmoso bairro paulistano do Bixiga, onde hoje (aliás, ontem, porque hoje já é amanhã) rolou um projeto do grupo Vitrine (que lembra, na proposta, o Caiubi), que envolveu várias bandas e alguns poetas, pelo que entendi. Cheguei atrasado, e só pude ver o último show, do grupo Poema Novo. Mas me dei por satisfeito. Fazia tempo que eu não me surpreendia como hoje. Saí de lá praticamente correndo, pra poder chegar em casa e escrever estas linhas ainda inebriado do que presenciei. Estou um pouco "alto", do vinho ruim que ingeri, confesso, mas estou um gigante da música que ouvi/vi. Tenho em mente a frase de minha amiga Lucia Helena Corrêa, que diz: "Se beber, não escreva, nem leia", em contrapartida li também que Hemingway falou: "escreva bêbado, edite sóbrio", então vambora!
Assinar:
Postagens (Atom)