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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ninguém me Conhece: 67) Creo que he visto una luz: Jorge Drexler

Canções são capazes de mudar vidas? Em minha opinião, sim. Aliás, eu não diria apenas canções, mas a arte como um todo. Pra quem tem a mente e o coração abertos, a arte vive mudando sua vida. Minha experiência de vida me deu vários exemplos consecutivos: ler O crime do padre Amaro, de Eça de Queiroz, mudou, de certa forma, os rumos de minha vida; tempos depois, ouvir pela primeira vez Construção, de Chico Buarque, com quase 20 anos de atraso, também; e, mais alguns anos depois, assistir a Diários de Motocicleta, de Walter Salles, deu uma guinada violenta em meus interesses como compositor, o que interferiria de forma direta em minha vida.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ninguém me Conhece: 58) No es lejano el oriente de Daniel Drexler

O maior inconveniente de Daniel Drexler é ser irmão de Jorge Drexler... Hum... Não sei se inconveniente é a palavra certa, tampouco sei se seria azar... Ou sorte. Mas o fato é que ele não pode fugir à comparação, e, como Jorge é mais famoso, a balança pende em favor deste. Contudo, se Daniel não fosse irmão de quem é, certamente sua música (por si só) o levaria longe, visto que ele é um excelente compositor. Embora não possua uma voz das mais extensas, ela casa bem com suas canções.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ninguém me Conhece: 35) Montevideo, el acuario de Dany López

Eu sou um sentimental! Fazia meses que vinha querendo escrever este texto, mas sempre algo me impedia... E eu não sabia por quê! Hoje eu soube. Fazendo um retrospecto a respeito dos textos desta coluna, constatei que o que sempre a moveu foi, em primeiríssimo lugar, o coração. E este cara que ora lhes apresento merecia um texto que fosse saído, mais que do coração, das entranhas. E foram justamente "detalhes tão pequenos", vindos do cotidiano, que me acionaram o alerta de que a hora de escrever estas maltratadas (by Marcio Policastro) havia chegado. Deu-se assim: Trabalhei o dia todo hoje (escrevo no domingo, 30/01), voltava pra casa cansado, um tanto mal humorado, quando, ao descer na estação Brigadeiro do metrô e caminhar poucos metros pela avenida Paulista, encontro, num boteco no calçadão, ninguém menos que meu amigo Reynaldo Bessa, grande cantautor que guarda um Jabuti na estante e um fabuloso blog (chamado Algarobas) nas estantes virtuais. Em cerca de vinte minutos conversamos o equivalente a três horas. Em determinado momento, ele sentenciou: "Léo, ninguém vai nos agradecer por fazermos o que fazemos! Nós temos que continuar fazendo apenas porque é isso que sabemos fazer!". Voltei pra casa pensativo, um tanto abalado, eu, que sempre fui positivo... Em casa me esperava uma ansiosa e prestativa Kana, que me pôs pra relaxar numa banheira de água espumante (e fria), e, enquanto eu achava que já estava no paraíso, trouxe-me uma Heineken trincando! Amolecido pela água (e pela outra água), gastei uma boa meia hora filosofando sobre as contradições da vida, as palavras do Bessa, e não é que a janela entreaberta me soprou um "vento de Montevidéu"? Na hora me lembrei de que havia visto no facebook que nesta semana faz aniversário mi hermano Dany López... E as palavras do Bessa ecoaram: "Temos que continuar fazendo apenas porque é isso que sabemos fazer"... E a mágica se deu!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ninguém me Conhece: 13) Samantha Navarro, ¿la bruja de enfrente o un ángel de ultramar?

O Uruguai é um minúsculo país espremido entre Brasil e Argentina que, apesar de sua situação razoavelmente estável, sofre com as inconstâncias de seus vizinhos, pois acaba dependendo em parte destes, visto ser pouco populoso e ter um mercado de trabalho insatisfatório. Por conta disso, vê com regularidade grande parte de sua população abandonar o país em busca de melhores condições de trabalho e/ou estudo e se estabelecer principalmente na Argentina, no Brasil ou na Espanha. Jaime Roos, um dos maiores nomes da música uruguaia, lamentando essa situação, chegou mesmo a compor uma canção, Los Olímpicos, tendo tal êxodo como tema: “[...] Uruguayos, uruguayos, ¡dónde fueron a parar! Por los barrios más remotos de Colombes o Amsterdam. Antes éramos campeones, les íbamos a ganar, hoy somos los sinvergüenzas que caen a picotear. Trabajador inmigrante es la nueva profesión, al que agarran sin papeles, lo fletan en un avión [...]”.