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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Esquerda, Volver: 25) A merda de Milton no ventilador + artigo de Teju Franco

Todos nós temos certa parcela de culpa nessa merda que virou a música brasileira, de Milton Nascimento a mim e passando por todas as demais instâncias, sejam pra lá dele, pra aquém de mim ou entre o hiato que nos separa. Milton e sua geração têm culpa porque sempre se acharam os fodões, os insuperáveis e pouco (ou nada, variando de artista a artista) fizeram pra que as gerações posteriores a eles tivessem as mesmas oportunidades. Claro, tinham suas próprias preocupações — justificáveis —, sobretudo depois do advento do rock nacional, que derrubou as verbas que as gravadoras lhes regalavam, e mais ainda depois de Collor, que institucionalizou a merda musical... mas custava dar uma mãozinha? Vai que, ajudando o outro a subir, este que subia podia puxá-los da areia movediça onde caíram tantos desses medalhões.

sábado, 20 de janeiro de 2018

De Sampa a Tóquio: 13) Praça 11 é um pouquinho de Brasil

Se você estiver perambulando por Tóquio e de repente bater aquela saudade doída do Brasil, recomendo dar um pulo no Praça 11, tradicional cantinho brasileiro no coração da capital japonesa. É aquele local onde você vai encontrar sempre uma boa caipirinha, um ou outro prato tupiniquim e, se tiver sorte, pode ainda assistir a um bom show de música brasileira. E se estiver REALMENTE com sorte pode ser que justo nesse dia estejam se apresentando por lá nomes tão variados quanto Paulinho Moska, Leila Pinheiro, Grupo Fundo de Quintal, Filó Machado, Arlindo Cruz, João Bosco, Nelson Sargento e muitos outros. E repare que citei apenas alguns entre tantos nomes que já marcaram presença por ali e deixaram sua assinatura na parede central da casa.