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terça-feira, 5 de julho de 2016

Cançonetas (7) + Trinca de Copas (36): Fernando Cavallieri, Marcio Policastro e Pedro Moreno


1) CIDADE ABERTA

Há algum tempo, pensando em minha relação de amor e ódio com a cidade de São Paulo, compus um soneto duplo batizado de Soneto Paulistano, que acabou ficando engavetado por falta de parceiro afim. Só que, há algumas semanas, quando fiquei sabendo que o usurpador Michel Temer era o primeiro presidente paulista em 110 anos, resolvi, num dos tantos encontros da MPB Universitária no Garagem Vinil, recitar o bendito double soneto e "dedicá-lo" ao Temerário. Fernando Cavallieri, que estava presente no dia, gostou do poeminha e me pediu autorização pra musicá-lo. Poucos dias depois, já rebatizada de Cidade Aberta, nasceu a canção que ora divulgo em primeira mão:

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Trinca de Copas: 32) Dose tripla de Augusto Teixeira (mais Gabriel de Almeida Prado e Guiaugusto Pacheco)

por Marina Tavares
Ainda sentindo os efeitos colaterais da ressaca/preguiça pós-carnavalesca, fiquei aqui pensando em qual assunto traria pra cá, pra alimentar este meu faminto (e famigerado) bloguinho; daí, levando em conta que hoje não é um dia dos mais propícios a leituras (visto que deve haver muita gente por aí ainda pior que eu), lembrei-me de que o mano Augusto Teixeira continua com sua campanha de financiamento coletivo pra gravação de seu primeiro CD (campanha que, aliás, entra em sua fase final); então, resolvi mais uma vez escrever sobre ele (já havia escrito sobre o projeto antes, aqui), só que, desta feita, focando em mais algumas de nossas belas parcerias. Se gostar, não perca a oportunidade de contribuir e ganhar um CD que tem tudo pra ser uma belezura. Saiba mais sobre o projeto aqui: http://www.kickante.com.br/AugustoTeixeira

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Cançonetas: 6) "Novos Horizontes", por Luhli (e Dhenni Santos)

Em princípio, pensei em publicar este texto na coluna Trinca de Ouro – na qual trato de canções/parcerias minhas gravadas –, mas depois, de tanto ouvir o CD no qual foi inserida a canção em questão, optei por publicá-lo aqui, com as devidas explicações. Vamulá, pois!

Como já frisei aqui não poucas vezes, participo de uma lista virtual de bate-papo sobre (não só) música, a M-Música. Lá, conheci muita gente boa e também aumentei meu leque de parceiros. Trata-se de uma lista das mais democráticas, por isso, acolhe tanto anônimos quanto famosos (e tantos outros entre uma extremidade e outra dessa corda), e todos têm direitos iguais. Claro que depende de cada um fazer ecoar (ou não) seu verbo ali. Pois bem, ecos à parte, entre os mais queridos membros da lista se encontra a maravilhosa artista Luhli, que, antes de acrescentar o H a seu nome artístico (segundo sugestão de numerologia, conforme me contou a própria), tocou sua carreira artística durante anos em dupla com a não menos notável Lucina.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cançonetas (5) + Trinca de Copas (23): Álvaro Cueva (e Leonardo Costa), Marcio Policastro e Zebeto Corrêa

Meu camarada Vlado Lima (que me autorizou a tratar do assunto aqui) escreveu dia desses no facebook que havia sido convidado a fazer parte do júri de um concurso de sonetos, mas que declinara do convite porque o cachê não valia o aborrecimento de ter que perder seu escasso tempo analisando uma forma de poesia que não lhe agrada. Caí de paraquedas no assunto e comentei que o problema talvez não seja o soneto em si, mas a (hipotética) falta de ousadia dos novos sonetistas, que ainda se rendem ao tradicionalismo. A resposta de Vlado foi categórica: ele acha que a métrica do soneto limita a inspiração, e foi tão enfático, que chegou a acrescentar que nem sequer curte muito os sonetos sujos de Glauco Mattoso, o que pra mim foi uma surpresa, pois sempre achei a poesia de Vlado um tanto, digamos, mattosa.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cançonetas: 4) "Se o Papo É Amor", por Denilson Santos (+ Danny Reis)

Ando fazendo umas parcerias "nervosas" com Denilson Santos, a quem, a bem da verdade, nunca vi mais gordo. Coisas da "mudernidade". Denilson, baita cantor e não menos inspirado compositor, mora no Rio. Conhecemo-nos (virtualmente, obviamente) na M-Música, lista que vira e mexe cito por aqui. Ia mesmo escrever um Trinca de Copas acerca de nossas parcerias, mas lembrei que uma delas era um soneto, então, pra não virar bagunça, achei melhor postar (ao menos esta) aqui no Cançonetas.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Cançonetas: 3) "A Flor do Meu Amor", por Kléber Albuquerque

Alguns amigos têm me criticado por deixar de lado a música, que é (ou deveria ser) o foco principal deste blogue, pra tratar de assuntos espinhosos (e polêmicos), como a política. A estes eu respondo: ora, meus caros, tudo é política! As relações humanas, sejam elas de foro privado ou público, estão impregnadas de política. Diria mais, viver é um ato político, a não ser que você seja um ermitão (e nesse caso não estará lendo agora as perfumadas abobrinhas expostas nesta feira virtual xispoemística). Portanto, e mais uma vez lembrando grandes bordões políticos, relaxem e gozem, sejam vocês alckmistas, lulistas ou outroístas.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cançonetas: 2) "Desistências", por Pedro Moreno

Já falei aqui várias vezes da M-Música, lista da qual participo e por meio da qual adquiri muitos amigos, além de parceiros. Bem, não dá pra resumir em poucas palavras o que essa lista representou e representa na vida de várias pessoas, é preciso estar lá, proseando, filosofando, às vezes brigando, mas sempre tendo a música como foco.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cançonetas: 1) "De Aldeias e Pessoas", por Adolar Marin

Eu estava no meio de uma aula de Literatura Portuguesa, matéria das mais interessantes, ministrada pela professora Virgínia Antunes, quando de repente, não sei bem por qual motivo, o assunto decaiu sobre MPB. E ela, num tom nostálgico, lamentou que atualmente não tivéssemos mais tão bons compositores como tínhamos antigamente. Eu, que costumava ser dos mais calados da classe, ao ouvir isso, manifestei-me dizendo que ela sabia bastante de literatura portuguesa, mas estava defasada no que dizia respeito à música brasileira que se faz atualmente. Ela se disse feliz por estar enganada e me "desafiou" a que lhe pusesse ao dia.