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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Minhas Top5: 4) Aos pés de João Gilberto

Pense num cabra brega, cafona, de mau gosto etc.: como diria Roberto Carlos, esse cara sou eu! Passei toda a infância (até a adolescência) ouvindo os tais artistas cafonas. Inclusive, em breve pretendo escrever sobre eles; só que agora nosso grande "papa" resolveu desencarnar, o magnífico e revolucionário João Gilberto, daí me vi obrigado a escrever antes sobre ele. Não será a primeira vez em meu blogue; há seis anos a não menos querida e saudosa Luhli, a pedido meu, escreveu lindamente sobre o maravilhoso Chega de Saudade, disco divisor de águas que em 1969 nosso Joãozinho gravou (leia aqui) —, e pouco tempo depois o não menos querido Dhenni Santos também versou em prosa sobre ele (aqui). E eis que agora chegou também minha vez de joão-gilbertear(te).

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A Palavra É: 39) Gengibre

Minha "patroa", Kana, faz um karê dos deuses — pra quem não sabe, karê é a versão japonesa do indiano curry. Antes de nossa mudança pro Japão, fomos recebidos na casa de Sander Mecca & família pra um bota-fora, e, pra enriquecer ainda mais o cardápio preparado pelos anfitriões, Kana mais uma vez nos brindou com seu karê. Sander, maravilhado, perguntou-lhe qual seria o segredo de tão mágico sabor; e Kana lhe respondeu com simplicidade: "O segredo está no gengibre." Claro que eu já estava a par desse "segredo". Aliás, mais que isso; já tinha o costume de propagar o bendito gengibre pra cima e pra baixo, e não poucas vezes fora do contexto culinário.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A Palavra É: 1) Cabeça

cabeça é o fim ou o princípio do corpo? Tudo depende do ponto de vista. Saca só: se um camarada passa a vida olhando pro chão, a impressão que temos é de que a parte mais distante de seu corpo são os pés. Seu objetivo a ser alcançado é um subsolo, um porão ou algo do gênero. Ou até, quem sabe, possa ser que aja como um avestruz e viva procurando um buraco onde enfiar a cabeça. Portanto, podemos dizer que o corpo dele principia por esta. Já há outros que vivem com a cabeça nas nuvens; estes, certamente, foram começados pelos pés e cresceram como árvores, pra cima, até chegarem à cabeça. Mas não pararam por aí, continuaram crescendo pra fora do corpo, como um invisível arranha-céu, em cujo topo, no heliponto mais especificamente, fincaram sua cabeça, meio como se fosse uma bandeira. Ou uma biruta...