Se eu fosse resumir numa só palavra, eu tascaria "tesão". Era isso que a energia dos caras no palco me passava. O bairro era Suginami; a cidade, Tóquio; mas se eu fechasse os olhos bem que podia achar que estava num inferninho de Nova York. Os quatro cavaleiros do apocalipse tocavam jazz, mas havia umas pitadas de rock'n'roll ali; muitas, aliás. Em determinado momento, pensei estar ouvindo mesmo um frevo, como se o guitarrista fosse ninguém menos que Robertinho do Recife. O nome do bar, Clop Clop; o da banda, MAD-KAB AT AshGate. A formação era guitarra, trombone, baixo e bateria, e todas as músicas eram do guitarrista, cujo nome me escapou e que Kana chamou de gênio. Confesso que cheguei lá com sono, havia até dado umas cochiladas no carro durante a ida, mas o show não permitiu que o sono me vencesse.Colunas
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
De Sampa a Tóquio: 8) De jazz, cigarros e reconstruções
Se eu fosse resumir numa só palavra, eu tascaria "tesão". Era isso que a energia dos caras no palco me passava. O bairro era Suginami; a cidade, Tóquio; mas se eu fechasse os olhos bem que podia achar que estava num inferninho de Nova York. Os quatro cavaleiros do apocalipse tocavam jazz, mas havia umas pitadas de rock'n'roll ali; muitas, aliás. Em determinado momento, pensei estar ouvindo mesmo um frevo, como se o guitarrista fosse ninguém menos que Robertinho do Recife. O nome do bar, Clop Clop; o da banda, MAD-KAB AT AshGate. A formação era guitarra, trombone, baixo e bateria, e todas as músicas eram do guitarrista, cujo nome me escapou e que Kana chamou de gênio. Confesso que cheguei lá com sono, havia até dado umas cochiladas no carro durante a ida, mas o show não permitiu que o sono me vencesse.
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