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domingo, 13 de maio de 2018

Esquerda, Volver: 19) Por mais humor (e amor) na esquerda

Há pouco tempo, meu querido amigo Julinho Camargo, figuraça, grande músico e intérprete da cena paulistana e dono do Garagem Vinil — importante QG da música independente de brasuca e que abriga, entre outras coisas, as noites autorais do Clube Caiubi de Compositores —, fez no Facebook mais uma de suas tantas brincadeiras. Sujeito bem-humorado e com boa quilometragem, soltou ele: "Cheguei à conclusão de que mulher bonita tem que pagar mais caro. Elas dão muito trabalho." Teria sido apenas mais uma inofensiva piadinha, talvez com certo quê machista, admito, mas todos que o conhecem sabem que não houve maldade ou desrespeito no comentário. Eu mesmo, quando li, praticamente o imaginei ao vivo comentando e dando em seguida uma boa gargalhada (vejam como foi aqui).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Canções que Amo: 4) Affonso Moraes; Marcio Policastro; e Vicente Barreto + Celso Viáfora

1) CANTANDO EM DÓ

Já Era Hora (2009)
Ando com uma saudade arretada do Fonsão, ou Affonso Moraes – pros não íntimos –, daí, pensando nas canções que iria homenagear nesta edição do Canções que Amo, lembrei-me de sua pungente Cantando em Dó, e resolvi trazê-la pra cá, pra esta nova trinca. Affonso Moraes, o advogado do samba... ou o sambista advogado, como prefiram. Eita, cabra bom! Parceiraço meu! Tenho, aliás, a honra de tê-lo iniciado nos caminhos da arte de musicar letra. Antes de mim, o velho Affonso só costumava costurar melodias em suas próprias letras; mas eu, teimoso que só, fui lhe sugerindo uma letra aqui, outra acolá, e, quando nosso homem das leis reparou, já tínhamos um bom punhado de parcerias, pra gáudio meu.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ninguém me Conhece: 42) Às voltas com o mundo de Vicente Barreto

Por ter amigos que pertencem (ou pertenceram) ao catálogo da Dabliú Discos, acabei entrando em contato com a obra do compositor baiano Vicente Barreto que fora lançada por este selo, na época dois CDs, Ano Bom e Mão Direita. Foi amor à primeira ouvida. De lá pra cá procurei acompanhar de perto suas novidades discográficas, e, a cada novo trabalho, era um novo deslumbramento. Sou admirador do trabalho de muitos compositores, mas poucos destes atingiram o nível de Vicente, a quem, sem medo de incorrer no exagero, considero um gênio.

domingo, 5 de setembro de 2010

Ninguém me Conhece: 10) A cara de Celso Viáfora, um brasileiro que nem a gente

Mano Menezes, li recentemente, ganhou de presente da Nike um curso no qual aprendia a se portar perante a imprensa. Isso me fez pensar. Fui, desde sempre, contrário à contratação de Dunga pro cargo de técnico da Seleção Brasileira, contudo, embora discordasse de 90% do que ele dizia (e fazia), admirava-lhe a capacidade de ser sempre verdadeiro, espontâneo, não um macaquinho movido a pilha. Mas os tempos hoje são outros, e todos os profissionais têm que estar preparados pro que der e vier. Obviamente, com a indústria da música não podia ocorrer algo diferente. Desde que a canção deixou de ser canção pra virar sabonete, basta ligar a tevê pra se deparar com artistas sorridentes, que parecem saídos de um comercial de pasta de dentes, com frases feitas pra responder a perguntas idem, todos encenando um roteiro previamente decorado. Perto deles um cara como João Gilberto parece ser um verdadeiro homem de neandertal.