Mano Menezes, li recentemente, ganhou de presente da Nike um curso no qual aprendia a se portar perante a imprensa. Isso me fez pensar. Fui, desde sempre, contrário à contratação de Dunga pro cargo de técnico da Seleção Brasileira, contudo, embora discordasse de 90% do que ele dizia (e fazia), admirava-lhe a capacidade de ser sempre verdadeiro, espontâneo, não um macaquinho movido a pilha. Mas os tempos hoje são outros, e todos os profissionais têm que estar preparados pro que der e vier. Obviamente, com a indústria da música não podia ocorrer algo diferente. Desde que a canção deixou de ser canção pra virar sabonete, basta ligar a tevê pra se deparar com artistas sorridentes, que parecem saídos de um comercial de pasta de dentes, com frases feitas pra responder a perguntas idem, todos encenando um roteiro previamente decorado. Perto deles um cara como João Gilberto parece ser um verdadeiro homem de neandertal.Colunas
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domingo, 5 de setembro de 2010
Ninguém me Conhece: 10) A cara de Celso Viáfora, um brasileiro que nem a gente
Mano Menezes, li recentemente, ganhou de presente da Nike um curso no qual aprendia a se portar perante a imprensa. Isso me fez pensar. Fui, desde sempre, contrário à contratação de Dunga pro cargo de técnico da Seleção Brasileira, contudo, embora discordasse de 90% do que ele dizia (e fazia), admirava-lhe a capacidade de ser sempre verdadeiro, espontâneo, não um macaquinho movido a pilha. Mas os tempos hoje são outros, e todos os profissionais têm que estar preparados pro que der e vier. Obviamente, com a indústria da música não podia ocorrer algo diferente. Desde que a canção deixou de ser canção pra virar sabonete, basta ligar a tevê pra se deparar com artistas sorridentes, que parecem saídos de um comercial de pasta de dentes, com frases feitas pra responder a perguntas idem, todos encenando um roteiro previamente decorado. Perto deles um cara como João Gilberto parece ser um verdadeiro homem de neandertal.
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