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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Crônicas Desclassificadas: 121) O mensalão, o mensalinho e os hipócritas

Corruptos, mensaleiros, larápios, petralhas, quadrilha, corja, súcia, etc. etc.; no que se refere ao caso do mensalão, são inúmeras as "qualificações" que os exaltados defensores da Justiça (com jota maiúsculo) vêm atribuindo nos últimos anos aos réus – e agora condenados – petistas, e não só a estes, diga-se de passagem. A impressão que temos é de que se trata menos de um partido e mais de um bando de assaltantes da pátria, pois não há opiniões isentas de ódio, imparciais. Desde o começo o que se viu foi a inversão do "inocente até que se prove o contrário". E a oposição sempre soube se aproveitar desses arroubos patrióticos, vinculando à "quadrilha" tanto a presidente (sorry, dra. Rousseff, prefiro assim, comum de dois gêneros, como sempre fora) Dilma quanto o prefeito Haddad, entre outros (mas não deu certo, né?)... Quanto ao ex-presidente Lula, vixe! Este então seria o líder!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Entrevistando: 6) José de Abreu (por Alberto Pereira Jr.)

Sou do tempo em que artistas eram de esquerda. Sempre enxerguei a arte como uma ferramenta social capaz de, senão mudar o mundo, ao menos abalar um tiquim suas estruturas. Claro que arte é muito mais que isso, é algo muito complexo, caminha pelos labirintos do subconsciente. Uma arte, pra ser boa, não precisa necessariamente ser engajada. Contudo, quando o artista se posiciona à direita, é sinal de que algo vai mal. Ver, por exemplo, Caetano Veloso, que foi preso e exilado na época da ditadura, declarar voto em ACM Neto em Salvador é algo que frustra quem nele viu algo de revolucionário quatro décadas atrás. Conheço mesmo alguns artistas que se declaram malufistas (afe!)!