Pra começar 2020 com o pé bom, o esquerdo (com o qual sempre entro nos aviões), resolvi, como primeira publicação do ano, tratar de música e homenagear o bom e velho Caê, que continua produzindo a mil, compondo belas canções e gravando discos incríveis. O que, convenhamos, dificulta meu trabalho de escolher apenas cinco dele. Em minha defesa, alego que as melhores de Caetano variam de tempos em tempos. Como sua obra é extensa e de grande qualidade, sempre há aquela que em determinada época gruda em nossos ouvidos e não sai nem com reza. Resolvi, portanto, trazer pra cá cinco que pertencem a momentos (meus) diferentes, mas que, cada uma a seu modo, marcou profundamente minha trajetória de ouvinte e, por que não?, de compositor também.Colunas
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
Minhas Top5: 5) O tempo não para e no entanto Caetano nunca envelhece
Pra começar 2020 com o pé bom, o esquerdo (com o qual sempre entro nos aviões), resolvi, como primeira publicação do ano, tratar de música e homenagear o bom e velho Caê, que continua produzindo a mil, compondo belas canções e gravando discos incríveis. O que, convenhamos, dificulta meu trabalho de escolher apenas cinco dele. Em minha defesa, alego que as melhores de Caetano variam de tempos em tempos. Como sua obra é extensa e de grande qualidade, sempre há aquela que em determinada época gruda em nossos ouvidos e não sai nem com reza. Resolvi, portanto, trazer pra cá cinco que pertencem a momentos (meus) diferentes, mas que, cada uma a seu modo, marcou profundamente minha trajetória de ouvinte e, por que não?, de compositor também.segunda-feira, 22 de julho de 2019
Minhas Top5: 4) Aos pés de João Gilberto
Pense num cabra brega, cafona, de mau gosto etc.: como diria Roberto Carlos, esse cara sou eu! Passei toda a infância (até a adolescência) ouvindo os tais artistas cafonas. Inclusive, em breve pretendo escrever sobre eles; só que agora nosso grande "papa" resolveu desencarnar, o magnífico e revolucionário João Gilberto, daí me vi obrigado a escrever antes sobre ele. Não será a primeira vez em meu blogue; há seis anos a não menos querida e saudosa Luhli, a pedido meu, escreveu lindamente sobre o maravilhoso Chega de Saudade, disco divisor de águas que em 1969 nosso Joãozinho gravou (leia aqui) —, e pouco tempo depois o não menos querido Dhenni Santos também versou em prosa sobre ele (aqui). E eis que agora chegou também minha vez de joão-gilbertear(te).sábado, 2 de fevereiro de 2019
Minhas Top5: 3) Eu, bêbado; Elis, equilibrista
Descobri Elis Regina tardiamente. Confesso que a primeira cantora que me pegou de jeito foi Maria Bethânia. Eu, que sou desafinado até falando, nunca me preocupei em saber se a irmã de Caê alcançava as notas ou não. Pra mim, o que importava eram o repertório e a interpretação, que tinham tudo a ver comigo. Bethânia sempre foi uma atriz cantando. Já Elis (também atriz), puxando pela memória, lembro que tocava no rádio bastante com Alô, Alô, Marciano — refiro-me à época em que eu já começava a me entender por gente. Tempos depois, de tanto ouvir falar da "Pimentinha", comprei uma coletânea dela e foi a partir daí que ela começou a soar nos tímpanos del mio cuore. Sim, depois fui atrás de seus discos, mas vamos por partes, como diria... não, não vou completar essa frase manjada...sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Minhas Top5: 2) Outro retrato de Djavan
Fuçando num grupo do facebook dedicado a Jorge Drexler, descobri que esse uruguaio cidadão do mundo acaba de fazer uma linda participação no mais recente trabalho de Djavan, Vesúvio, cantando uma versão em espanhol de uma das canções desse disco. Bastou isso pra eu me pôr a reouvir Djavan, este que, como Lulu, é um hitmaker de mão cheia. Só que Djavan, embora tenha também uma veia pop acentuada, é mais, digamos, classudo, jazzístico e emepebístico, tanto em suas melodias elaboradas quanto em suas letras únicas — e não raro ininteligíveis, dizem as más línguas.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Minhas Top5: 1) Lulu de todos os Santos
Gosto de cochilar ouvindo música, e cada vez escolho um artista diferente pra (re)ouvir, o que não deixa de ser também uma viagem no túnel do tempo rumo a meu passado. Recentemente, o escolhido foi Lulu Santos, e, enquanto ressonava (e ele ressoava), tive a ideia de usar mais uma vez meu blogue pra prestar outras — e novas — homenagens a esses tantos artistas que fazem parte de minha memória afetiva; assim, enquanto suas canções faziam ligação direta entre meus tímpanos e meu coração, bolei a estrutura e batizei de Minhas Top5, coluna que estreio agora, e, como Lulu foi a mola propulsora, começo por acertar minhas contas com ele.
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