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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

A Palavra É: 48) Resistência

Às vezes, a gente perde a paciência (ou a elegância) e age com truculência, em outra instância; toma uma cana e manda uma banana pra geral, um "fuck you", um "tomar no cool" etc. e tal. Sim, porque a gente é humano, não tem sangue de barata, tá cansado de tirano e de psicopata travestido de chefe. Quando tudo é um blefe, não rola oferecer a outra face. E não é só questão de (falta de) classe, é que toda esperança se cansa, cedo ou tarde, e arde na fogueira dos sem eira nem beira órfãos de fé. É, quando nada mais dá pé, há que se meter a colher no caldo da História. Vitória não vem de graça, há que se pôr a mão na massa, arregaçar a manga. Pra evitar um "Brasil de tanga", vez em quando é preciso meter o louco. E achar pouco.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Grafite na Agulha: 17) Verde esperança

Conheci Ana Vega na faculdade, pois era minha colega de classe. Em pouco tempo, devido a algumas afinidades, já éramos bastante próximos. Sua inteligência cativava e sua gargalhada aberta e franca desarmava. Notei de cara que se tratava de uma pessoa, como dizem hoje, do bem. Mas de ingênua não tinha nada. Sabia se defender muito bem, ¡sí señor! Além do mais, por ser chilena, fazia aumentar meu interesse por estar perto dela, pois assim podia treinar meu espanhol tartamudeante (ainda o é). Discreta, só alguns anos depois que havíamos terminado o curso me contou sua incrível história. Incentivei-a mesmo a escrever um livro, fosse de memórias, fosse romanceado, pois, como vocês perceberão, a muchacha escreve bem pra dedéu.