Fazia tempo que eu não publicava nada de novo nesta coluna, não por falta de material, mas por causa da escassez de tempo. Peço desculpas aos leitores e – sobretudo – aos colaboradores que estão há tempos esperando pra ver seus textos publicados. Pensando neles (e em vocês), arrumei um tempinho pra trazer pra cá esta bela homenagem feita pela carioca Danny Reis, que é cantora, compositora (parceira minha, inclusive), tradutora, revisora de texto, blogueira (visite seu blogue aqui) etc. Faltou dizer que sua homenagem em prosa mira Marianna Leporace, mas atinge também Sheila Zagury e... Edu Lobo e Chico Buarque. Mas (por falar em Edu) paremos com esse lero-lero e deixemos a menina sambar, digo, contar em paz. Ao texto:
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segunda-feira, 15 de junho de 2015
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Ninguém me Conhece: 78) Delicadeza, o tempo de Marianna Leporace
Caramba! Lá se vão seis anos! Foi no dia 15 de julho de 2007! Estando eu no Ridijanêro com Kana, liguei pra minha parceira Clarisse Grova (que então ainda dava o ar da graça por ali) perguntando qual era a balada forte da noite, e eis que ela nos levou ao Panorama, casa onde os cariocas da M-Música se encontravam, se não me engano uma vez por mês, pra cantar, tocar e confraternizar. Era praticamente um Caiubi, só que aquele era mensal, e este continua semanal. Pois bem, mas o fato foi que nessa noite fomos apresentados a muita gente boa, alguns dos quais eu só conhecia virtualmente, e entre eles o mestre Tavito, que ainda morava na Cidade Maravilhosa e, pra meu espanto, já sabia de minha existência, graças a propaganda (enganosa?) da Grova. Futuramente Tavito se tornaria meu parceiro e se mudaria pra Sampa, a convite de Zé Rodrix, mas não ponhamos o depois antes do antes.terça-feira, 11 de outubro de 2011
Crônicas Classificadas: 14) MPB de Q? (Marianna Leporace vs. Vlado Lima)
Como já declarei aqui várias vezes, faço parte de uma lista virtual que versa acerca de música, chamada M-Música. Trata-se de uma lista democrática, que acolhe cantores, compositores, poetas, jornalistas, críticos, músicos e afins. Gente de várias regiões do Brasil e do mundo e dos mais variados estilos e sotaques, obviamente. E, como em todas as relações, lá não faltam arranca-rabos, polêmicas, discussões, mas sempre tendo a música como foco (ou quase sempre) e sempre tendo o respeito em primeiro lugar (ou quase sempre). Já que ultimamente discussão acerca de música não tem estado muito em voga, e já que a ótima cantora Marianna Leporace sentenciou que meu blog "pode ser um grande veículo de divulgação de artistas independentes, um jornal, um lugar de críticas e de boas discussões - ele tem potencial pra isso", visto a carapuça e trago a público (com a autorização de seus protagonistas) saudável discussão interna m-musgueira entre a já citada Marianna (ótima cantora carioca, com um trabalho dos mais honestos, sensíveis e produtivos), mpbista de carteirinha, voz vinda lá do país e do tempo da delicadeza, e Vlado Lima (paulistano, cantor, compositor, agitador cultural, dono do novo reduto caiubista, o Bagaça, y otras cositas más), que se encontra na outra extremidade da criação musical, um verdadeiro udigrudi, um fantístico e um porno-punk-poeta roqueiro-sambista que, pra ser maldito, carecia de ser um pouco mais conhecido. Ou não...
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Crônicas Classificadas: 10) Toninho e eu
Vida de crítico musical no Brasil não é fácil. Os compositores gostamos sempre de ver nosso lado, mas não há quem se ponha no lugar deles. Certa vez, em entrevista à Folha de S.Paulo, Chico Buarque chegou mesmo a afirmar que "em jornal, crítico de música geralmente é crítico de letra. É compreensível que seja assim; a letra vai impressa, o crítico destaca este ou aquele trecho... funciona assim. Eu cada vez mais dou importância à música e tenho vontade de dizer: 'Olha, só fiz essa letra porque essa música pedia. Isso não é poesia, é canção'. Enfim, fico um pouquinho chateado com essas coisas, mas sei que é difícil mesmo. Como é que vai imprimir uma partitura no jornal e explicar aos leitores? Não dá, eu sei". Não vou entrar no mérito da questão, só acho que, assim como o compositor, o crítico é um pouco vítima do momento. A imprensa atual não lhe dá liberdade. Resta a este tratar dos artistas que interessam ao mercado (caso queira manter o emprego). E tais artistas, ou grande parte deles, não primam especificamente pela qualidade musical (pensando bem, nem pela letrística). Tampouco seus fãs-leitores interessam-se pelas questões melódicas e/ou harmônicas. Resta aos críticos que optam pela liberdade recorrer aos blogs. Exemplos de peso são Mauro Dias e Pedro Alexandre Sanches.
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