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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Versão Brasileira: 3) "One More Cup of Coffee" por Sander Mecca

Tenho uma relação de longa data com a música de Bob Dylan. Lembro que meu primeiro contato com ela foi de estranheza. Tirante Blowin in the Wind, que foi amor à primeira ouvida, tudo o mais me parecia um tanto torto (então, eu só dava atenção às linhas retas...). E sua voz não ajudava; áspera, falha, esganiçada, não parecia em nada com a de Roberto Carlos, meu maior ídolo na época (tempos depois, a estranheza se repetiria com a voz de Chico Buarque, mas aí eu já estava vacinado contra os preconceitos da linha reta). Confesso que demorei pra gostar do primeiro disco que comprei dele (um the best of). Contudo, como a galera a meu redor gostava tanto do cara, fiquei ouvindo e reouvindo, tentando entender o que todos viam... aliás, ouviam de tão fascinante que eu não conseguia detectar.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Crônicas Desclassificadas: 143) "Adote" uma criança pobre

Li recentemente coluna de Ruy Castro na Folha (aqui), na qual ele analisa uma reportagem que descreveu, segundo suas palavras, "como alguns dos homens mais ricos dos EUA decidiram legar grande parte de sua fortuna a projetos de caridade, pesquisa e educação, deixando aos filhos apenas um trocado para o bonde e o cafezinho". Conta Ruy que um desses abnegados chegou mesmo a dizer que "deixar o dinheiro para os filhos não é bom para eles, nem para a sociedade". Por fim, Ruy traça um paralelo com o Brasil e desfecha com um "nos EUA, essa atitude produz bibliotecas, museus, hospitais. Agora olhe ao seu redor no Brasil e tente se lembrar de histórias parecidas". Não precisa ser "jênio" (como, ironicamente, grafa meu amigo Edu Franco) pra detectar que tais casos não se repetem por aqui, né?

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Crônicas Desclassificadas: 103) Música, esse contrapeso...

Acompanho há tempos as crônicas de Ruy Castro, um dos mais talentosos jornalistas/biógrafos brasileiros. Va bene, trata-se também de um ranzinza radical em relação a bebida, cigarro, drogas etc. Claro, porque ele, que chutava o balde e pagou pelos excessos, acabou virando um abstêmio beato que não perde a oportunidade pra espinafrar os pobres humanos fracos que detêm tais vícios. Contudo, isso é lá com ele, afinal sua abstenção não é a pauta do dia (só lá em seu foro íntimo, onde é pauta diária). O que me abestalhou foi ler sexta passada em seu cantinho diário na nobre página 2 da Folha de S.Paulo uma crônica intitulada Oito a menos (leia aqui).