Passo por aqui de novo pra dar prosseguimento à dobradinha Toada/O X do Poema. Desta vez, trago pra cá texto que escrevi sobre dois discaços. Vamos a ele. E a eles:
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quinta-feira, 4 de novembro de 2021
domingo, 13 de maio de 2018
Esquerda, Volver: 19) Por mais humor (e amor) na esquerda
Há pouco tempo, meu querido amigo Julinho Camargo, figuraça, grande músico e intérprete da cena paulistana e dono do Garagem Vinil — importante QG da música independente de brasuca e que abriga, entre outras coisas, as noites autorais do Clube Caiubi de Compositores —, fez no Facebook mais uma de suas tantas brincadeiras. Sujeito bem-humorado e com boa quilometragem, soltou ele: "Cheguei à conclusão de que mulher bonita tem que pagar mais caro. Elas dão muito trabalho." Teria sido apenas mais uma inofensiva piadinha, talvez com certo quê machista, admito, mas todos que o conhecem sabem que não houve maldade ou desrespeito no comentário. Eu mesmo, quando li, praticamente o imaginei ao vivo comentando e dando em seguida uma boa gargalhada (vejam como foi aqui).quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Canções que Amo: 4) Affonso Moraes; Marcio Policastro; e Vicente Barreto + Celso Viáfora
1) CANTANDO EM DÓ
Ando com uma saudade arretada do Fonsão, ou Affonso Moraes – pros não íntimos –, daí, pensando nas canções que iria homenagear nesta edição do Canções que Amo, lembrei-me de sua pungente Cantando em Dó, e resolvi trazê-la pra cá, pra esta nova trinca. Affonso Moraes, o advogado do samba... ou o sambista advogado, como prefiram. Eita, cabra bom! Parceiraço meu! Tenho, aliás, a honra de tê-lo iniciado nos caminhos da arte de musicar letra. Antes de mim, o velho Affonso só costumava costurar melodias em suas próprias letras; mas eu, teimoso que só, fui lhe sugerindo uma letra aqui, outra acolá, e, quando nosso homem das leis reparou, já tínhamos um bom punhado de parcerias, pra gáudio meu.
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| Já Era Hora (2009) |
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Crônicas Desclassificadas: 100) O compositor e o sabiá
É interessante como uma coisa leva a outra. Um tanto cansado de literatura adulta, só pra relaxar, resolvi ler Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Ponto. Daí que nesse domingo mais recente, após o almoço, lá fui eu encarar a pia lotada. E, como já virou hábito, peguei meu iPod, fui até o youtube e procurei alguma entrevista interessante pra ouvir enquanto lavava os pratos. Acabei escolhendo um programa Ensaio, da TV Cultura, que eu ainda não vira, justamente um cujo entrevistado era Celso Viáfora, um de meus compositores preferidos. Em determinado momento contou ele que o mote de uma de suas canções havia sido “roubado” de um sabiá. E é aqui que volta o livro supracitado. Na hora deu um "clique" em meu cérebro e, embebido de Lobato e de Viáfora, me disse, “taí um bom material pra um conto!”. O resultado é o que vocês lerão abaixo.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Crônicas Classificadas: 17) 'Não gosto do negro só porque ele é...'
Considero Celso Viáfora um dos quatro ou cinco melhores compositores brasileiros em atividade. Eu disse "em atividade". Excluo desta seleta lista os aposentados. Celso tem uma discografia de dar inveja a muito medalhão da MPB. No entanto, embora há dois anos (se não me engano) comente acerca de Carnaval na Globo, ainda são poucos os críticos musicais que o descobriram ou que têm coragem pra escrever/falar a seu respeito o equivalente a seu merecimento.
domingo, 5 de setembro de 2010
Ninguém me Conhece: 10) A cara de Celso Viáfora, um brasileiro que nem a gente
Mano Menezes, li recentemente, ganhou de presente da Nike um curso no qual aprendia a se portar perante a imprensa. Isso me fez pensar. Fui, desde sempre, contrário à contratação de Dunga pro cargo de técnico da Seleção Brasileira, contudo, embora discordasse de 90% do que ele dizia (e fazia), admirava-lhe a capacidade de ser sempre verdadeiro, espontâneo, não um macaquinho movido a pilha. Mas os tempos hoje são outros, e todos os profissionais têm que estar preparados pro que der e vier. Obviamente, com a indústria da música não podia ocorrer algo diferente. Desde que a canção deixou de ser canção pra virar sabonete, basta ligar a tevê pra se deparar com artistas sorridentes, que parecem saídos de um comercial de pasta de dentes, com frases feitas pra responder a perguntas idem, todos encenando um roteiro previamente decorado. Perto deles um cara como João Gilberto parece ser um verdadeiro homem de neandertal.
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