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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Os manos e as minas: 39) Homenagem a Maradona... y otras cositas más


Pensei bastante antes de decidir se iria ou não escrever sobre o passamento de Maradona, visto que meu blogue anda num momento de hibernação — pois tenho me dedicado mais à literatura —, mas duas coisas me fizeram optar por vir aqui novamente compartilhar com vocês o que me bateu na cachola: 1) minha imensa admiração por este que foi um dos maiores gênios miseravelmente humanos que tivemos; e 2) uma espécie de acerto de contas com meu passado. Simbora então.


***

Começo pedindo perdão pela comparação, mas minha relação com o futebol hoje é mais ou menos como a que um ex-viciado tem com seu vício, ou seja, de distância, mas com direito a momentos de recaída. Não lembro exatamente em que momento esse divórcio se deu, mas, puxando pela memória, o começo do desamor apareceu em 1995, durante as quartas de final da Copa Libertadores da América. O Palmeiras — meu time —, que havia poucos tempo saíra de uma fila de 17 anos sem títulos graças à parceria com a Parmalat, tentava então sua primeira conquista nesse campeonato. Só que, no jogo de ida, tomou uma lavada do Grêmio — não coincidentemente o mais argentino dos times brasileiros —, 5 x 0, e precisava no jogo de volta pelo menos devolver o placar pra ir pra prorrogação e pênaltis. E, logo no começo, tomou um gol. Pra resumir, conseguiu a façanha de virar e ganhar a partida por 5 x 1, mas no final meu coração já estava tão destroçado que comecei a pensar que podia me dedicar a emoções menos radicais. E isso décadas antes de saber que o abjeto Bolsonaro é também palmeirense.

sábado, 10 de outubro de 2020

Os Manos e as Minas: 38) Meus salvadores no Japão (parte 3) — Henry Bugalho, da literatura à política

Andei sumido por uns tempos, mas não inativo. Este meu blogue completou recentemente dez anos de existência, o que significa que durante uma década inteira me dediquei a escrever e publicar aqui com uma regularidade incrível. Foram 703 textos, o que dá uma média de 5,8 por mês(!!!). E sempre com amor e... gratuitamente. Claro, não posso negar que durante esse tempo todo vim melhorando minha escrita, lapidando um estilo e, principalmente, explorando meu potencial ante um possível público. Nada de mais aconteceu em minha carreira durante esse tempo, fora o lançamento de dois romances. Que, acrescente-se, venderam muito pouco. E atingir uma década de trabalho ininterrupto é sempre algo que nos obriga a refletir acerca de algo muito importante: valeu a pena?

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Os Manos e as Minas: 37) Meus salvadores no Japão (parte 2) — Érico Baymma, meu super-homem de cristal

Há milhares de anos, praticamente em outra vida, tive um grande amigo a quem — até então — eu nunca vira, mas sempre amara. Éramos um par formado por duas figuras ímpares, fora de época e lugar, cavalheiros d'antanho que se comunicavam por e-mail, aproveitando a tecnologia, mas como se essas trocas de correspondências fossem antigas missivas, muito longas por sinal; apenas economizávamos o selo e a ida ao correio. Eu aguardava com ansiedade suas respostas, longas e deliciosas, que eu mais devorava que lia. Eram outros tempos, e eu tinha tempo e ele também — ou, pelo menos, se não tínhamos o inventávamos. Seu nome, Sérgio Veleiro (até lhe fiz uma canção; ouçam-na aqui). Ele era do Ceará — eu também, mas aquele morava em Fortaleza, e eu em Sampa.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Os Manos e as Minas: 36) Conjugando o verbo Aldir


Por Mello Menezes

Não, não e não! Algum insensível veio me dizer que morreu Aldir Blanc. O velho Aldir. O novo Aldir. O eterno Aldir. Quanta ingenuidade! Será que não percebe que há certa categoria de seres humanos que está acima disso a que chamamos morte? Aldir, morto? Hahahahaha! Pobres mortais... passarão pelo caminho em que ele passarinha, passarinhou e, obviamente, passarinhará. Aldir, ah, Aldir! O mestre há muito já deixou de ser simplesmente um ser humano, tão acima que está dessas condiçõezinhas em que nos encontramos todos. Aldir é já um verbo. Posso, se quiser, conjugá-lo no presente: eu aldo, tu aldes, ele alde, nós aldimos, vós aldis, eles aldem.; ou no pretérito perfeito: eu aldi, tu aldiste, ele aldiu, nós aldimos, vós aldistes, eles aldiram; ou ainda no futuro do presente: eu aldirei, tu aldirás, ele aldirá, nós aldiremos, vós aldireis, eles aldirão...

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Os Manos e as Minas: 35) Luiz Alberto Mendes, o homem que quebrava correntes

Crédito: Gabo Morales/Trëma/Trip Editora
Fico bastante irritado quando vejo alguns artistas — em sua maioria burgueses —, em atitude blasé, dissertarem sobre a inutilidade da arte. Entendo que deva ser alguma figura de linguagem, ou um jeito charmoso de dizerem que ganham seu pão se dedicando a algo que não é imprescindível na vida das pessoas; mas aí eu pergunto: não será mesmo? Pensem num mundo sem canções, sem livros, sem filmes, sem quadros e esculturas etc. etc. Pensaram? E sobretudo agora, quando estamos todos confinados, o que seria de nós se não fosse a arte? O tempo que gastamos em consumi-la ou ainda em fazê-la posso dizer que, ao contrário de ser tempo perdido, é um tempo que nos salva. Ou em que nos salvamos de fazer alguma bobagem.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Os Manos e as Minas: 34) Meus três salvadores no Japão (parte 1) — A bênção, Afonso Padilha!

Acho que a maioria de vocês já sabe que sou cearense. Falsificado (cresci em Sampa City), mas cearense. O importante não é onde ficava meu CEP, muito menos onde fica agora (Tokyo, Japan... quer dizer, 日本の東京 — creu n'eu, papudo?), mas sim o sangue que corre em minhas veias, esse misturado com baião de dois, rapadura, farinha, carne de sol e sol bagarai (refiro-me ao astro-rei, visto que lá nos cafundós de Senador Pompeu chuva é algo quase tão raro quanto neve). Assim sendo, sim, sou um cabra engraçado. É lugar-comum dizer que todo cearense é engraçado? É, mas que culpa tenho eu se é verdade? O cearense é engraçado até involuntariamente; até aqueles sem-graça são engraçados. Deve ser uma questão de genética, sei lá...

terça-feira, 20 de março de 2018

Os Manos e as Minas: 33) A morte e as mortes de Marielle Franco

O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco — que, pra informação a quem não mora neste planeta, era negra, lésbica, mãe, nascida e crescida no Complexo da Maré, graduada em Ciências Sociais e eleita na mais recente eleição municipal vereadora pelo Psol, tendo sido a quinta mais votada em sua cidade —, além de gerar comoção Brasil afora, tem servido também pra que desocupados mal-intencionados propaguem suas baboseiras. Entre aqueles que não compartilham dos ideais de Marielle, li alguns relativizarem sua morte e outros mesmo tentarem achar justificativas pra tragédia, ligando-a ao tráfico de drogas.

terça-feira, 6 de março de 2018

Os Manos e as Minas: 32) Poetizando o olhar de Rob Gonsalves

O que vê o olhar do artista?
Nem te conto
Aponta pr'outro conto de vista
Ponto

Como parte de meu estudo da língua nipônica, Kana me levou a uma biblioteca e me fez ler inteirinho um livro infantil de uma autora chamada Sarah L. Thomsom — em japonês, もちろん. Ler, eu li; entender já é querer demais. No entanto, fiquei maravilhado com as ilustrações do livro e, chegando em casa, fui pesquisar a respeito do sujeito, um tal de Rob Gonsales (assim mesmo, com S), e descobri que ele foi um canadense reconhecido na arte de criar ilusões visuais, sendo considerado um mestre do realismo mágico, sob a ótica da ilustração. E, mais, descobri que eu já tinha usado uma pintura dele noutro texto, um em que, sob encomenda da amiga Vanessa Curci, escrevi sobre ponte (leia aqui). Mundo pequeno, não? Ah, e acabei achando o danado do livro em espanhol. Compartilho, pois, com vocês, abaixo.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Os Manos e as Minas: 31) Na ilha de Chico, no barco de Caetano

Tom Zé, nos primórdios, quando a Tropicália ascendia, ao ser questionado num programa de TV a respeito das diferenças estéticas entre eles (os tropicalistas) e Chico Buarque, tascou sem dó e com a fina ironia que sempre lhe foi característica que respeitava muito o autor d'A Banda, "pois ele é nosso avô". Claro, Tom Zé, que é oito anos mais velho que Chico, referia-se à música deste, que, segundo ele, parecia antiga se comparada com a que os baianos & agregados andavam fazendo. Já eu costumo dizer que a genialidade de Chico foi revolucionar a música brasileira sem violar sua estrutura, seguindo todos os padrões clássicos. A modernidade de Chico sempre esteve na qualidade do que fazia/faz. Creio mesmo que depois da morte de Noel Rosa o Brasil teve que esperar quase três décadas pra ver surgir alguém com a pena tão refinada.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Os Manos e as Minas: 30) O Jekyll e o Hyde de Jerry Lewis

Dizem por aí que a arte em si é inútil, não serve pra absolutamente nada! Não mata a fome; não aquece no frio; não refresca no calor; não leva a gente pra nenhum lugar; não nos acolhe quando temos sono; não nos possibilita comprar algo de que necessitamos; enfim, não passa de lero-lero, enrolation, coisa de vagabundo cumunixta que se escora na Lei Rouanet. Possa ser, mas aí eu paro, penso e reflito: como é poderoso esse Raulzito... Brincadeira; eu penso que, se isso é verdade, eu sou um inútil profissional, porque algumas das coisas que me são mais importantes na vida vêm da arte. Acho que se me tirassem, entre outras coisas, a literatura, a música e o cinema, eu enlouqueceria (se é que já não estou louco e não percebi).

domingo, 16 de julho de 2017

Os Manos e as Minas: 29) Eu e Teju Franco — Dois olhares (e uma canção) sobre a juventude


1) Síndrome de Benjamin Button

Pra mim, existem dois tipos de seres humanos: os que têm filhos e os que não têm. Eu, pertencente à segunda categoria, muitas vezes me flagro, com certa inveja e meio como se eu fosse um ET, observando (admirando) as relações entre pais e filhos. E dessas observações constatei uma coisa: a paternidade envelhece — ou amadurece; como queiram. É que, quando vejo um pai com um filho, noto que o senso de responsabilidade daquele faz que ele pareça mais velho do que realmente é, e o vejo como se ele fosse muito mais velho que eu, mesmo que se trate de um moleque. Mas, pensando bem, talvez o inverso é que seja a grande verdade: eu que, por não ter filho, às vezes ajo inconsequentemente, como se o moleque fosse eu. Não à toa, vira e mexe esqueço minha idade e gosto de imaginar que tenho ainda... mas, afinal, qual é minha idade mesmo?

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Os Manos e as Minas: 28) Homenagem póstuma a Donizeti Costa

A Pálida Dama mais uma vez aprontou das suas: como se já não bastasse o cenário catastrófico que é hoje o de nossa Cultura (a com letra maiúscula, não a outra), acaba de levar mais um dos grandes soldados de nossa causa: o jornalista Donizeti Costa, grande figura, comprometido com as causas sociais, mas sobretudo um cara de antenas ligadas e pronto a escrever sobre tudo o que de melhor aparecesse por nossas terras tupiniquins. Tive poucos contatos pessoais com ele, mas via facebook estivemos um tempo bastante conectados. Conhecemo-lo (eu e Kana), se não me falha a memória, por meio do amigo Zé de Riba, e Donizeti, com seu faro jornalístico, sacou imediatamente que minha japinha daria o que falar – e o que escrever. Portanto, como forma de homenagem póstuma, publico abaixo matéria que ele escreveu sobre ela há lá se vão nove anos. Vá em paz, meu bom! E que encontre em sua nova morada panorama melhor que o que por aqui vemos da janela deste campo de concentração travestido de país.

sábado, 25 de março de 2017

Os Manos e as Minas: 27) I love Rita

O facebook é, em sua quase totalidade, uma droga que nos vicia e nos transforma em seres meio tontos, pentelhos e verborrágicos; seu uso em excesso nos deixa como que perdidos no deserto que não sabem pra onde querem ir. Entretanto, quando bem usado – e dosado – tem lá seu grau de relevância e de informação. Como procuro ser aquele tipo de usuário que dá um tapa vez em quando, mas não se deixa engolir pela substância, tenho certo olho clínico pra pescar pérolas, sejam as que uso pra compor, sejam as que absorvo pra meu conhecimento. Foi assim que cheguei a Rita Lee: uma autobiografia. Confesso que sua leitura não fazia parte de minhas prioridades, ainda mais porque não faz muito li uma biografia sua meio romanceada que, apesar de interessante, não era lá esse balaio todo. Contudo, via fb entraram em cena dois sujeitos cuja opinião prezo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Os Manos e as Minas: 26) Sander Mecca, desestruturando

por Vanessa Curci
Havia algumas profissões que me deixavam encafifado. Um mecânico, por exemplo. O que levaria um cara a escolher tal profissão? Daí, depois de muito pensar, cheguei a uma resposta. O amor. Sim, o amor. Há aquelas profissões que um camarada só aceita por falta de opção. Lixeiro, por exemplo, servente de pedreiro, porteiro etc. Mas mecânico, não. Um mecânico é aquele cara que adora carros, que desde moleque sempre teve curiosidade em saber mais a respeito do funcionamento desses bichinhos que caminham sobre quatro rodas. O mecânico é o médico dos automóveis. E porque os ama. Só isso explica o sujeito ficar o dia inteiro cheirando a graxa, óleo, gasolina. Eu respeito muito um profissional que escolhe sua profissão com base no amor. E é exatamente por isso que eu respeito Sander Mecca.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Os Manos e as Minas: 25) Dylan – the answer is blowin' in the wind!

Meu caríssimo editor Marcelo Nocelli (cuja editora Reformatório acaba de ter o romance A imensidão íntima dos carneiros – de Marcelo Maluf – laureado no Prêmio São Paulo de Literatura) iniciou no facebook interessante discussão sobre a escolha de Bob Dylan como ganhador do Nobel de Literatura deste ano. Segundo ele, apesar de reconhecer a genialidade de Dylan e achar que o artista merece todos os prêmios possíveis – em se tratando de música, of course –, preferia ver um escritor – na verdadeira acepção da palavra – receber o prêmio, principalmente nestes tempos modernos em que, "cada vez mais, ser apenas escritor é cada vez menos" – frase lapidar, diga-se. Finaliza parabenizando Dylan, que "merece tudo o que conquistou" e afirmando que "prêmios são sempre discutíveis; esse também é um intento das premiações".

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Os Manos e as Minas: 24) Vander Lee – escrito no infinito

Quando morre uma pessoa legal, ainda que eu não a conheça fico bastante mal, tanto quanto triste. Me lateja a cabeça e a brotoeja de uma vergonha medonha persiste, como se o fato de eu continuar por aqui vendo o outro partir demonstrasse minha falta de classe, ou de passe, fosse eu um mentecapto que não estivesse apto a penetrar nos salões celestiais do lado de lá. Ou mais. Ao mesmo tempo, me ataca um sentimento mesquinho – visto que a carne é fraca –, e me regozijo por não estar sozinho; vem aquele alívio por estar eu ainda em vosso convívio, e sem querer me ouço dizer "Ufa! Ainda bem que não foi comigo!". Só por essa eu já mereceria castigo, mas imagino que não esteja só nesse quesito. Atire a primeira pedra fatal o infeliz sem eira nem beira que nunca quis adiar a viagem final pro infinito!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Os Manos e as Minas: 23) Dodô e eu, eu e Dodô

Por Fernando Freitas
Gratidão. Essa palavra anda tão na moda hoje em dia, que muitas pessoas trocaram o bom e velho "obrigado" por ela. Antigamente, a gente dizia "obrigado/a", com esse o/a variando de acordo com o sexo, obviamente. Hoje, resolvemos o problema de gênero: tascamos um "gratidão", e tá tudo certo, seja homem, mulher ou como se autodefina. Mas, falando sério, gratidão é o que sinto por meu mano velho Adolar Marin. E por uma série de fatores, tantos que nem sei se o espaço aqui vai dar conta de abarcá-los se eu os começar a enumerar. Porém, independente do cabimento, resolvi que era hora de tratar dele. Aliás, dele não, de nossa relação. Já faz algum tempo que vinha querendo escrever a respeito dela, e acontecimentos recentes me fizeram bater o martelo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Os Manos e as Minas: 22) Dias de Mauro

Outra vez, minha lerdeza me impede de dar flores em vida a um camarada que, mais que ninguém, as merecia. Acabo de saber, pelas redes sociais, que o crítico musical Mauro Dias se cansou de tanto lixo travestido de música e decidiu se mudar de vez prum condomínio onde moram Tom, Vinicius, Elis, Cartola, Noel e mais um punhado de gente que, se viva estivesse, também se sentiria um tanto deslocada nesse cenário musical pós-apocalíptico que é o que se tornou a música brasileira que se ouve por aí. Aliás, Mauro foi dos primeiros que foram vitimados por ela. Crítico do Estadão de longa data, acabou sendo "saído" de lá porque as pessoas sobre as quais escrevia já não interessavam mais a uma imprensa que se preparava então pra dar no que deu hoje.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Os Manos e as Minas: 21) A Estação Felicidade de Augusto Teixeira

Quando queremos ajudar a divulgar o trabalho de alguém, começamos destacando suas qualidades, certo? Então, pra tratar do "alguém" da vez, aproprio-me de uma frase do saudoso Zé Rodrix, que costumava dizer que "os amigos são a família que a gente escolhe". Seguindo esse raciocínio, venho por esta levantar a bola de um amigo que acaba de entrar numa empreitada que, seguramente, é uma das mais importantes de sua vida. Esse amigo é, pois, um grande irmão que, se não é de sangue, é de música, o que é tão importante quanto (se não for mais...). Trata-se de Augusto Teixeira, um parceiro que a música me deu e que é um dos caras mais gente-fina que conheço. Aliás, aproveitando-me de um neologismo da lavra de Tavito, ele é a "genteboíce" em pessoa.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Os Manos e as Minas: 20) Curiosidades sobre Louise Cerpa

Lembram aquele papo do "Menos a Luíza, que está no Canadá"? Esqueçam. A partir de sábado, quando formos a shows, baladas, festas etc. nos quais encontrarmos a galera, mais tarde vamos comentar que "estava todo mundo, menos a Louise, que está na Irlanda". É, tem muita gente bacana dando linha no pipa... Uns foram pra França, outros pros Isteites, outros pro Japão... Eu mesmo tô seriamente pensando em comprar uma chacarazinha no interior do Uruguai e viver de vinho e milongas – não, a maconha não tem nada a ver com esse desejo (risos ao fundo). Mas voltemos a Louise, que resolveu ir ver com os próprios olhos a terra do cara que escreveu aquele romance que ninguém leu e todos elogiaram – o romance, Ulisses, claro; o autor, James Joyce.