A opressão vem chegando de mansinho, devagar, sem pressa e sem pressão, sorrateira, rasteira como uma cobra e discreta como um cágado, e, quando de repente dá o bote e envolve o oprimido com seu abraço quebra-ossos, primeiro causa uma sensação de mal-estar, enjoo, comprime o peito do sujeito, asfixia-o e lhe propicia uma forte pressão no cérebro que corta imediatamente o fluxo sanguíneo do pobre, não permitindo que seu pensamento respire. Assim, sequestrado o o oxigênio, começa a vir em seguida uma leseira, quase um "barato", como uma droga que vai corroendo por dentro, uma solitária que vai crescendo dentro do bucho do desgraçado e que pede cada vez mais alimento, fazendo que tudo o que seu hospedeiro ingira vá parar na bocarra da imunda.Colunas
- Crônicas Desclassificadas (193)
- Ninguém me Conhece (86)
- A Palavra É (51)
- Grafite na Agulha (50)
- Crônicas Classificadas (49)
- Os Manos e as Minas (40)
- Trinca de Copas (40)
- Esquerda Volver (32)
- Textos Avulsos (28)
- Notícias de Sampa (23)
- Joaquín Sabina en Portugués (19)
- Entrevistando (15)
- Eu Não Vi Mas Me Contaram... (15)
- Um Cearense em Cuba (15)
- De Sampa a Tóquio (14)
- Trinca de Ouro (12)
- 10 textos recomendados (10)
- Cançonetas (9)
- Canções que Amo (6)
- Minhas Top5 (5)
- Versão Brasileira (5)
- Cinema & Cia. (3)
- No Embalo da Toada (3)
- A Caverna de GH (2)
- Canções em Colisão (2)
- PodCrê (2)
Mostrando postagens com marcador Rosimar Aparecida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rosimar Aparecida. Mostrar todas as postagens
sábado, 27 de janeiro de 2018
A Palavra É: 37) Opressão
A opressão vem chegando de mansinho, devagar, sem pressa e sem pressão, sorrateira, rasteira como uma cobra e discreta como um cágado, e, quando de repente dá o bote e envolve o oprimido com seu abraço quebra-ossos, primeiro causa uma sensação de mal-estar, enjoo, comprime o peito do sujeito, asfixia-o e lhe propicia uma forte pressão no cérebro que corta imediatamente o fluxo sanguíneo do pobre, não permitindo que seu pensamento respire. Assim, sequestrado o o oxigênio, começa a vir em seguida uma leseira, quase um "barato", como uma droga que vai corroendo por dentro, uma solitária que vai crescendo dentro do bucho do desgraçado e que pede cada vez mais alimento, fazendo que tudo o que seu hospedeiro ingira vá parar na bocarra da imunda.
Assinar:
Postagens (Atom)