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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Esquerda, Volver: 27) O stalinismo do "Messias"

Uma das coisas mais perigosas do mundo é delegar poder a um medíocre. Mais até que a um imbecil. Sim, porque em geral os imbecis são inofensivos; quando, porventura, conseguem algum destaque, acabam caindo sozinhos, vítimas de sua própria imbecilidade. Já no caso dos medíocres a coisa muda de figura, pois entre eles há aqueles que podem vir a ser bastante nocivos. Um medíocre com poder começa a acreditar que é especial, e, quando tem um pouco de lábia ou carisma, o que gera relativo poder de convencimento, aí fodeu. O cara se torna um arrogante, inclusive esquece que todo poder é limitado — e temporário —, e passa a agir como se fosse — pasmem! — um monarca. E daqueles bem mimados.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Esquerda, Volver: 9) O legado de Stalin

Foto: Paulo Pires/GES
Ao longo das não poucas décadas que carrego no lombo (e na alma) – mais de resistência que de existência –, a literatura tem sido uma de minhas fontes preferidas de aprendizado de (não só) história, pois é um modo de eu estudar, se não brincando, ao menos me divertindo. E considero este o mais eficaz (e ainda pouco utilizado) método de aprendizado. Por isso, celebro o fim da leitura do talvez mais importante (e interessante) romance deste século que ainda não atingiu sua maioridade: O homem que amava os cachorros, do escritor e jornalista cubano Leonardo (tinha que ser!) Padura, que conta, de modo romanceado (obviamente, visto que é um romance), as histórias de Leon Trotski, seu assassino e, de quebra, grande parte do século XX.