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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Os manos e as minas: 39) Homenagem a Maradona... y otras cositas más


Pensei bastante antes de decidir se iria ou não escrever sobre o passamento de Maradona, visto que meu blogue anda num momento de hibernação — pois tenho me dedicado mais à literatura —, mas duas coisas me fizeram optar por vir aqui novamente compartilhar com vocês o que me bateu na cachola: 1) minha imensa admiração por este que foi um dos maiores gênios miseravelmente humanos que tivemos; e 2) uma espécie de acerto de contas com meu passado. Simbora então.


***

Começo pedindo perdão pela comparação, mas minha relação com o futebol hoje é mais ou menos como a que um ex-viciado tem com seu vício, ou seja, de distância, mas com direito a momentos de recaída. Não lembro exatamente em que momento esse divórcio se deu, mas, puxando pela memória, o começo do desamor apareceu em 1995, durante as quartas de final da Copa Libertadores da América. O Palmeiras — meu time —, que havia poucos tempo saíra de uma fila de 17 anos sem títulos graças à parceria com a Parmalat, tentava então sua primeira conquista nesse campeonato. Só que, no jogo de ida, tomou uma lavada do Grêmio — não coincidentemente o mais argentino dos times brasileiros —, 5 x 0, e precisava no jogo de volta pelo menos devolver o placar pra ir pra prorrogação e pênaltis. E, logo no começo, tomou um gol. Pra resumir, conseguiu a façanha de virar e ganhar a partida por 5 x 1, mas no final meu coração já estava tão destroçado que comecei a pensar que podia me dedicar a emoções menos radicais. E isso décadas antes de saber que o abjeto Bolsonaro é também palmeirense.

sábado, 30 de junho de 2018

Crônicas Desclassificadas: 193) Carta a Lionel Messi

¡Che, pibe! que mala suerte que hayas nacido en Argentina, ¿verdad? Dejame que te escriba esta cartita que me sale del corazón. Va escrita en mal español o, mejor dicho, en buen portuñol, pero, como dice un amigo brasilero, "es lo que tenemos para hoy" (né, Mecca?). Te quiero, Messito, me gustás, aunque no te sigo mucho por razones privadas. Pero te vengo a tranquilizar y decir que no, ¡no sos el culpable! ¡Para nada! Todo lo contrario. No encuentro en vos culpa ninguna. Sos todo un inocente. Y, a la vez, capaz que sea esta tu más grande culpa. Hoy día, no está permitido a ninguno eso de ser inocente. Somos todos culpables... Y yo me incluyo a mí, ¡un reculpable! Es decir, si bien que en el tribunal, como diría el gran español Joaquín Sabina, vecino tuyo, "lo niego todo".

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Esquerda, Volver: 20) Eu, política e Copa do Mundo

O futebol é o ópio do povo... Será? Essa afirmação vive em nossos corações e mentes há muito tempo. Já disseram que a religião era o ópio do povo etc. Sem entrar no mérito de se é ou não é, vou mais além: e se for? Igualmente não seriam as drogas, o álcool e as artes em geral? Alguém (mais de um) já disse que a poesia não serve pra nada. No entanto, tantos se dedica(ra)m a ela — não é, Lúcia Santos? Não é, Vlado Lima? E, afinal, num mundo tão cruel e injusto como o nosso, um pouco de ópio (no melhor dos sentidos) não seria de certa forma bem-vindo, seja em forma de religião, seja em forma de futebol, seja em forma das tantas artes que pipocam mundo afora...?

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A Palavra É: 30) Rede

Quando levei minha esposa (que é japonesa, pra quem não sabe) pra conhecer a cidade em que nasci (Senador Pompeu, sertão do Ceará), tive algumas surpresas em relação a seu comportamento: a primeira foi o fato de ela ter adorado o caldinho, que meus parentes ofereciam religiosamente após o farto almoço, quase como se fosse uma sobremesa, mas na verdade sendo um prato sobressalente, só pros fortes. Eu, fraco, geralmente passava. A segunda coisa foi que ela, acostumada a dormir em tatames em seu país, adorou dormir em redes. Já eu, cearense corrompido por décadas de garoa, optava pela velha e boa cama (detalhe extrarredial: lá pras bandas de meu rincão o que não rola é tempo ruim; as mesas são fartas e a recepção é sempre acolhedora. Alguns parentes ficaram, inclusive, chateados porque não deu tempo de visitarmos todos).

quinta-feira, 16 de março de 2017

Esquerda, Volver: 14) Por que dizemos "não" à reforma previdenciária

Sim, eu sei, sou um utopista; não o fosse, não me dedicaria a versejar melodias mundo afora. Portanto, sonho ainda em ver chegar o dia em que, por exemplo, torcedores de Palmeiras e Corinthians, Flamengo e Fluminense, Atlético e Cruzeiro, Grêmio e Internacional etc. sentem-se um ao lado do outro na arquibancada sem que seja necessário separá-los como separamos suínos de bovinos. Quer dizer, em raras exceções isso já acontece, mas apenas em jogos da Seleção Brasileira. E por quê? Porque nesse caso há um interesse comum. Por essas e outras, estranhei a ausência dos coxinhas na manifestação contra a reforma da Previdência que houve no dia 15 último. Sim, petralhas e coxinhas não se sentam lado a lado na arquibancada quando a disputa é entre Esquerda e Direita, mas o caso era outro, tratava-se então de um "jogo da Seleção".

sábado, 10 de dezembro de 2016

Crônicas Desclassificadas: 181) Cohen, Castro, Chapecoense...

Estava eu escrevendo algumas palavras sobre o passamento do bardo Leonard Cohen, mas resolvi dar um tempo, pois esse assunto de morte recentemente tem mexido muito comigo. E eis que, na sequência, fico sabendo do desaparecimento de Fidel Castro e das verdadeiras batalhas nas redes sociais entre amigos que o acham santo e outros que o creem demônio. Quase ia dar um pitaco, mas acelerei em minha mente o filminho desse entrevero, cansei minha beleza e abortei o projeto antes de o pôr em prática. Corta pra tarde do domingo do histórico 27 de novembro: lá estou eu feliz da vida com um dos poucos acontecimentos bacanas deste ano, a saber: a conquista do Brasileirão pelo Palmeiras, depois de 22 anos de espera – num jogo contra o Chapecoense! Dias depois, fico sabendo do acidente aéreo que dizimou esse time. Resolvi juntar todos esses assuntos num só texto então, como uma forma de homenagem:

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Entrevistando: 12) Zeca Baleiro no Na Minha Casa

Craque é craque. E quando dois craques se encontram já dá pra adivinhar o que vem pela frente. O toque de bola sofisticado nem carece de treino. Vavá e Garrincha, Pelé e Tostão, Sócrates e Zico, Bebeto e Romário, Rivaldo e Ronaldo, mais recentemente Messi e Neymar... Dá gosto ver, né? Do mesmo modo, botar frente às câmeras dois craques da canção como os manos Adolar Marin e Zeca Baleiro e dar a cada um deles um microfone e um violão é algo que ao mesmo tempo é previsível e surpreendente (né, Fernando Freitas?). Previsível porque sabemos que a vitória está garantida. Surpreendente porque nunca somos capazes de adivinhar as jogadas que os caras vão inventar, as tabelinhas que farão, os dribles que darão. Nesse caso, o gol, mais que ser um detalhe, é uma inevitabilidade. Nossa única certeza é a de que o placar jamais terminará em branco. Ou em brancas nuvens, como prefiram.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Palavra É: 19) Gol

Parecia que seriam favas contadas. Começo do primeiro tempo, gol de falta (e de placa!) de Neymar, o time jogando bem, confiante, por um momento deu até a impressão de que o placar podia ser elástico. Não um 7 a 1, obviamente, mas um 3 a 0 não era de todo impossível naquele momento. Sonhar é permitido (pelo menos até agora, enquanto não privatizam). Corta! Começo do segundo tempo, gol da Alemanha – putz!!! Tensão, autoestima descendo dentro de um elevador desgovernado ao mesmo tempo que esquecidos traumas vinham à tona: complexo de vira-lata, crise, golpe, desemprego, falta de expectativa, nervos à flor murcha da epiderme, nós baratas tontas embaixo da pata de um paquiderme...

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Crônicas Desclassificadas: 144) Os filhos da preta, os filhos da puta e os demais filhos de Deus

Acompanhei superficialmente a polêmica que envolveu Aranha, o goleiro do Santos, e a torcida do Grêmio, e, particularmente, a torcedora gremista, eleita entre tantos pra ser bode expiatório do impensado ato. E, quando digo superficialmente, não é porque não me sinta tocado. É justamente pelo contrário, porque tal tema me embrulha o estômago e me faz me deparar com a triste realidade que escancara que, em pleno século XXI, e ainda mais no Brasil, ainda há pessoas tão atrasadas a ponto de se sentirem superiores pelo simples (e aleatório) detalhe da cor da pele. Sobretudo, pela gratuidade. E olha que eu, na condição de nordestino que mora em Sampa, já senti – não poucas vezes – na carne e, mais, na alma o que é ser vítima de preconceito.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Crônicas Desclassificadas: 137) Ainda a Copa, antes de virar o copo

Agora que a Copa acabou, antes de virar o copo (ou a página, como prefiram), queria fazer uma pequena análise sobre ela e seu entorno. Em primeiro lugar, a constatação mais acachapante (pra usar essa palavrinha tão em voga na imprensa brasuca) é que urge tomar certas medidas, em caráter internacional, em relação à Fifa e, em caráter nacional, em relação à CBF. Com tanto dinheiro gasto e investido na Copa (e, em se tratando de Brasil, nos campeonatos nacional e regionais), é inadmissível que pessoas com manchas em sua biografia (pra dizer o mínimo) continuem à frente de eventos que despertam tantas paixões mundo afora e mobilizam (ou imobilizam) um sem-número de pessoas, sejam torcedores, profissionais, empresas e marcas por esse globinho de meu Deus. Sem falar na Globo, a rede.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Crônicas Desclassificadas: 136) De luto pelos mortos vivos

Eu hoje amanheci de luto. Acordei muito puto! Me sentindo um rodrigueano vira-lata, com meu coração dizendo "bata"... e batendo fraco, sem botar fé no taco, errando o buraco e resmungando "currupaco"! Em meu cérebro mil alto-falantes gritam que sou mais imbecil que antes, um náufrago navegante num inferno sem Dante, demente, delirante, aliás, querendo mandar tudo pro inferno, como já quis Roberto, achando tudo tão certo como dois e dois são... sete! Aliás, acordei às sete! Hoje comigo ninguém se mete, se não quiser levar com meu rosto em seu murro (ah, bicho réi burro!). Empapando de lágrima meu desgosto, meu desgaste, um traste, um triste, com o dedo em riste desafiando o mundo, um moribundo doutorando, chorando lá fora, que é lugar frio... sem dar um pio.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Crônicas Desclassificadas: 135) "Chorei, não procurei esconder, todos viram..."

Até bem pouco tempo atrás – eu já tinha vindo ao mundo e na época não passava de um moleque remelento – ainda era comum ouvir por aí a malfadada frase "homem que é homem não chora". Havia até uma canção bastante popular que dizia que "homem que é homem não chora quando a mulher vai embora". Já eu, alheio às ameaças, pivete recém-saído dos cueiros, abria o berreiro ante qualquer situação adversa. Às vezes usava até desse artifício em benefício próprio: quando passava em frente de alguma vitrine cujo brinquedo me chamasse a atenção, em primeiro lugar, tentava sensibilizar minha mãe fazendo cara de pidão. Caso não a convencesse, rolava no chão, aos berros, até que ela, mais cansada que convencida, comprava-me o tal brinquedo. Detalhe: nesse chororô todo, eu não vertia uma lágrima.

sábado, 28 de junho de 2014

Crônicas Desclassificadas: 133) Considerações sobre o Brasil nesta Copa

Sempre ouvi dizer que quem não se dá o respeito não merece ser respeitado. Este, infelizmente, tem sido o caso do Brasil. Ou, melhor dizendo, de certa parcela da população brasileira. As manifestações Brasil afora são sintomas de uma descrença geral. E eu até entendo os porquês de tal sentimento, contudo, acredito ainda em nosso país. Não a ponto de ser cego a seus problemas, mas o suficiente pra enxergar também os aspectos positivos. Muito da descrença vem da desinformação, que gera baixa autoestima e críticas exageradas, como se só aqui acontecesse isso ou aquilo. Se analisarmos, podemos facilmente chegar à conclusão de que, tirante uma ou outra peculiaridade, não somos muito diferentes do resto do planeta. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Crônicas Desclassificadas: 132) O que penso sobre os que mandaram Dilma tomar naquele lugar

A situação no Brasil anda tensa. Manifestações pelos quatro cantos, uma galerinha mais afoita promovendo quebra-quebras, ônibus sendo incendiados, nego sendo acorrentado a poste etc. Muitas dessas situações têm sido inflamadas via redes sociais, onde o neobrasileiro vem pondo as garras de fora. Já faz parte do folclore um tempo em que o brasileiro era considerado um povo pacífico e alegre. Corrijo-me: alegre, a maioria ainda é. O Carnaval continua colorido e festivo, as torcidas nas arquibancadas seguem oferecendo um espetáculo à parte... Pensando bem, o povo continua povo. Aqueles sujeitos que madrugam, trabalham o dia inteiro, tomam uma (ou duas, ou mais...) após a jornada, torcem por seu clube, fazem amor com a patroa, garantindo a continuidade da mão de obra barata futura, e deitam cedo, merecedores do sono dos justos... esses continuam os mesmos. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Crônicas Desclassificadas: 131) 1958 – o ano do descobrimento

A Copa que começa nesta quinta já tem seu grande vilão: a Fifa. Tirante esta, o outro grande vilão, pelo que ando lendo, é o Governo. Manifestantes Brasil afora gritam que não vai ter Copa, que precisam de melhores escolas, hospitais etc. Daí eu fico pensando naquele famoso ditado que diz que "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". Em primeiro lugar, não me lembro de ninguém se manifestando contrariamente à Copa no Brasil quando nosso país foi escolhido pra ser a sede desta edição copeira. Efeito retardado? Demorou pra cair a ficha? Em segundo lugar, noto que há certo tom político em tais manifestações, mas esses desavisados manifestantes esquecem que, fosse qual fosse o presidente eleito, nenhum deles iria se declarar contrário à realização desta no Brasil.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Eu Não Vi, Mas Me Contaram...: 2) A 8 da sorte

... era corintiano roxo. Todos os domingos, jogasse seu clube na capital, lá estava ele no estádio, com a mesma camiseta velha de guerra (dizia que dava sorte), já desbotada e com três ou quatro furos, a eterna 8 do "doutor" Sócrates, da época do bicampeonato paulista e da famosa Democracia Corintiana. Este nem jogava mais pelo Timão, mas o rapaz era enfático: pra ele não tinha Pelé nem Garrincha nem Cruyff nem Beckenbauer nem Rivelino nem Zico nem Deus do céu! O maior craque de todos os tempos era Sócrates, e ponto final. Tanto, que os amigos o apelidaram de "Dotô". Com o tempo, a maioria das pessoas que o conheciam nem sabia mais seu nome de verdade. Pra todos era apenas o Dotô.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Eu Não Vi, Mas Me Contaram...: 1) Zidane x Ronaldo

... foi num sábado, véspera da final da Copa do Mundo na França. Ronaldo estava comandando sua equipe em Jaguariúna fazia já duas semanas. Ele acreditava que dentro de mais quatro ou cinco dias terminariam o serviço que haviam ido fazer, mas se viu vítima de uma espécie de rebelião: se não levasse seus comandados de volta pra São Paulo pra verem o jogo da final com suas respectivas famílias, todos entrariam em greve. Voto vencido, foi obrigado a ceder. Ronaldo era um cara responsável, trabalhador e daqueles que pensam sobretudo na empresa; sabia que aquela desnecessária viagem acarretaria gastos evitáveis, mas... o que podia fazer?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Crônicas Desclassificadas: 96) Em defesa de Neymar

Caramba, o Brasil tá ficando um país muito chato! Ou, pelo menos, de chatos! Eu sei, eu sei, escrevi há alguns dias apregoando a morte do futebol (aqui), mas, como sempre (e graças a Deus!), mordi a língua. O futebol brasileiro vai bem, obrigado (fora o Palmeiras). E em menos de um mês enfileirou vitórias contra nada menos que três campeões mundiais! Não tem jeito, o lugar-comum é verdadeiro: aqui é o país do futebol, e, quando onze fulanos resolvem jogar bola, não tem pra ninguém! Notem que eu acrescentei "quando resolvem", quando não querem o papo é outro. Temos muitos exemplos por aí: Adriano, Kaká, Ronaldinho Gaúcho... A lista é grande. Por isso a figura do técnico é importante. No caso da Seleção, a figura paternal e enérgica de Felipão faz, sim, a diferença.

sábado, 15 de junho de 2013

Crônicas Desclassificadas: 91) Ser palmeirense em terra de campeões

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". É assim que começa o Poema em Linha Reta, de Fernando Pessoa (sob o heterônimo de Álvaro de Campos), um de meus poemas prediletos, e não apenas entre a obra de Pessoa. E é um de meus prediletos justamente porque trata da hipocrisia do convívio em sociedade, na qual todos necessitam ser os melhores, os imaculados, os campeões! O poema é antigo, mas sua atualidade é espantosa. Principalmente porque hoje em dia, vivendo sob as regras do capitalismo, vemo-nos obrigados a ser "campeões", incitados à competitividade. Dessa forma, não temos colegas de trabalho, temos adversários. E só há dois tipos de pessoas: os vencedores e os perdedores. Aqueles andam de cabeça erguida, escondendo no mais recôndito de si seus temores e deslizes. Já estes...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Crônicas Desclassificadas: 62) Guardiola e o ufanismo no país do futebol

Resolvi deixar de ser besta e tratar aqui de um assunto que REALMENTE interessa ao país! Nada de música ou de poesia... Cinema? Necas! Política, então, nem se fala; agora que passou a eleição, o mensalão perdeu a graça e deixamos em paz o BatBarbosa e sua Liga da Justiça. Além disso, acabou também a Avenida Brasil, e aconteceu o que ninguém imaginava: o Tufão ficou com a Nina! Assim que sou obrigado a tratar do assunto que, passados os modismos, continua movendo a nação: o futebol, obviamente.