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domingo, 29 de outubro de 2017

Trinca de Copas: 39) Homenagem a Marito Correa

Soube da morte de Marito num sábado, véspera de uma viagem que tinha agendado fazia tempos. As lágrimas me pegaram de jeito; dias depois, transformei-as na homenagem abaixo, num tempinho que encontrei durante essa viagem. Contudo, o tempo passou e perdi a oportunidade de publicá-la. Assim, optei por esperar que chegasse a data de seu aniversário pra fazê-lo. E eis que a data chegou e, cumprindo a promessa que fiz a mim mesmo, venho oferecer flores em morte ao mano Marito, com a consciência tranquila de quem tantas vezes lhe ofereceu também em vida. Feliz aniversário, don Maritón! A festa aí no céu dos compositores deve estar sendo de arromba!

*** 

A primeira vez que perdi um amigo pra pálida dama foi traumático. Eu era jovem, e morte era algo que não fazia parte de minha realidade. Eu não morria; meus amigos e parentes não morriam; morte era um acontecimento que passava a outros, e a maioria das vezes apenas no cinema. Creio que não fui o único. Jovens em geral têm essa ilusão de eternidade. Todos nos sentimos meio que vampiros de filmes pra adolescentes. Aí o tempo passa, a fase adulta chega como uma bigorna que caísse em nossas cabeças, e com ela chegam também os fracassos, as desilusões... e a morte.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Trinca de Copas: 29) Álvaro Cueva (+ Marcio Policastro), Augusto Teixeira e Marito Corrêa

1) CONSPIRAÇÃO

Pra ser bem sincero, tenho certo medo de redes sociais. Além do fato de passivamente nos deixarmos ser observados de modo invasivo (manjam o Grande Irmão?), noto também que ali muitas pessoas, protegidas pela distância (e muitas vezes pelo anonimato – perfis falsos, vírus etc.), acabam deixando transparecer o pior de si. Contudo, admito que, nesse quesito, as redes sociais não estão sozinhas, nem são as únicas culpadas. O ser humano, quando quer pôr pra fora seu Mr. Hyde, sempre acha motivo, local e ocasião. Aberrações à parte, acredito que é bacana nos aproveitarmos do lado bom que esses mecanismos (e a tecnologia em geral) nos oferecem.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ninguém me Conhece: 24) A infinita fantasia de Marito Correa

O fato de ser letrista (e não cantor) possibilitou-me conhecer muitos bons compositores e com eles "parceirar". Pra isso, valeu-me também o exercício diário de vencer os preconceitos musicais e abrir olhos e ouvidos pro novo... e pro que é considerado velho. Por conta disso pude trazer a meu convívio compositores de gerações distintas da minha e com estes construir um vínculo (não só musical). E, dentre esses parceiros da, digamos, velha guarda, tenho um carinho todo especial por Marito Correa, um compositor com C maiúsculo! E também um cara muito bom de papo, de tiradas geniais, engraçado até a medula, e partícipe de encontros etílicos, sobretudo os regados a boa música.