O trem segue a quase 300 km por hora (menos, né?), como diria Roberto Carlos, e eu aqui, dentro dele, como Jonas dentro da baleia, pus-me a filosofar vendo a paisagem espanhola. Quão fugaz é a vida! E corre tão rápido quanto este trem. Só que, diferentemente deste, cuja parada final é Madri, a última parada da vida é uma estação desconhecida onde, embora saibamos ser inevitável, nenhum de nós quer chegar. E, se Madri é uma cidade charmosa, o mesmo não me atrevo a dizer da estação derradeira (não estou me referindo à Mangueira), onde, em vez de pegarmos a bagagem, deixamos a carcaça.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
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