Ah, que saudades do mato! Do matagal, do mato verde, do mato sem cachorro (ou com cachorro), de me esconder no mato, de correr no mato, de deitar no mato, de brincar no mato... Sim, jovem leitor, o mato, além de servir de parque, era também o próprio brinquedo! E a gente nem precisava pôr pra carregar depois; ele é que nos carregava pra lá e pra cá pela vastidão de sua verdura. O mato era foda! Nele, podíamos inventar mil diabruras, travessuras, aventuras... e outras safadezas e sacanagens que não rimam com "ura". Também não era necessário ligá-lo antes do uso, tampouco desligá-lo depois deste. O mato fica ficava ali, on, o tempo todo, e, quando íamos embora, permanecia, majestoso, numa espécie de modo de espera... ops, traduzo: stand-by. Era uma matavilha! E sem a limitação geográfica das atuais quatro paredes. Nem nos cansava a vista, apesar de ser vasto!Colunas
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
A Palavra É: 21) Mato
Ah, que saudades do mato! Do matagal, do mato verde, do mato sem cachorro (ou com cachorro), de me esconder no mato, de correr no mato, de deitar no mato, de brincar no mato... Sim, jovem leitor, o mato, além de servir de parque, era também o próprio brinquedo! E a gente nem precisava pôr pra carregar depois; ele é que nos carregava pra lá e pra cá pela vastidão de sua verdura. O mato era foda! Nele, podíamos inventar mil diabruras, travessuras, aventuras... e outras safadezas e sacanagens que não rimam com "ura". Também não era necessário ligá-lo antes do uso, tampouco desligá-lo depois deste. O mato fica ficava ali, on, o tempo todo, e, quando íamos embora, permanecia, majestoso, numa espécie de modo de espera... ops, traduzo: stand-by. Era uma matavilha! E sem a limitação geográfica das atuais quatro paredes. Nem nos cansava a vista, apesar de ser vasto!
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