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terça-feira, 9 de junho de 2020

Eu Não Vi, Mas me Contaram...: 11) Marx e o vírus

Antes de sair de casa, além de me lembrar de pegar a necessária máscara que jazia sobre a escrivaninha, meio escondida entre vários livros, também optei por resgatar de uma gaveta minha velha camiseta vermelha que tem um desenho central de Karl Marx chutando uma bola, do lado esquerdo superior um emblema da CPF (Comuna Proletária de Futebol) e do lado oposto o tão intimidador símbolo comunista da foice fazendo um xis com o martelo. Em tempos de pandemia, todo cuidado é pouco e manter afastados os indesejáveis é salutar. A cada vampiro, seu merecido alho.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Esquerda, Volver: 18) Lula, uma ideia

Por Francisco Proner Ramos
"Nunca antes se roubou tanto neste país" é a frase que mais ouvimos sair da boca dos inocentes úteis. Como se roubar no Brasil fosse uma novidade petista, ou melhor, petralha. O que esses inocentes não sabem é que antes do governo petista nenhum presidente deixava ir em frente qualquer investigação que ousasse chegar a seus calcanhares. Não à toa, o procurador-geral do governo FHC foi apelidado de "engavetador-geral". A História, todos sabemos, é contada pelo viés dos vencedores. Fernando Henrique Cardoso, no entanto, a menina dos olhos dos intelectuais, sociólogo, professor universitário, escritor etc., quando virou presidente pediu pra que esquecessem o que ele escrevera. Ou seja, abandonou as convicções e se deixou engolir pelo poder. Tanto, que não fez seu sucessor...

quarta-feira, 22 de março de 2017

Esquerda, Volver: 15) O caso Karnal sob outro prisma

Assisti há alguns anos à reprise de um programa muito popular na década de 1970 chamado Quem Tem Medo da Verdade?. Tratava-se de uma espécie de encenação de julgamentos de personalidades públicas, que iam ao programa se defender de acusações que lhes eram imputadas. Na ocasião, o “julgado” foi ninguém menos que Roberto Carlos. Não vou me estender muito, mas, resumindo, os entrevistadores/promotores públicos o acusavam de ser mau exemplo pros jovens por causa de roupa, cabelo e atitude, entre outras coisas. E coube ao apresentador Silvio Santos defendê-lo. E o fez muito bem, diga-se de passagem. Disse Silvio que Roberto não passava de um tímido rapaz interiorano que nunca havia pensado em ser líder de ninguém e que estava preocupado apenas com sua carreira artística. E tanto era (e ainda é) verdade, que até hoje o Rei raramente se pronuncia acerca de assuntos polêmicos.

sábado, 16 de abril de 2016

Esquerda, Volver: 4) O rumo dos ex-petistas

Eu, desde criança, sempre fui petista. Tive até um tio que foi candidato a vereador pelo PT. Ele não ganhou, mais tarde se desiludiu com o partido da estrelinha, pegou sua trouxa e se picou pras bandas de outros partidos. Importante frisar: outros partidos mais à esquerda que o PT. Ou seja, chutou o balde. E era justamente esse o ponto nevrálgico no qual eu queria tocar. Hoje, vemos um país dividido entre petralhas e coxinhas, tendo uma razoável parcela da sociedade sentada em cima do muro esperando a banda passar. E eu vim aqui hoje justamente conversar com você, meu amigo ex-petista. Eu também sou um ex-petista. Quem acompanha meu blogue sabe que, durante esses anos em que escrevo minhas inofensivas bobaginhas por aqui, tenho sido crítico ferrenho do governo petista.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Crônicas Classificadas: 43) A desinformação midiática deforma o brasileiro

Há alguns meses, escrevi um texto chamado O PT errou, que mereceu longa resposta de meu amigo Roney Giah, que acabei, democraticamente, publicando também por aqui (o link pra lê-lo é este). Tal diálogo gerou muitos comentários, e calhou de outro amigo se sentir motivado a escrever, por sua vez, uma resposta à resposta de Roney. Seu nome: Edu Franco. Pra ser bem sincero, essa resposta de Edu tá guardadinha aqui em meus arquivos já faz uns meses, mas, sempre quando eu pensava em publicá-la, algum assunto urgente (ou mesmo a falta de tempo) me impedia de fazê-lo. Esta semana, contudo, após os acontecimentos políticos cobertos com a tendenciosidade de sempre, acho que o texto de Edu chega em boa hora. Como em relação ao texto de Roney, antecipo que a responsabilidade pelas palavras abaixo é totalmente de Edu, que, no mais, não costuma fugir de um bom debate. Ao texto, pois:

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Crônicas Classificadas: 42) Comentários de Roney Giah sobre meu texto "O PT errou"

Minha intenção com este blogue não é "ficar bem na fita" com este ou aquele. Costumo dizer que me orgulho de manter este espaço da maneira mais democrática possível. Pois bem, ora surgiu uma oportunidade pra mostrar que realmente o que digo não é cascata. Há pouco tempo, escrevi um texto que denominei PT errou (clique no link pra lê-lo). Um querido amigo e baita compositor, Roney Giah, após leitura deste, resolveu perder um pouco de seu precioso tempo pra tecer alguns comentários acerca do assunto. Adoro as discussões inteligentes que me levam a pensar a respeito de opiniões daqueles que, em uma ou outra instância, divergem de mim. Assim, embora discorde de muito do que foi escrito por Roney (ou por isso mesmo), resolvi, em vez de lhe dar uma resposta que ficaria perdida ali entre os comentários, trazer a discussão pra uma nova publicação, assim damos mais visibilidade ao assunto e possibilitamos que outras cabeças pensantes se manifestem a respeito dele. Convido-os ao debate, pois:

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Crônicas Desclassificadas: 163) O PT errou


Eu sei, eu sei que, quando um blogueiro semianônimo se digna a escrever sobre manifestações, consegue, quando muito, pregar pra convertidos. Sim, pois os que concordam com ele vão aplaudi-lo (ou buscar um texto similar de alguém mais conhecido pra compartilhar no feicibuque) e os que discordam dele vão ignorá-lo. Pensando nisso, resolvi mudar de tática e abordar o assunto sob um viés diferente. É arriscado? É, obviamente, mas, se viver sem risco já é um troço chato pra caramba, escrever sem risco é mais chato ainda. Sem falar que o camarada acaba se tornando burocrático. Por essas e outras, resolvi focar neste texto não as barbaridades do grande circo de domingo passado (que de místico não teve nada), mas, sim, os erros do PT.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Crônicas Desclassificadas: 142) A esquerda acabou?

Tenho lido muito por aí sobre esse papo de que a esquerda acabou. Como assim? Acabou? Há coisas que só podem acabar quando seu oposto acaba também. Por exemplo: a existência de Deus está vinculada à do demônio, tal qual a relação entre Bem e Mal. Da mesma forma, os opostos claro/escuro, alegria/tristeza etc. Tomemos este último como exemplo: quem nunca ficou triste não é capaz de dar à alegria o valor que ela merece quando chega. Mantendo esse raciocínio, se não houvesse a escuridão, uma claridade de 24 horas devia ser ruim pra dedéu, não? Sobretudo quando fulano quer fazer algo sem ser visto. Portanto, voltemos. Como a esquerda acabou, se, pelo que me consta, a direita anda a toda, "se achando", principalmente sob o véu do anonimato e nas redes sociais?

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Crônicas Desclassificadas: 129) "Pondérações" sobre a esquerda festiva... e a direita que não "pega mulher"

Certa vez escrevi sobre a diferença entre irônicos e cínicos (leia aqui), posicionando-me entre aqueles em detrimento destes. E ultimamente tive mais um belo exemplo de posicionamento: o infeliz artigo que o filósofo direitoso Luiz Felipe Pondé publicou recentemente em sua coluna semanal na Folha de S.Paulo, chamado, chistosamente, Por uma direita festiva (se tiver estômago, leia aqui. ... bem, se for ler, leia também a ótima réplica de Noemi Jaffeaqui), no qual ele resume ideais de esquerda como simples subterfúgios pra "pegar mulher". E o pior foi que o texto foi escrito com um deslavado sentimento de inveja dos "esquerdistas pegadores", pois nele Pondé confessa a extrema dificuldade com a qual os "intelectuais de direita" vêm se deparando pra justamente levar um lero com a mulherada, visto que o belo sexo ainda se deslumbra com fotos do Che e papos sobre a fome na África.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Crônicas Desclassificadas: 111) Por que ainda ser de esquerda

Escrevo este texto-desabafo a meus amigos que por um motivo ou outro andam pendendo à direita. Quero dialogar com eles, pois sei que são bem-intencionados. Portanto, se você não é meu amigo, mas ainda assim pretende continuar a leitura, aviso de antemão que não pretendo dar corda a comentários ku-klux-klanianos, sobretudo àqueles escritos pelos anônimos de sempre, os que escondem seu ódio e seu preconceito sob a máscara do anonimato. Como dizem, quem avisa amigo é. Se vierem black-bloquisticamente querendo zoar o barraco, sumariamente excluo o comentário e já era. Estamos conversados? Discordar pode, dialogar também, mas manchar o tapete desta residência com a baba infectada com os vírus do ódio, sem chance! Isto posto, vamos ao texto.