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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Esquerda, Volver: 11) Ladainha dos golpistas

A data de 31 de agosto de 2016 será entendida no futuro como um dia que entrou pros anais... do povo brasileiro. Nossos netos se envergonharão muito dela. As conquistas sociais tão duramente alcançadas cairão por terra, como os gestos do então interino golpista já deixavam vislumbrar. E agora, com o golpista finalmente efetivado, obviamente depois de negociar alguns cargos com os senadores indeci$os, voltaremos ao século XIX. Mulheres, voltem pra cozinha; negros, voltem pra senzala; nordestinos, voltem ao trabalho braçal; gays, voltem pro armário; usuários de drogas, agora vocês são tão culpados quanto os traficantes! O país dos brancos bem-nascidos está de volta, pra alegria geral dos amarelinhos da Paulista e dos derrotados nas urnas. Esse golpe mostra ao mundo que no Brasil inexiste a igualdade de direitos; o voto de quem tem maior poder aquisitivo vale mais.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

A Palavra É: 14) Corrupção

Admito que a nova coluna de meu blogue, Esquerda, Volver, por motivos óbvios, tem ganhado mais atenção minha que as demais colunas. Mas constato isso com tristeza; preferia estar tratando mais de música, literatura, enfim, de assuntos do meio ao qual pertenço, só que os acontecimentos atuais ou me desmotivam a fazê-lo ou tornam tudo o mais coisas de somenos importância. Contudo, pra democratizar o espaço e deixar o desequilíbrio da balança um pouco menor, maquiei um assunto e o travesti de palavra pra trazê-lo pra esta coluna. Sim, caros, a palavra é a que está, aliás, tem estado na moda há pelo menos três anos: corrupção. E, mais, desde que Chico Buarque deixou de ser unanimidade em solo pátrio, é uma das poucas unanimidades por aqui. Ou seja, NINGUÉM é a favor da corrupção. Nem os corruptos (pelo menos em público)!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Esquerda, Volver: 8) O luto e a luta

Tô puto. Num mato sem cachorro. Nem sei pra onde corro. Esta quinta-feira sem eira nem beira, 12 de maio de 2016 (tá bom pra vocês?), é um dia de luto. Dia em que os filhos da puta (piratas de gravata) tomaram a pátria à força (bruta) graças a mamatas entre os trutas, com a ajuda dos otários de amarelo e do elo com um judiciário salafrário, casa de demagogos de toga onde a justiça se afoga (a ferro e fogo) mudando a seu bel-prazer as regras do jogo. Essa liga da justiça de uma figa carece de heróis no lugar de caubóis fora da lei. Em terra de sócios, quem tem quadrilha é rei (onde foi que eu errei?). Quem tem filha que a tranque em casa, quem ora assume o poder é o caralho de asas.