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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Esquerda, Volver: 20) Eu, política e Copa do Mundo

O futebol é o ópio do povo... Será? Essa afirmação vive em nossos corações e mentes há muito tempo. Já disseram que a religião era o ópio do povo etc. Sem entrar no mérito de se é ou não é, vou mais além: e se for? Igualmente não seriam as drogas, o álcool e as artes em geral? Alguém (mais de um) já disse que a poesia não serve pra nada. No entanto, tantos se dedica(ra)m a ela — não é, Lúcia Santos? Não é, Vlado Lima? E, afinal, num mundo tão cruel e injusto como o nosso, um pouco de ópio (no melhor dos sentidos) não seria de certa forma bem-vindo, seja em forma de religião, seja em forma de futebol, seja em forma das tantas artes que pipocam mundo afora...?

sábado, 4 de julho de 2015

A Palavra É: 8) Dezesseis

O sumido Belchior costumava cantar "Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte/ Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte/ E tenho comigo pensado: Deus é brasileiro e anda do meu lado/ E assim já não posso sofrer no ano passado". Eu, apesar de não ser mais tão moço assim, poderia ter escrito esses versos, pois me considero um sujeito de sorte. Mais, considero-me mesmo um vencedor. Vindo de onde vim, passando pelos becos e presepadas por que já passei, tô no lucro. Sem falar que, salvo alguma marmelada extracampo, ainda vejo longe o fim do tempo regulamentar das batidas del mio cuore. E, assim como disse Belchior, "já não posso sofrer no ano passado".

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Crônicas Desclassificadas: 105) Os nº 1 e os nº 2 da Fórmula 1

Nunca vi graça na Fórmula 1. Respeito os aficionados, afinal, cada um escolhe do que gostar. Há quem goste de ver dois brucutus se socando; há quem goste de ver nigerianos correndo; há quem goste de ver um camarada agitando um pano vermelho pra chamar o touro à dança; há aqueles que vibram ao acompanhar 22 marmanjos correndo atrás de uma bola no intuito de fazê-la entrar num retângulo; há quem prefira ver belas e torneadas pernas pulando pra que as mãos empurrem uma bola rumo ao outro lado de uma rede... Aliás, em se tratando de bola, há de todos os tamanhos e espessuras, e, nos diversos esportes em que ela é a protagonista, nunca há duas bolas iguais (cuidado com a conotação!). Há a de gude, a de golfe, a de pingue-pongue, a de tênis, a de beisebol, a de futebol, a de vôlei, a de basquete... Interessante, não?

domingo, 23 de junho de 2013

Crônicas Desclassificadas: 94) O preço da ignorância

No texto passado (este) tentei destrinchar um pouco os intrincados meandros do MPL (Movimento Passe Livre). Hoje vou deixá-lo de lado e exprimir meu pensamento a respeito da outra parcela dos manifestantes: o povo. Pelo que pude notar, as pessoas estão cansadas do modelo vigente. E eu consigo entender os motivos. Atualmente o dinheiro fala mais alto em todas as relações, inclusive as partidárias. Daí a corrupção, os mensalões, os caixas dois, os dinheiros em cuecas, os pmdbs, os ministérios usados como moeda de troca, os sarneys, os renans, os felicianos, os... Todos são frutos desse sistema corrompido, que já há tempos não consegue se equilibrar sobre as pernas. E o povo, que desde sempre tem sido a parte mais sufocada nesse estranho organismo, começa a dar sinais de que não aguenta mais. Toscamente, claro, cambaleante, sem discurso (afinal, é reflexo de séculos de opressão), mas persistente.