Finalmente, assisti a Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert. E, pra ser sincero, foram tantos os sentimentos pelos quais fui tomado, que precisei ver pela vez segunda. Quem escreve e/ou compõe, quando se depara com um espetáculo arrebatador, costuma ser assaltado por um milhão de ideias. E foi justamente o que aconteceu comigo. Fiquei com vontade de dizer tanta coisa, que acabei vindo parar aqui sem nem saber exatamente por onde começar. Mas é sempre bom começar sendo sincero: da primeira vez que vi o filme, não chorei nem gostei do final. Só que fiquei com um desassossego tão sufocante, que me vi obrigado a repetir a dose. E aí é onde mora o busílis de uma grande obra: da segunda vez, chorei várias vezes, e ainda saquei o final; mais, tirei-lhe o chapéu que não tenho e bati palmas de pé sozinho no recinto.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
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