É com um misto de alegria e tristeza que venho por esta avisar aos amigos e leitores que eu e consorte estamos de malas prontas pra uma mudança que, sem sombra de dúvidas, é a maior e mais ousada de minha vida. Semana que vem, zarpamos pro outro lado do mundo, pra Terra do Sol Nascente, também conhecida como Japão — ou Nihon, pros íntimos. Os sentimentos que ora me tomam são todos avassaladoramente complexos e contraditórios. Eu, que vivi o período de ditadura militar em imberbe idade e vi meus ídolos se exilarem em países distantes, ora, na fase adulta, com um tiquinho de vaidade vã e muita frustração vejo chegar minha vez.Colunas
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Notícias de Sampa: 21) Bye Bye, Brasil
É com um misto de alegria e tristeza que venho por esta avisar aos amigos e leitores que eu e consorte estamos de malas prontas pra uma mudança que, sem sombra de dúvidas, é a maior e mais ousada de minha vida. Semana que vem, zarpamos pro outro lado do mundo, pra Terra do Sol Nascente, também conhecida como Japão — ou Nihon, pros íntimos. Os sentimentos que ora me tomam são todos avassaladoramente complexos e contraditórios. Eu, que vivi o período de ditadura militar em imberbe idade e vi meus ídolos se exilarem em países distantes, ora, na fase adulta, com um tiquinho de vaidade vã e muita frustração vejo chegar minha vez.terça-feira, 5 de julho de 2016
Cançonetas (7) + Trinca de Copas (36): Fernando Cavallieri, Marcio Policastro e Pedro Moreno
1) CIDADE ABERTA
Há algum tempo, pensando em minha relação de amor e ódio com a cidade de São Paulo, compus um soneto duplo batizado de Soneto Paulistano, que acabou ficando engavetado por falta de parceiro afim. Só que, há algumas semanas, quando fiquei sabendo que o usurpador Michel Temer era o primeiro presidente paulista em 110 anos, resolvi, num dos tantos encontros da MPB Universitária no Garagem Vinil, recitar o bendito double soneto e "dedicá-lo" ao Temerário. Fernando Cavallieri, que estava presente no dia, gostou do poeminha e me pediu autorização pra musicá-lo. Poucos dias depois, já rebatizada de Cidade Aberta, nasceu a canção que ora divulgo em primeira mão:
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Trinca de Copas: 25) Augusto Teixeira, Gabriel de Almeida Prado e Pedro Moreno
1) AMALGAMANDO
Há canções que são feitas em cinco minutos, já outras levam uma eternidade até que cheguem a sua versão final. Foi o caso desta. Escrevi a letra no começo do ano passado e a enviei a Gabriel de Almeida Prado, que a musicou em seguida. Só que com um detalhe: disse-me ele que não havia curtido muito seu refrão, por isso, acabou não tendo nenhuma ideia melódica pra ele. Como a letra estava muito recente em minha memória, resolvi deixá-la em banho-maria por uns tempos enquanto não encontrava algo melhor. E assim, enquanto ia passando o tempo, vez em quando eu voltava a ela, tinha nova ideia e a enviava a ele, que me avisava que ainda não havia sido dessa vez.
terça-feira, 29 de abril de 2014
Joaquín Sabina en Portugués: 18) Pedro Moreno e a versão de "Y nos dieron las diez"
Esquerdas e direitas à parte, a música não pode parar. Afinal, aqui tratamos, sobretudo, dela. Aproveitei então pra sacar da manga a versão que fiz pra uma das canções mais populares de Joaquín Sabina. Em seus shows, quando ele começa o refrão dela, a plateia, em êxtase, canta junto com ele, a pleno gogó. Detalhe: é de um tempo em que Sabina ainda compunha a maior parte de suas canções só. Com o tempo, à formação de sua banda foram chegando músicos que, além de serem também bons compositores, de quebra eram grandes conhecedores de suas canções, como é o caso de Pancho Varona e Antonio García de Diego, que nos mais recentes discos de Sabina (à exceção dos que este gravou em parceria com Joan Manuel Serrat) têm sido responsáveis, juntos ou separadamente, pela coautoria da maior parte do repertório.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Cançonetas: 2) "Desistências", por Pedro Moreno
Já falei aqui várias vezes da M-Música, lista da qual participo e por meio da qual adquiri muitos amigos, além de parceiros. Bem, não dá pra resumir em poucas palavras o que essa lista representou e representa na vida de várias pessoas, é preciso estar lá, proseando, filosofando, às vezes brigando, mas sempre tendo a música como foco.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Trinca de Ouro: 4) Adolar Marin, Élio Camalle e Pedro Moreno
1) LOS ABRAZOS ROTOS
Finalmente conheci Pedro Moreno! O mundo tem salvação! Nem tudo está perdido! Sim, sim, Pedro vale uma vida! Ouso dizer que, se ele estivesse em Sodoma, Deus não teria mandado destruir a cidade. É de encher o coração saber que existem pessoas (principalmente no ramo da música, tão competitivo e cheio de egos) tão do bem, completamente desprovidas de mau-caratismo. Em geral, tenho bom olho pra detectar gente boa, mas dessa vez tive 110 % de acerto.quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Ninguém me Conhece: 50) Apostando em Pedro Moreno
Quem diria? Um ano e pouco depois e o Ninguém me Conhece chega à 50ª edição! Muitos já passaram por aqui e sabe Deus quantos ainda passarão! Um fulano que recebia minhas divulgações certa vez chegou a pedir que eu excluísse seu e-mail de minha lista, caso contrário ele acabaria conhecendo o mundo inteiro! Mas, maus humores à parte, os números redondos costumam ter uma importância especial em nossa sociedade. E, em se tratando do 50, essa importância é redobrada. Há comemorações de cinquentenários, de bodas de ouro etc. etc. Por essas e outras, gastei um bom tempo pensando em quem seria um bom nome pra "vestir essa camisa" de nº 50. Pensei nos perfis dos que por aqui passaram, reli alguns textos e acabei "apostando" num camarada que, além das múltiplas qualidades artísticas, possui outras tantas como ser humano. Todos sabemos que o talento não tem obrigatoriamente que ver com caráter. Mas é tão bom quando descobrimos uma pessoa de verdade por trás dos dotes artísticos! É revigorante e nos faz renovar a crença, se não na humanidade, ao menos no homem, "que no es lo mismo, pero es igual".
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Joaquín Sabina en Portugués: 4) Pedro Moreno e a versão de "Contigo"

Joaquín Sabina é do time de Vinicius de Moraes: excepcional letrista, sonetista, mais intérprete que cantor, bom de copo, boêmio, notívago, cultivador de amizades, mulherengo e... dado a casamentos! Assim mesmo, no plural. Aliás, como foi Vinicius, é adepto do "que seja eterno enquanto dure", visto que não consegue viver ao lado de quem não ama.
No entanto, ao contrário de Vinicius, Sabina tem poucas canções derramadamente românticas. Em certa ocasião, uma amiga lhe pediu uma canção que falasse de amor, ao que ele lhe respondeu que era só a moça escolher uma de seus discos. Pra seu espanto, ela lhe disse que já havia procurado, mas sem sucesso.
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