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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Os Manos e as Minas: 34) Meus três salvadores no Japão (parte 1) — A bênção, Afonso Padilha!

Acho que a maioria de vocês já sabe que sou cearense. Falsificado (cresci em Sampa City), mas cearense. O importante não é onde ficava meu CEP, muito menos onde fica agora (Tokyo, Japan... quer dizer, 日本の東京 — creu n'eu, papudo?), mas sim o sangue que corre em minhas veias, esse misturado com baião de dois, rapadura, farinha, carne de sol e sol bagarai (refiro-me ao astro-rei, visto que lá nos cafundós de Senador Pompeu chuva é algo quase tão raro quanto neve). Assim sendo, sim, sou um cabra engraçado. É lugar-comum dizer que todo cearense é engraçado? É, mas que culpa tenho eu se é verdade? O cearense é engraçado até involuntariamente; até aqueles sem-graça são engraçados. Deve ser uma questão de genética, sei lá...