quinta-feira, 2 de setembro de 2021

No Embalo da Toada: 1) Entrevista com Léo Nogueira

Pessoas queridas, como vão?

Embora este meu bloguinho esteja temporariamente parado, é com alegria que lhes venho trazer uma novidade: recentemente, uma querida amiga carioca, Solange Castro, que trabalha há muitos anos divulgando não só a música brasileira, mas também a boa música em geral, convidou-me pra colaborar com minhas "escrevinhanças" pra seu novo portal, o Toada (pra conhecê-lo, clique aqui). Em contrapartida, ofereceu-me um lindo site onde eu poderei organizar o que tenho feito nessas décadas de andanças musicais e literárias. Portanto, e com a autorização dela, decidi criar uma nova coluna aqui, a No Embalo da Toada, pela qual replicarei os textos originalmente publicados por lá — claro, com o devido link pra que vocês possam também desfrutar de toda a riqueza do Toada. De quebra, alimento também este meu faminto espacinho.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

O X do Poema, 11 anos

Hoje, este espacinho completa 11 anos de existência. Entretanto, não há muito o que comemorar em meio ao pandêmico pandemônico que tem nos assolado. Nestes últimos 12 meses, publiquei cerca de dez textos apenas. Quem sabe um dia eu volte a escrever com mais frequência; mas por enquanto tenho me dedicado mais à literatura, e ando mesmo um tanto taciturno, pouco presente até nas redes (antis)sociais. Bom, não devo estar fazendo falta nem lá nem cá.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Esquerda, Volver: 31) A eterna luta social (estamos só começando) — Exemplos do Japão

Ultimamente, com o agravamento da pandemia, como tenho tido oportunidade de ler e refletir muito resolvi passar por aqui de novo — e depois de longa ausência — pra resumir o resultado de algumas dessas reflexões. Como a maioria de vocês sabe, mudei-me pro Japão há poucos anos e, portanto, tenho me deslumbrado com o quão rápido este país prosperou, principalmente se pensarmos que depois do fim da Segunda Guerra não passava de uma nação dizimada, e humilhada em seus brios bélicos, sobretudo pelo fato de ter se visto submetida a suportar em seu solo pátrio a presença dominante do exército estadunidense, que fora — ele próprio — responsável pelas bombas que então haviam esfacelado Hiroshima e Nagasaki e reduzido todo o país a escombros.

terça-feira, 2 de março de 2021

PodCrê: 2) Onde é que nós estávamos mesmo?


Há cerca de quase quatro anos, e incentivado (incitado?) pelo querido Rica Soares — excepcional cantautor brasuca —, experimentei enveredar por um caminho até então novo pra mim, o de entrevistador num programa de rádio sem rádio também conhecido como podcast — daí a brincadeira que acabou virando o nome do programa: PodCrê. A experiência foi divertidíssima, mas, por uma série de fatores — inclusive minha mudança pro Japão, que então estava em curso —, não foi além do piloto. De lá pra cá, muita água passou debaixo da ponte, e no meio dessa enxurrada fui carregado pela maré que me trouxe pra Terra do Sol Nascente, onde estabeleci morada há mais de três anos.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Crônicas Classificadas: 49) Como ser um grande escritor

Enquanto no conforto de meu nipônico lar espero esta e outras vacinas — sendo estas mais improváveis que aquela —, preguiçosamente me dedicava a merecidas férias bloguísticas, período não de hibernação, mas de maturação — e um tiquim de matutagem —, coçando o dedão do pé qual compenetrado discípulo de Pantaleão, célebre personagem saída da fértil imaginação de meu patrício Chico Anysio, empanturrava-me de leituras e demais doses — e doces — que fazem mal à saúde alheia, quando, em meio a um delicioso tête-à-tête com um de meus psiquiatras prediletos — a saber: Charles Bukowski —, recebi dele não alta — porque meu tratamento é perpétuo... e pago atrasado, mas com juros —, mas uma singela dica pra quem ainda pensa nessa bobagem que é encher várias páginas em branco de palavras inúteis querendo obter sucesso, grana, glória — quiçá sexo — e outros quitutes. E, não porque sou bonzinho e quis compartilhar o segredo com vocês, mas puramente pra espanar o pó deste desafortunado blogue, resolvi trazer pra cá as as arcaicas e sempre novas dicas de Bukowski sensei.

domingo, 10 de janeiro de 2021

Esquerda, Volver: 30) Refletindo sobre a "invertida" de César

Mais uma vez, algo me vem despertar do período de hibernação bloguística. Desta feita, o tema é a resposta "pletórica" que o artista Chico César deu a um comentário de um fã em seu Instagram. Soube por um amigo, via Facebook, depois notei que o assunto se espalhara pelas redes e fiquei um tempão pensando a respeito dele, pesando os prós e contras, considerando os pesos e medidas e quetais. Por fim, ao assistir no YouTube a um vídeo de Henry Bugalho tratando também do tema (veja aqui) e principalmente depois de ler os comentários abaixo do vídeo, todos em uníssono favoráveis, me veio aquela velha comichão (é feminino; valeu, irmão!) de meter a mão em vespeiro. E aqui estou novamente, tirando o pó do blogue e arregaçando as mangas, pronto pra ser Madalena, sabedor de que lá vem pedra. Antes, vamos à nascente:

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Os manos e as minas: 39) Homenagem a Maradona... y otras cositas más


Pensei bastante antes de decidir se iria ou não escrever sobre o passamento de Maradona, visto que meu blogue anda num momento de hibernação — pois tenho me dedicado mais à literatura —, mas duas coisas me fizeram optar por vir aqui novamente compartilhar com vocês o que me bateu na cachola: 1) minha imensa admiração por este que foi um dos maiores gênios miseravelmente humanos que tivemos; e 2) uma espécie de acerto de contas com meu passado. Simbora então.


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Começo pedindo perdão pela comparação, mas minha relação com o futebol hoje é mais ou menos como a que um ex-viciado tem com seu vício, ou seja, de distância, mas com direito a momentos de recaída. Não lembro exatamente em que momento esse divórcio se deu, mas, puxando pela memória, o começo do desamor apareceu em 1995, durante as quartas de final da Copa Libertadores da América. O Palmeiras — meu time —, que havia poucos tempo saíra de uma fila de 17 anos sem títulos graças à parceria com a Parmalat, tentava então sua primeira conquista nesse campeonato. Só que, no jogo de ida, tomou uma lavada do Grêmio — não coincidentemente o mais argentino dos times brasileiros —, 5 x 0, e precisava no jogo de volta pelo menos devolver o placar pra ir pra prorrogação e pênaltis. E, logo no começo, tomou um gol. Pra resumir, conseguiu a façanha de virar e ganhar a partida por 5 x 1, mas no final meu coração já estava tão destroçado que comecei a pensar que podia me dedicar a emoções menos radicais. E isso décadas antes de saber que o abjeto Bolsonaro é também palmeirense.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

De Sampa a Tóquio: 15) Finalmente um show de Kana + o novo normal japonês


Escrevo novamente, depois de razoável hiato, às 21h12 deste sábado que encerra o mês de outubro, um tanto lacrimejante não só pela emoção, mas também pelo excelente vinho italiano recém-sorvido em comemoração ao primeiro grande show de Kana a partir do momento em que o famigerado coronavírus está entre nós. Claro, desde há dois meses, com a relativa baixa no número de casos aqui no Japão, ela já havia feito um punhado de shows em que a quantidade de músicos no palco praticamente se equivalia à de pessoas na plateia; mas hoje, pela primeira vez com a banda novamente completa e o teatro razoavelmente cheio — segundo as novas normas de segurança —, voltamos pra casa felizes como crianças — e bêbados como adultos. Conto-lhes.

sábado, 10 de outubro de 2020

Os Manos e as Minas: 38) Meus salvadores no Japão (parte 3) — Henry Bugalho, da literatura à política

Andei sumido por uns tempos, mas não inativo. Este meu blogue completou recentemente dez anos de existência, o que significa que durante uma década inteira me dediquei a escrever e publicar aqui com uma regularidade incrível. Foram 703 textos, o que dá uma média de 5,8 por mês(!!!). E sempre com amor e... gratuitamente. Claro, não posso negar que durante esse tempo todo vim melhorando minha escrita, lapidando um estilo e, principalmente, explorando meu potencial ante um possível público. Nada de mais aconteceu em minha carreira durante esse tempo, fora o lançamento de dois romances. Que, acrescente-se, venderam muito pouco. E atingir uma década de trabalho ininterrupto é sempre algo que nos obriga a refletir acerca de algo muito importante: valeu a pena?

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Uma década d'O X do Poema(!!!)

Ilustração feita por Francisco Daniel*
especialmente pro aniversário do blogue
Quem diria! Lá se vai uma década de teimosia; foram mais de 700 textos publicados nos quais tratei de muitos assuntos, homenageei muita gente e, em contrapartida, falei mal de bem poucas pessoas. Afinal, desde o início decidi que este seria um espaço pra divulgação, uma vitrine praqueles que raramente têm a exposição que merecem; e acho que consegui. Obviamente, com nosso caos político-social, não poderia me furtar também a, de vez em quando, pôr a boca no trombone e me posicionar ante os fatos; entretanto, o que me motivou mais profundamente, e desde o começo, foi exercer meu dom da escrita abordando assuntos que me são caros.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

A Palavra É: 52) Tchau

Sou um ser humano egoísta e mesquinho que ao longo dos anos tem supervalorizado sua obra pra ver se consegue equilibrar a balança, visto que como indivíduo sempre se achou o cocô da pulga do cavalo do bandido. Mas um restinho de orgulho me alerta que, como ando num momento dodói de autoflagelo e pena de mim mesmo e estou a ponto de mais uma vez ir a público expor meu ridículo, ao menos a raspa do tacho da dignidade me impele a tirar o time de campo por uns tempos antes de nele entrar, combalido, perigando tomar um particular 7 x 1 — e cheio de gols contra.