1) COBRA
Gosto muito das canções de Gabriel de Almeida Prado, inclusive gosto de suas inusitadas letras, sempre recheadas de metáforas, algumas até pra lá de viajandonas, daquelas que só pululam nas mentes mais sonhadoras e férteis. Não à toa ele admitiu, em outra canção (No Bolso, parceria com Élio Camalle), que é assim "de tanto levar pancadas de sonhos na cabeça". Quem dera os jovens se acostumassem mais a levar tais pancadas no cocuruto. Mas Gabriel é também um exímio melodista, sobretudo quando musica letras alheias. Nesses casos, tem a capacidade de, por meio da melodia, fazer que a letra do parceiro pareça ser sua.
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| A Língua e a Alma (2015) |
