É, os tempos estão duros! Soube há alguns dias que mais um querido amigo e parceiro resolveu abandonar o barco antes da hora. Quem foi fazer um som do lado de lá desta feita foi Sydney Valle, o eterno Palhinha, grande guitarrista, compositor e arranjador (arranjou recentemente, inclusive, o belo trabalho da cantora Iris Salvagnini, que contou com uma canção minha e de Kana — Cruzeiro — no repertório; ouça aqui) com quem tive o privilégio de compor umas poucas, mas belas, canções. Aliás, ele se foi sem me dar oportunidade de lhe pagar uma dívida. Explico: como soube que sou revisor de texto, deixou em minhas mãos um esboço de um livro inédito seu, que, segundo ele, seria uma espécie de romance autobiográfico a ser lançado em vários volumes. O material que me entregou seria referente ao primeiro. Como me mudei pro Japão pouco tempo depois e minha vida virou de ponta-cabeça, acabei adiando a leitura/revisão. Demorei demais...Colunas
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quinta-feira, 1 de agosto de 2019
Grafite na Agulha: 49) O adeus a Sydney Valle + seu "Você ainda não ouviu nada!"
É, os tempos estão duros! Soube há alguns dias que mais um querido amigo e parceiro resolveu abandonar o barco antes da hora. Quem foi fazer um som do lado de lá desta feita foi Sydney Valle, o eterno Palhinha, grande guitarrista, compositor e arranjador (arranjou recentemente, inclusive, o belo trabalho da cantora Iris Salvagnini, que contou com uma canção minha e de Kana — Cruzeiro — no repertório; ouça aqui) com quem tive o privilégio de compor umas poucas, mas belas, canções. Aliás, ele se foi sem me dar oportunidade de lhe pagar uma dívida. Explico: como soube que sou revisor de texto, deixou em minhas mãos um esboço de um livro inédito seu, que, segundo ele, seria uma espécie de romance autobiográfico a ser lançado em vários volumes. O material que me entregou seria referente ao primeiro. Como me mudei pro Japão pouco tempo depois e minha vida virou de ponta-cabeça, acabei adiando a leitura/revisão. Demorei demais...quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Grafite na Agulha: 48) A vida selvagem dos Wings
Meu amigo Erico Baymma, que nasceu em Minas, mas é cearense de coração (e de vivência), compositor inspirado e cabra dono de uma escrita das mais finas, presenteou-me (a meu blogue — e mais especificamente esta coluna — e a seus leitores) com um depoimento belíssimo sobre o disco em questão. Queria ter tempo pra fazer um prefácio melhor, mas, como ele me pediu encarecidamente que publicasse esta prosa antes do dia 7 corrente (data em que o disco em questão será mundialmente relançado dentro de uma caixa com os dois primeiros discos do Wings, entre outras coisas), passei por aqui rapidamente pra viabilizar a publicação. Divirtam-se com o texto e o disco.terça-feira, 24 de julho de 2018
Grafite na Agulha: 47) Gilberto Gil, o último a sair do avião
Ah, Gilberto Gil... Quanta coisa podemos falar sobre você... Seu violão baianamente orgástico... sua relação sancho-panciana com o lindamente quixotesco Caetano Veloso... sua prosopopeia... sua verborragia; mas sempre a favor da melodia... seu começo rechonchudo e seu final (final?) esquálido... enfim, super-homem é você, meu mano! Sua fase petralha partindo ao meio um ser meio assim ACM ("são dois no ringue: você e você")... Tantas contradições... Tantas tradições... Seu medo de morrer (logo você, que não morrerá nunca!)... Ah, Gilberto Gil, o rei da brincadeira, o rei da confusão... Aquele abraço!segunda-feira, 28 de maio de 2018
Grafite na Agulha: 46) Um "engenheiro" no Japão
Sempre me disseram que sou um cara esquisito. E eu acredito, e concordo — toda vez que me olho no espelho. Sou nota dissonante no coro (geral) dos contentes. Por essas e outras, gastei mais de quatro décadas procurando os soldados pra meu exército, o de um homem só. O foda dessa busca é que, quando encontrava alguém, esse alguém fazia parte de outro exército, visto que se alistara em seu próprio... exército de um homem só. Já adolescente, quando todos gostavam de Paralamas, Titãs, Legião, eu (embora gostasse também de todos esses) viajava mais na infinita estrada de uns caras esquisitos vindos lá dos pampas, cujo cantor insistia em cantar, com a maior naturalidade, o erre gaúcho (que é igual ao de Sampa, embora — quase — todos o reneguem). O que me chamava muito a atenção neles era que, como eu, eles tinham fé cega e pé atrás.domingo, 4 de março de 2018
Grafite na Agulha: 45) Vinicius & Toquinho e seu traçado de paixão e dor
"Como é que pode a gente ser menino/ Ter sua coragem, traçar seu destino/ Sem pular o muro, trepar no coqueiro/ Ir no quarto escuro, mãe me mete medo, mãe me mete medo, mãe me mete medo/ O bicho te pega, boi da cara preta/ Deus te castiga, medo de careta/ Boi da cara preta, mãe me mete medo, mãe me mete medo, mãe me mete medo/ Mas atravesse o escuro sem medo (3x)/ De repente a gente começa a crescer/ Quer uma mulher que não pode ser/ O pai quer matar, a mãe quer morrer/ Não dá pra ganhar, não dá pra perder/ Não dá/ A mulher se joga do alto do edifício/ Porque o mais fácil fica o mais difícil/ Fica o mais difícil/ Mas atravesse a vida sem medo (3x)...terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Grafite na Agulha: 44) Rica Soares falando dylanês em tempos de xablau
Vou começar a prosa dando um conselho. Como alguns de vocês sabem, estou morando no Japão, e por aqui 99,9% dos profissionais engravatados vestem Prad..., digo, preto — a cor da moda. É quase, como direi?, uma ditadura do preto. O preto sóbrio pra usar no frio, o preto charmoso pra flanar no verão, o leve preto-primavera, o digno preto-outono... Daí, eis que na contramão surge um japa (um china? um ceará???) trajando, sei lá, cor de abóbora. Vai por mim: cola nesse cara, que ele deve ter ideias diferentes na cachola! Tá, pode se tratar simplesmente de um esquisitão, mas o que é a vida sem risco? Agora, rebobinemos (desculpem pelo obsoleto verbo).terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Grafite na Agulha: 43) Nos trilhos da Estação Felicidade
Chegou! Chegou ao Japão a Estação Felicidade, primeiro — e já clássico — disco de Augusto Teixeira! E chegou também às plataformas digitais. Com cerca de dois anos de atraso, mas por um justo motivo. E eu, até com certo orgulho, venho por esta confessar que fui um dos culpados por esse atraso. Explico: há alguns meses, Augusto estava já com o disco terminado e em vias de mandá-lo pra fábrica quando, depois de um encontro em que ele me mostrou algumas faixas, tasquei à queima-roupa: "Cara, bem que cairia como uma luva a voz do Zeca (Baleiro) n'A Luz de Luzia, hem?" Na hora, vi seus olhinhos brilharem e em seguida ele respondeu: "Tá em tempo ainda. Tem o dom de falar com ele? Eu tinha já pensado nisso, mas fiquei com vergonha de pedir..."sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Grafite na Agulha: 42) Mercedes Sosa, cantando como la cigarra
Assim como quando no Brasil é dia é noite no Japão, quando na ex-Ilha de Vera Cruz começa o verão na Terra do Sol Nascente tem início o inverno. Só que aqui o frio começa já em novembro e vai até meados de março (lá em cima, no norte, é pior ainda). Isso me lembrou que quando visitei pela primeira vez o país de Kurosawa começava o inverno e passei Natal e réveillon por estas bandas. Terminava o ano de 2002 e eu tinha visto neve pela primeira vez em Hokkaido — o que me inspirara a escrever a letra de uma de minhas canções mais bacanas (né, Zé Edu?), Hiroshima, parceria com Clarisse Grova (veja o vídeo aqui). Aliás, nesse período, que durou três meses, compus muito, e, pelo fato de estar tão desenraizado como me via, a inspiração pululava feito milho de pipoca na panela ao fogo.domingo, 1 de outubro de 2017
Grafite na Agulha: 41) A modernidade etérea de Fernando Cavallieri
Pra começar, preciso afirmar que Fernando Cavallieri é um de meus compositores favoritos e que sua discografia tem um peso na balança de meus sentimentos como poucas tiveram até hoje no decorrer de minhas quase cinco décadas de vida regadas ao amor à música. Isto posto, a informação seguinte, e mais importante que a anterior, é que a primavera de 2017 nos presenteia, depois de um triste hiato, com um disco novo de Fernando Cavallieri. Fosse o Brasil um país digno de seu povo e da cultura que aqui pulula, essa informação por si só seria capaz de gerar capas de revistas e matérias de página inteira nos melhores cadernos de cultura dos jornalões brasileiros.domingo, 22 de janeiro de 2017
Grafite na Agulha: 40) Meu despertar em sintonia com o de Guilherme Arantes
Cada geração tem suas emoções e a trilha sonora que embala suas paixões, mas temo que hoje, com a vulgarização da música e as facilidades de acesso digital a ela, a relação que os amantes tenham com a canção haja mudado – e pra pior. Em minha época, a canção estava intrinsecamente ligada ao ato de se apaixonar, e de forma quase religiosa, quiçá mais. É possível que eu esteja menosprezando essa relação nos dias de hoje, mas uma coisa é certa: só quem foi jovem no tempo dos vinis sabe do que estou falando. E, mais que isso, deve neste exato momento estar se lembrando com uma nostalgia danada de um punhado delas. As lembranças nos vêm às vezes com cores, cheiros, até mesmo com dores tão reais que chegam a ser quase físicas, e, obviamente, com sons de canções que parecem estar tocando no exato momento em que nos lembramos de certas passagens de nossa vida. Ah...domingo, 20 de novembro de 2016
Grafite na Agulha: 39) Falso Brilhante, de Elis Regina
Mais uma vez conto com a contribuição da talentosa (e generosa) pena de Helena Tassara em minha coluninha sobre discos. E Helena vem preencher uma lacuna que persistia ainda por aqui: a falta de um disco de Elis. Acrescento que não houve coincidência, este texto foi pensado pra ser publicado na semana em que estreia o filme sobre a cantora. Costumo apresentar aqui o/a colaborador/a, mas, como Helena é reincidente, deixo o link de seu texto anterior, pois lá estão informações sobre ela e deliciosa prosa a respeito do disco Alucinação, de Belchior (aqui). Antes de irmos ao texto sobre Elis, preciso avisar aos apressados que se trata de leitura pra fortes, pois Helena usou e abusou de seu talento de pesquisadora pra trazer pra cá um trabalho detalhista digno de constar de cadernos de cultura de jornais de primeira linha. Aos preguiçosos, sugiro leitura em conta-gotas, pois cada palavra escrita vale muito a pena. De quebra, fica aqui também como farto material pra futuros pesquisadores. Vamos a ele, pois:
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Grafite na Agulha: 38) A lírica de Lira
Após um razoavelmente longo hiato, volto a dar um pouco de atenção a esta coluna – uma de minhas preferidas por aqui. Na verdade, gostaria de escrever mais sobre música e/ou literatura, que são as áreas que mais me interessam e apaixonam, mas nosso imenso paisinho tem o dom de me dar infelizes matérias-primas que me acabam levando por outros caminhos e, quando percebo, já estou completamente perdido num labirinto (nada a ver com o disco em questão) de assuntos que tenho que vomitar pra não deixar que virem enfermidades. Agora mesmo, enquanto escrevia, soube da prisão de Eduardo Cunha e fiquei cá comigo pensando em por que raios não o algemaram. Deu vontade de escrever algo, mas ainda é cedo. Não sei até que ponto é sério e até que ponto é teatro. Mas deixemos Cunha saborear sua nova residência e voltemos à música.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Grafite na Agulha: 37) Ainda são tempos de canção
O orgulhoso (e ainda pior quando é invejoso) tem o mau hábito (alguns, também o mau hálito) de achar que o mundo gira em torno de seu umbigo. Não digo que seja meu caso, até porque pra bom entendedor... Melhor não me estender mais, pois o sujeito, quando não tem razão, quanto mais explica mais se complica. Façamos assim: tentemos ir por caminhos mais amenos (mais ou menos), como os cronológicos (não confundir com cronópios). Farei o que gosto, contar uma historinha. Esta: lá nos primórdios, quando passei a frequentar o Clube Caiubi (ainda em seu primeiro QG, na rua Caiubi, 420, no paulistano bairro que atende pelo nome de Perdizes), reencontrei o mano Álvaro Cueva, velho companheiro de Samba da Bênção (a história é antiga, se quiser saber maiores detalhes, segue o link), e... Bem, vamos a um parágrafo novo, que este já anda um tanto capenga...sábado, 24 de outubro de 2015
Grafite na Agulha: 36) Os santos e as flores de Vanusa
Acho muito difícil que haja algum brasileiro que viveu a década de 1970 e não tenha se encantado/emocionado com a voz de Vanusa e as canções interpretadas por ela. Sem falar que era uma gata (e ainda é, hoje, do alto – não de altura, claro – de seus 68 anos)! Sim, o país vivia tempos funestos, mas a música brasileira ia bem, obrigado. Pode-se dizer também que ia bem obrigada. Pensando nisso, tenho até a impressão de que, quanto mais amordaçam um compositor, mais ele descobre artifícios pra que sua arte não se cale (Cálice, por exemplo). Atualmente, apesar dessa liberdade toda, deparamo-nos com tantos compositores sem nada pra dizer... Até a outrora tão criativa MPB agora agoniza vítima de sua própria empáfia.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Grafite na Agulha: 35) Na trilha de Bob Dylan
Sam Peckinpah foi um diretor estadunidense que nos presenteou com um punhado de clássicos do cinema (Sob o Domínio do Medo, Os Implacáveis, Meu Ódio Será Sua Herança, Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia etc.). Por isso, quando, há alguns anos, fui ver Pat Garrett & Billy the Kid, minhas expectativas não eram das menores. Após o "the end", até que não achei o filme ruim, só que percebi que ele estava bem abaixo tanto da média dos faroestes (incluam-se os italianos spaghetti western) quanto da média do próprio Peckinpah. Fiquei encafifado e pensei: "Será que o problema foi minha grande expectativa?" Só que depois pesquisei a respeito e descobri que não estava só em minha decepção. Li que as exigências dos produtores acabaram prejudicando o resultado final, o que refletiu num público abaixo do esperado.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Grafite na Agulha: 34) Um sonho em forma de show e CD
Fazia tempo que eu não publicava nada de novo nesta coluna, não por falta de material, mas por causa da escassez de tempo. Peço desculpas aos leitores e – sobretudo – aos colaboradores que estão há tempos esperando pra ver seus textos publicados. Pensando neles (e em vocês), arrumei um tempinho pra trazer pra cá esta bela homenagem feita pela carioca Danny Reis, que é cantora, compositora (parceira minha, inclusive), tradutora, revisora de texto, blogueira (visite seu blogue aqui) etc. Faltou dizer que sua homenagem em prosa mira Marianna Leporace, mas atinge também Sheila Zagury e... Edu Lobo e Chico Buarque. Mas (por falar em Edu) paremos com esse lero-lero e deixemos a menina sambar, digo, contar em paz. Ao texto:
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Grafite na Agulha: 33) Noel Rosa
Estivesse vivo, Noel Rosa comemoraria hoje 104 anos. Quer dizer, esse "estivesse vivo" é força de expressão, pois, levando a vida que levou, mesmo que tivesse escapado da tuberculose, teria morrido de cirrose no máximo dez anos depois. Azar o nosso, que deixamos de ganhar possíveis outras centenas de obras-primas, pois Noel, com seus pouco mais de 26 anos, deixou-nos 300 e tantas canções, a maioria de qualidade indiscutível. Meu parceiro Ayrton Mugnaini Jr. escreveu sobre como a descoberta de Noel influenciou em sua obra. O paulistano Ayrton, pra quem não conhece, é jornalista, compositor, escritor, pesquisador de música popular e tradutor; tem cerca de 20 livros publicados; foi integrante dos grupos Língua de Trapo e Magazine; e é um dos produtores do programa Rádio Matraca, que passa todos os sábados na USP FM. É pouco ou quer mais? Manda bala, Ayrton!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Grafite na Agulha: 32) Las tramas y los desenlaces de Jorge Drexler... y los míos
Girei a chave, abri a porta e me deparei com um lençol amarrado feito uma trouxa. Eram roupas. Detalhe: roupas minhas! Ao redor, espalhados pelo chão, demais pertences meus, de várias categorias e espécies. Ela surgiu e, entre gritos e lágrimas, tentou me fazer entender que eu acabava de ser desincumbido de minhas funções de marido. Era uma decisão unilateral que não me deixou oportunidade de réplica. Nem precisei cumprir aviso prévio. Arranjei um carro – não lembro se de algum parente ou amigo –, joguei minhas tralhas dentro, consegui fazer que ela me deixasse ao menos escolher alguns livros e CDs, joguei-os rapidamente numa mochila e disparei rumo a um futuro incerto. Meu pai estava internado, em situação delicada; eu estava com 37 anos, desempregado, e voltava, depois de mais de dez anos, à casa que um dia fora meu lar.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Grafite na Agulha: 31) A música de Kléber Albuquerque fala com Deus sem precisar de oração
Há pouco tempo, eu perdi um querido amigo que não via fazia muito tempo e o Brasil perdeu (praticamente sem conhecer) um dos mais talentosos compositores da música brasileira contemporânea. Coincidentemente, meu amigo e esse compositor talentoso eram a mesma pessoa: Madan. Chorei bicas e lhe prestei homenagens póstumas em meu blogue (aqui e aqui). Pouco tempo depois, fiquei sabendo que meu não menos querido amigo – e outro genial compositor da música brasileira contemporânea – Kléber Albuquerque, que eu também não via fazia muito tempo, iria se submeter a uma delicada cirurgia... do coração! Confesso que fraquejei. Pensei que, se a moda pegasse, eu e música brasileira iríamos sofrer perdas irreparáveis. Felizmente, Kléber saiu dessa; safenado, mas vivo.
domingo, 12 de outubro de 2014
Grafite na Agulha: 30) "Meus Caros Amigos"
Venho por esta pedir desculpas aos leitores pelo longo hiato nas publicações desta coluna. Contudo, a volta não podia ser melhor. Corrige, inclusive, falta gravíssima nesta discoteca: a ausência de um de nossos maiores e mais queridos gênios, que outrora já foi unanimidade: Chico Buarque. E quem escreve sobre ele é meu camarada Walter Zanatta, compositor caiubista (visite sua página aqui) a quem ora apresento com suas próprias palavras: "Nasci em São Paulo numa manhã de 1963. Cresci por aqui e pelas praias da baixada santista. Frequentei salas de aula, departamentos de crédito, botequins, salões paroquiais, antros, editoras, inúmeros ambientes, mas nada de pós-graduações e MBAs. Graduei-me economista. Criei poesias, contos, crônicas e canções. Aprecio longas caminhadas a pensar, pensar, pensar..." Abaixo, Zanatta trata de sua relação com este maravilhoso disco:
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