No texto passado (este) tentei destrinchar um pouco os intrincados meandros do MPL (Movimento Passe Livre).
Hoje vou deixá-lo de lado e exprimir meu pensamento a respeito da
outra parcela dos manifestantes: o povo. Pelo que pude notar, as pessoas
estão cansadas do modelo vigente. E eu consigo entender os motivos.
Atualmente o dinheiro fala mais alto em todas as relações, inclusive as
partidárias. Daí a corrupção, os mensalões, os caixas dois, os dinheiros
em cuecas, os pmdbs, os ministérios usados como moeda de troca, os
sarneys, os renans, os felicianos, os... Todos são frutos desse sistema
corrompido, que já há tempos não consegue se equilibrar sobre as pernas.
E o povo, que desde sempre tem sido a parte mais sufocada nesse estranho organismo, começa a dar sinais de que não aguenta mais.
Toscamente, claro, cambaleante, sem discurso (afinal, é reflexo de
séculos de opressão), mas persistente.
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domingo, 23 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Crônicas Desclassificadas: 93) Tentando entender o fenômeno MPL
Sim, são só os 20 centavos! Pelo menos foi isso o que entendi após finalmente me encher de paciência e encarar a praticamente hora e meia de duração (vi no youtube) da entrevista que dois membros do MPL (Movimento Passe Livre), Nina Capello e Lucas Monteiro de Oliveira, concederam ao Roda Viva, da TV Cultura. Ok, tenho que dar a mão à palmatória: ambos são muito bem articulados e fizeram a lição de casa direitinho, ou seja, sabem do que estão falando. Afinal, batem na mesma tecla há oito anos com essa história da tarifa zero, tinham mais é que saber mesmo. Até aí, tudo bem. Comentaram que em várias cidades dos EUA e algumas outras da Europa (me parece que há algumas no Brasil também) a condução é gratuita. Portanto, segundo seus argumentos, se lá pode ser, por que aqui não?
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