Sempre tive dificuldade em me adequar ao senso estético coletivo. Quando, vencido, cedia, sentia-me um alienígena dentro de uma roupa que não me traduzia. Na década de 80, por exemplo, voltou à moda o uso de cabelos compridos (esta é uma moda que sempre teima em ressuscitar), só que, desta feita, espelhando-se em Paulo Ricardo & cia ltda., o corte era aparadinho nas laterais e longo só atrás, meio que como um rabo de cavalo. Como todos os meus amigos aderissem, lá fui eu tentar o ridículo corte que em mim ficou ainda mais ridículo. Na tentativa de ficar parecido com o ex-RPM, fui traído por meus crespos cabelos, que, se rebelando, me deixaram mais parecido com um Amado Batista.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
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