Mostrando postagens com marcador Alê Cueva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alê Cueva. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Canções que Amo: 4) Affonso Moraes; Marcio Policastro; e Vicente Barreto + Celso Viáfora

1) CANTANDO EM DÓ

Já Era Hora (2009)
Ando com uma saudade arretada do Fonsão, ou Affonso Moraes – pros não íntimos –, daí, pensando nas canções que iria homenagear nesta edição do Canções que Amo, lembrei-me de sua pungente Cantando em Dó, e resolvi trazê-la pra cá, pra esta nova trinca. Affonso Moraes, o advogado do samba... ou o sambista advogado, como prefiram. Eita, cabra bom! Parceiraço meu! Tenho, aliás, a honra de tê-lo iniciado nos caminhos da arte de musicar letra. Antes de mim, o velho Affonso só costumava costurar melodias em suas próprias letras; mas eu, teimoso que só, fui lhe sugerindo uma letra aqui, outra acolá, e, quando nosso homem das leis reparou, já tínhamos um bom punhado de parcerias, pra gáudio meu.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cançonetas (5) + Trinca de Copas (23): Álvaro Cueva (e Leonardo Costa), Marcio Policastro e Zebeto Corrêa

Meu camarada Vlado Lima (que me autorizou a tratar do assunto aqui) escreveu dia desses no facebook que havia sido convidado a fazer parte do júri de um concurso de sonetos, mas que declinara do convite porque o cachê não valia o aborrecimento de ter que perder seu escasso tempo analisando uma forma de poesia que não lhe agrada. Caí de paraquedas no assunto e comentei que o problema talvez não seja o soneto em si, mas a (hipotética) falta de ousadia dos novos sonetistas, que ainda se rendem ao tradicionalismo. A resposta de Vlado foi categórica: ele acha que a métrica do soneto limita a inspiração, e foi tão enfático, que chegou a acrescentar que nem sequer curte muito os sonetos sujos de Glauco Mattoso, o que pra mim foi uma surpresa, pois sempre achei a poesia de Vlado um tanto, digamos, mattosa.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ninguém me Conhece: 64) Os mil rostos de Alê Cueva

Quem não souber não tente fazer isso em casa! É um trabalho que requer seriedade e concentração. Existe toda uma técnica envolvida. Qualquer vacilo... E lá se vai uma unha! Aprendi só de olhar, pois costumava ficar ali, embasbacado que nem criança quando observa um adulto realizar ante seus olhos infantis o mais ininteligível dos trabalhos. Esquecia-me até de mim. E ele, apesar da concentração (um olho na lixa, outro nas unhas), podia dissertar acerca de qualquer assunto ao mesmo tempo que as lixava, como se estivesse se lixando pro que fazia, ou, melhor, como se o trabalho que estava realizando já se tivesse incorporado a seu ser a ponto de não lhe oferecer riscos mesmo quando ele erguia os olhos e fixava-os em seu interlocutor (nem assim errava o alvo!).

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ninguém me Conhece: 62) O silêncio e as palavras de Sérgio-Veleiro

Costumo brincar (a sério) dizendo que me vejo sempre como tendo 20 e poucos anos (como na canção). Realmente não me sinto confortável com os 40 que caíram abruptamente em meu colo (ou melhor, em minha cabeça). Contudo, sob alguns aspectos, posso me considerar um tiozinho. Na ranzinzice, no gosto musical, na paixão pela literatura e pelo cinema de autor, na teimosia de bater sempre na mesma tecla, na obsessão pelo assunto educação... Enfim, ao contrário de outra canção, não me sinto um moço velho; antes posso dizer que me sinto um velho moço.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ninguém me Conhece: 61) A receita caiubista do 4+1

O Caiubi está promovendo uma série de crônicas de caiubistas pra comemorar seus dez anos de existência. Há alguns anos escrevi um longo relato no qual mapeava a trajetória do Caiubi desde os primórdios. Não é o caso de repeti-lo (quem ainda não o leu pode fazê-lo aqui), preferi, desta feita, escrever sob um novo enfoque. O que faz um movimento qualquer ser relevante é justamente os valores que agrega e que são por ele atraídos. Zé Rodrix, quando esteve por vez primeira no Caiubi, afirmou que fazia anos que não ouvia num mesmo lugar, numa mesma noite, tamanho desfile de belas canções. E, sejamos sinceros, sem belas canções qualquer movimento musical perde seu valor, independente do número de adeptos.

sábado, 9 de outubro de 2010

Crônicas Classificadas: 2) Um Veleiro in Alpha

A propósito do texto que escrevi a respeito de Fernando Cavallieri, lembrei-me de que ele, indiretamente, foi responsável por eu ter conhecido um camarada dos mais cultos com quem já tive o privilégio de prosear e que acabou se tornando um querido amigo, com quem já travei, via e-mail, papos que dariam um verdadeiro livro. Eu, em minha sagitariana bagunça, devo ter perdido a maioria deles, porém, Sérgio-Veleiro (o Veleiro Perdido) seguramente os têm guardados, com minha autorização pra os revelar após minha morte. Veleiro adora poesia, café, solidão, é arredio, agressivo por vezes em sua vocação pra falar a verdade, é um sujeito com quem briguei muito, a quem magoei e por quem fui magoado, isso tudo à distância, sendo ele um cearense de Fortaleza e eu, um cearense do Paraguai, digo, de Sampa. Mas, sobretudo, ele é um ser iluminado, poeta de versos sensíveis (muitos deles, musicados) e prosa açucarada (no sentido de se lamber os beiços, não de pueril), embora também afiada.