segunda-feira, 27 de maio de 2013

Crônicas Classificadas: 29) A menina do sonho possível

Ultimamente, graças às facilidades da internet, tenho visto muitos filmes argentinos, pra manter o contato com a língua espanhola. E constatei que, sim, o cinema argentino é excelente! Tenho lido muito a respeito de certa estagnação do cinema brasileiro, que, inclusive, não tem tido muito destaque em festivais internacionais, ao passo que o cinema argentino vai de vento em popa. O que percebi é que o Brasil virou meio vítima de certos temas recorrentes, como a miséria e a violência, ou, na outra extremidade, comédias descartáveis que são imitações baratas das hollywoodianas. Já os argentinos exploram com maestria um sem-número de temas dos mais interessantes. Contudo, hoje, por acaso, deparei-me com um filme brasileiro maravilhoso, como fazia tempo eu não via: A Máquina.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Notícias de Sampa: 8) Kana e banda, no show "Em Obras", no CCSP

No mais recente 20 de maio Kana ultrapassou mais 12 obstáculos em sua aventureira existência. Daí pensei que um inusitado presente (que serviria tanto pra ela quanto pra nós) seria postar aqui, na íntegra, seu mais recente show, o de lançamento do CD Em Obras (o 4º!), que aconteceu no dia 28 de março no CCSP (Centro Cultural São Paulo, na charmosa Sala Adoniran Barbosa), e contar um pouco a respeito de cada canção. Antes, apresento os feras da banda que com tanta competência a acompanhou no show: Alexandre Sengling (baixo), Chiquinho de Almeida (metais), Fabio Canella (bateria) e Liw Ferreira (guitarra e violão). Os arranjos são da própria Kana. Ah, sem falar nas participações do 4+1 e de Gabriel de Almeida Prado. Às canções, pois:

sábado, 18 de maio de 2013

Crônicas Desclassificadas: 87) A fé de Saramago

Durante um período de minha vida trabalhei numa instituição religiosa, e ali conheci um rapaz gente boíssima, um seminarista brasileiro que havia vivido um tempo em Montevidéu e que, por causa disso, falava muito bem o espanhol e, de quebra, conhecia muitos lugares por onde eu havia passado. Essas coincidências nos aproximaram, tornamo-nos mesmo (creio eu) amigos, conversávamos em espanhol, e, conversa vai, conversa vem, acabei lhe falando do uruguaio Mario Benedetti, um de meus escritores preferidos. Naquele momento seu semblante se ensombreceu e ele falou, quase monossilábico, que Benedetti era ateu. Fiquei sem reação, pois pra mim a literatura de Benedetti me passava tanto amor, que o fato de ser ele um ateu significava um mero detalhe. Contudo, pra esse seminarista, fazia toda a diferença.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ninguém me Conhece: 75) Dandara Modesto soltando a fera

Estava agora tentando me lembrar de quando vi Dandara pela primeira vez, mas em vão. Parece que ela tem cruzado meu caminho desde sempre, embora deva ter pouco mais que a metade de minha idade. É que Dandara, pra mim, sempre foi "gente grande". Explico: claro, quando a conheci ela não devia passar de uma pirralha recém-saída dos cueiros, mas bastava abrir a voz pra soltar a fera acuada (sic) dentro da adolescente angelical. É que existem pessoas tão fominhas, que pegam a fila dos dons duas vezes. Assim é a voz de Dandara: um presente divino de um deus que fingiu não notar a artimanha da moça. De forma que ela possui naturalmente o que outras tantas, com anos de estudo e dedicação, não conseguem adquirir. É o que sempre digo a meu mano Camalle: quem é é, quem não é não é (mundus crudelis...).

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Crônicas Desclassificadas: 86) Mi Buenos Aires (aún) querido (aunque)...

chorizo y papas fritas, por supuesto
Outra vez em Buenos Aires. Ayer, hoy, mañana... Sempre em Buenos Aires! Acho que em outra vida eu fui porteño. E acho que nessa vida igual lo soy. Chegamos hoje (ontem - 30/04) por volta das 11h30. Pegamos um táxi e, de cara, um tapa: um taxista, simpaticíssimo, que, enquanto nos levava ao bairro de Palermo (onde estamos hospedados), nos dava "grátis" preciosas informações, ao chegarmos, nos cobrou 200 pesos que marcava o taxímetro. Só que no aeroporto nos haviam dito que a corrida até Palermo sairia no máximo por 60 pesos. De minha posição de passageiro no táxi eu não podia ver o taxímetro, e, como havia pago o táxi de casa até Guarulhos, Kana pagou aqui sem pestanejar. Depois, quando perguntei a ela, saber que aquele "simpático" taxista nos cobrara mais de três vezes o valor me partiu o coração. E o porquê explico.