Há alguns dias, deparei-me, sem querer querendo, com réplica de Bernardo Carvalho (colunista da Folha de S.Paulo) a João Pereira Coutinho (outro colunista da mesma Folha). Pra resumir, a história era a seguinte: Carvalho, durante um debate na Flip do qual participou, a certa altura se saiu com este polêmico comentário: "Não me interessa se o leitor lê ou não lê; eu quero que se foda. O que eu quero é fazer minha literatura." E então o português Coutinho dedicou sua coluna seguinte a espinafrar o colega. Antes de continuar, um aparte: quando Coutinho chegou à Folha, há alguns anos, deslumbrei-me com ele, cheguei até a lhe dedicar uma crônica (esta); depois, cansei-me um pouco dele, e não por seu explícito posicionamento político à direita, mas porque percebi que seu fôlego era curto.Colunas
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segunda-feira, 11 de julho de 2016
Crônicas Desclassificadas: 175) Pra quem o escritor escreve?
Há alguns dias, deparei-me, sem querer querendo, com réplica de Bernardo Carvalho (colunista da Folha de S.Paulo) a João Pereira Coutinho (outro colunista da mesma Folha). Pra resumir, a história era a seguinte: Carvalho, durante um debate na Flip do qual participou, a certa altura se saiu com este polêmico comentário: "Não me interessa se o leitor lê ou não lê; eu quero que se foda. O que eu quero é fazer minha literatura." E então o português Coutinho dedicou sua coluna seguinte a espinafrar o colega. Antes de continuar, um aparte: quando Coutinho chegou à Folha, há alguns anos, deslumbrei-me com ele, cheguei até a lhe dedicar uma crônica (esta); depois, cansei-me um pouco dele, e não por seu explícito posicionamento político à direita, mas porque percebi que seu fôlego era curto.
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