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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Os Manos e as Minas: 35) Luiz Alberto Mendes, o homem que quebrava correntes

Crédito: Gabo Morales/Trëma/Trip Editora
Fico bastante irritado quando vejo alguns artistas — em sua maioria burgueses —, em atitude blasé, dissertarem sobre a inutilidade da arte. Entendo que deva ser alguma figura de linguagem, ou um jeito charmoso de dizerem que ganham seu pão se dedicando a algo que não é imprescindível na vida das pessoas; mas aí eu pergunto: não será mesmo? Pensem num mundo sem canções, sem livros, sem filmes, sem quadros e esculturas etc. etc. Pensaram? E sobretudo agora, quando estamos todos confinados, o que seria de nós se não fosse a arte? O tempo que gastamos em consumi-la ou ainda em fazê-la posso dizer que, ao contrário de ser tempo perdido, é um tempo que nos salva. Ou em que nos salvamos de fazer alguma bobagem.