segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ninguém me Conhece: 53) Ito Moreno, dilacerado de paixão

Foi em Santa Rita do Passa Quatro. Eu e Kana tínhamos acabado de descer do ônibus e batíamos cabeça pra encontrar o hotel em que nos hospedaríamos. De repente, vimos que nos acompanhava um moço moreno munido de mala e violão, que, aliás, viera no mesmo ônibus. Apresentamo-nos e soubemos que ele ia se hospedar também no mesmo hotel, assim que seguimos juntos. Afinal, três cabeças acham um hotel melhor que duas. Além do mais, o motivo que nos levara até ali era o mesmo: participar do festival de música organizado pela cidade. Kana defenderia Mais Um, parceria minha com Rafael Alterio, que ela gravaria em seu segundo CD, Imitação. Já o moço, que se chamava Ito Moreno, iria defender sua Esse Fogo Chamado Desejo, que acabaria sendo a vencedora do festival.

sábado, 24 de setembro de 2011

Trinca de Copas: 3) Cláudio Caldas, Denis Martino e Wilson Rocha

1) AMPULHETA

Há uma rede social muito interessante chamada Livemocha. O que a diferencia das demais é que está voltada ao estudo de idiomas. Um brasileiro que, por exemplo, queira estudar francês procura um nativo dessa língua interessado na língua portuguesa e o adiciona como amigo. Assim, conforme o primeiro for fazendo os exercícios dos vários níveis de estudo, este convida o segundo a corrigi-los. E vice-versa.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Novidades n'O X do Poema

Preciso leitor, preciosa leitora (roubando a ideia do Zé Roberto Torero):

Este datilógrafo amador (um dia ainda meto um Osmar nas ideias!), vulgo Neander Tal, aos poucos vai se inteirando das modernices sem fim do uni-verso virtual; claro, a passo de cágado (cuidado com o acento - e com C, faz favoire!), mas não deixa de ser um passo à frente (um pra frente, dois pra trás...). E a última das novidades deste espaciúnculo é que agora descobri uma ferramenta que facilita, e muito!, minha vida e, consequentemente, a de vossa liturgia, a tal da nuvem de som, mais conhecida como Sound Cloud...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Joaquín Sabina en Portugués: 7) Álvaro Cueva (e Leonardo Costa) e a versão de "Como un explorador"

A inveja é uma palavra forte. Sentimento depreciável. Porém, poucos no mundo podem dizer que nunca a sentiram. Também eu não atirarei a primeira pedra. Só que, no meu caso, a inveja não é direcionada a bens materiais. Estou pouco me lixando se fulano comprou um carro zero ou uma cobertura no Morumbi. Não tenho do que reclamar quanto a minhas conquistas. Mas, se quiser me ver me roendo de inveja, mostre-me uma canção que eu gostaria de ter composto. Felizmente, esse tipo de inveja me ocorre repetidas vezes. E, mais felizmente ainda, muitas dessas canções são de amigos e/ou parceiros. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Crônicas Desclassificadas: 22) Buenos Aires e Caiubi

Pela segunda vez em Buenos Aires, (bem) acompanhado por Kana e Élio Camalle, passei cinco memoráveis dias que me resultaram como uma injeção de ânimo na alma. Com o real valendo cerca de 2,50 pesos, o prazer de desfrutar em boa companhia uma suculenta refeição com um bom vinho era redobrado. Contudo, esteve sempre presente certo constrangimento de, digamos, novos ricos, pois não é sem dor que nos deparamos com gastos excessivos assistindo a um país tão belo passar por tamanha crise.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Crônicas Desclassificadas: 21) Música não é futebol

Um brilhante e querido parceiro em certa ocasião, em tom de desabafo, perguntou-me se íamos passar em brancas nuvens, ao que eu, sempre esperançoso e positivo, sem lhe dar tempo pra retrucar, respondi que música não é futebol. Se fôssemos aspirantes a craques da pelota, com nossas razoáveis décadas de semianonimato, poderíamos ser considerados velhos; porém, no ramo da música, estamos na flor da idade. Eu mesmo, às vésperas de me tornar um quarentão, sinto-me melhor que nunca, no auge de minha criação, afiado, crítico, sensível, vaidosamente humilde (ou seria humildemente vaidoso?), sem soberba, sem exageros... No ponto (e ao ponto?). Contudo, no entanto, não obstante, porém, todavia e blablablá, temos a mania de futebolizar a música, o que me parece... Não, não me parece... É, é um crime! A tendência atual é de que cheguemos a viver... sei lá, 90 anos? Assim, um camarada com 40 não viveu nem metade de sua vida. E, em se tratando de criação, então, é um menino! Falo de música porque é minha área, mas o que digo se aplica a todas as profissões.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011