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domingo, 13 de maio de 2018

Esquerda, Volver: 19) Por mais humor (e amor) na esquerda

Há pouco tempo, meu querido amigo Julinho Camargo, figuraça, grande músico e intérprete da cena paulistana e dono do Garagem Vinil — importante QG da música independente de brasuca e que abriga, entre outras coisas, as noites autorais do Clube Caiubi de Compositores —, fez no Facebook mais uma de suas tantas brincadeiras. Sujeito bem-humorado e com boa quilometragem, soltou ele: "Cheguei à conclusão de que mulher bonita tem que pagar mais caro. Elas dão muito trabalho." Teria sido apenas mais uma inofensiva piadinha, talvez com certo quê machista, admito, mas todos que o conhecem sabem que não houve maldade ou desrespeito no comentário. Eu mesmo, quando li, praticamente o imaginei ao vivo comentando e dando em seguida uma boa gargalhada (vejam como foi aqui).

sábado, 10 de dezembro de 2016

Crônicas Desclassificadas: 181) Cohen, Castro, Chapecoense...

Estava eu escrevendo algumas palavras sobre o passamento do bardo Leonard Cohen, mas resolvi dar um tempo, pois esse assunto de morte recentemente tem mexido muito comigo. E eis que, na sequência, fico sabendo do desaparecimento de Fidel Castro e das verdadeiras batalhas nas redes sociais entre amigos que o acham santo e outros que o creem demônio. Quase ia dar um pitaco, mas acelerei em minha mente o filminho desse entrevero, cansei minha beleza e abortei o projeto antes de o pôr em prática. Corta pra tarde do domingo do histórico 27 de novembro: lá estou eu feliz da vida com um dos poucos acontecimentos bacanas deste ano, a saber: a conquista do Brasileirão pelo Palmeiras, depois de 22 anos de espera – num jogo contra o Chapecoense! Dias depois, fico sabendo do acidente aéreo que dizimou esse time. Resolvi juntar todos esses assuntos num só texto então, como uma forma de homenagem:

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Esquerda, Volver: 9) O legado de Stalin

Foto: Paulo Pires/GES
Ao longo das não poucas décadas que carrego no lombo (e na alma) – mais de resistência que de existência –, a literatura tem sido uma de minhas fontes preferidas de aprendizado de (não só) história, pois é um modo de eu estudar, se não brincando, ao menos me divertindo. E considero este o mais eficaz (e ainda pouco utilizado) método de aprendizado. Por isso, celebro o fim da leitura do talvez mais importante (e interessante) romance deste século que ainda não atingiu sua maioridade: O homem que amava os cachorros, do escritor e jornalista cubano Leonardo (tinha que ser!) Padura, que conta, de modo romanceado (obviamente, visto que é um romance), as histórias de Leon Trotski, seu assassino e, de quebra, grande parte do século XX.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Os Manos e as Minas: 16) Além dos campos de Eduardo

Ultimamente, pelo menos em duas ocasiões, tratei do tema morte (aqui e aqui). E não é que me vejo obrigado novamente a escrever a respeito da malfadada? Neste 13 de agosto último, nem bem cheguei ao trabalho, liguei o computador, dei uma olhadinha nas manchetes do dia, e eis que me deparei com a notícia do acidente aéreo que matou Eduardo Campos, candidato à Presidência da República. Confesso que fiquei em estado de choque; levei mesmo uns bons minutos pra voltar a mim. Ainda incrédulo, peguei-me lendo a respeito do assunto, sem fixar a atenção no que lia, embasbacado que estava. Não, não cheguei a chorar – o Lula chorou, segundo li –, não era pra tanto. Afinal, Eduardo não era meu parente, amigo, conhecido, nem mesmo meu candidato, mas... era um cara que eu aprendi a admirar.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Os Manos e as Minas: 14) Esse cara é o Paulo Cesar de Araújo

Existe no mundo todo tipo de leitor, desde aqueles com gosto mais apurado, até os consumidores de autoajuda, passando pelas moçoilas que preferem tons mais acinzentados ou vampiros românticos, pelos aficionados por ficção científica, ou filosofia, ou religião... Sem falar em leitoras de revistas de fofocas ou aqueles camaradas que abrem o jornal só na página de esportes... Pra mim, pra ser sincero, creio que o ato de ler, por si só, deve ser aplaudido e incentivado. Ler é como subir uma longa escadaria: começa-se pelo degrau mais baixo e vai-se galgando degrau a degrau até a chegada ao topo. É verdade que de vez em quando bate o cansaço, daí alguns estacionam, ou mesmo retrocedem um pouco, mas tudo é válido. O mais triste é não ler. O "cara" que não lê é sempre mais facilmente manipulado... nem que seja apenas por sua própria ignorância.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Crônicas Desclassifiadas: 101) O PT e os outros

Sou um cara tão honesto comigo mesmo, que nunca tive medo de pôr o dedo em certas feridas que a esquerda costuma esconder. Por isso tenho sido criticado por alguns amigos que me acham um vendido, neoburguês ou algo do tipo. Entendo pouco de política, confesso, aliás, entendo pouco de tudo. Mas, a despeito de minhas raízes "humildes", tenho orgulho de ser um teimoso, um cara que há uns 30 anos teria o direito de permanecer calado e hoje tem liberdade de expressão. Ainda me envergonho ao tentar mostrar meu pensamento quando imagino que alguns cultos "por herança" em 30 segundos de argumentação me destruiriam, mas sou reflexo de um país onde até os ignorantes já começam a ter voz, e, embora eu não seja um intelectual, não me creio ignorante de todo. E, embora míope e astigmático (ou por isso mesmo), posso dizer que costumo lançar um olhar bem peculiar sobre as coisas.