A morte me é um tema muito sensível. Já escrevi sobre ela diversas vezes aqui. Não à toa, um dos romances que mais mexeram comigo nos últimos anos foi justamente As intermitências da morte, de José Saramago, no qual durante um período ela (a morte) para de atuar, pra logo voltar, mas de acordo com novas regras. Confesso que o interesse pelo assunto é novidade pra mim. Como todo jovem, achei que tinha uma eternidade pela frente. Contudo, com o passar dos anos, e após ter tido contato real com a morte por mais de uma vez, de repente, do dia pra noite, dei-me conta de que sou mortal, meu tempo pra realizações pessoais é limitado. E, a partir de então, passei a vislumbrar a possibilidade de um mundo sem mim(!).
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015
segunda-feira, 10 de março de 2014
Crônicas Desclassificadas: 123) As ervas daninhas (e as redes sociais)
Os novos tempos deviam trazer com eles um manual de instrução pra que nos pudéssemos adaptar mais facilmente. Fora os jovens e as crianças, que são autoadaptáveis, nós, os adultos (ou serei só eu?), costumamos penar pra entender mecanismos que pros pimpolhos parecem simples. Se não me engano, foi Woody Allen quem disse que o computador surgiu pra resolver problemas que antes não tínhamos. È vero. Claro que a modernidade traz com ela muitas coisas bacanas, algumas das quais passam a ser imprescindíveis pra nós, como, por exemplo, o celular. Quando surgiu esssa pequena encrenca, fui dos últimos a comprá-la. Aliás, no início, nem a comprei. Ganhei de presente da consorte seu velho tijolão, que ela trocara por um novo. De lá pra cá, por iniciativa própria, fui renovando os modelos, mas sempre, teimosamente, depois que toda a humanidade já o tinha feito.
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