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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ninguém me Conhece: 75) Dandara Modesto soltando a fera

Estava agora tentando me lembrar de quando vi Dandara pela primeira vez, mas em vão. Parece que ela tem cruzado meu caminho desde sempre, embora deva ter pouco mais que a metade de minha idade. É que Dandara, pra mim, sempre foi "gente grande". Explico: claro, quando a conheci ela não devia passar de uma pirralha recém-saída dos cueiros, mas bastava abrir a voz pra soltar a fera acuada (sic) dentro da adolescente angelical. É que existem pessoas tão fominhas, que pegam a fila dos dons duas vezes. Assim é a voz de Dandara: um presente divino de um deus que fingiu não notar a artimanha da moça. De forma que ela possui naturalmente o que outras tantas, com anos de estudo e dedicação, não conseguem adquirir. É o que sempre digo a meu mano Camalle: quem é é, quem não é não é (mundus crudelis...).