Estava agora tentando me lembrar de quando vi Dandara pela primeira vez, mas em vão. Parece que ela tem cruzado meu caminho desde sempre, embora deva ter pouco mais que a metade de minha idade. É que Dandara, pra mim, sempre foi "gente grande". Explico: claro, quando a conheci ela não devia passar de uma pirralha recém-saída dos cueiros, mas bastava abrir a voz pra soltar a fera acuada (sic) dentro da adolescente angelical. É que existem pessoas tão fominhas, que pegam a fila dos dons duas vezes. Assim é a voz de Dandara: um presente divino de um deus que fingiu não notar a artimanha da moça. De forma que ela possui naturalmente o que outras tantas, com anos de estudo e dedicação, não conseguem adquirir. É o que sempre digo a meu mano Camalle: quem é é, quem não é não é (mundus crudelis...).
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
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