quinta-feira, 30 de junho de 2016

Trinca de Ouro: 11) Folk na Kombi, Iris Salvagnini e Sander Mecca


Há muito se fala no fim do CD físico. Eu, que sou da época do LP, do qual, admito, tenho saudades, posto-me como voz dissonante em relação a esse assunto. Sou favorável a tudo o que apareça pra facilitar nossa vida, mas ainda defendo a bolachinha (como defendi a bolachona), nem que seja apenas por questões afetivas. Contudo, a Terra gira, a vida segue e, como diz Zé Simão, quem fica parado é poste. Por isso, escolhi desta feita, pra tirar o pó desta coluna, três parcerias minhas lançadas (por ora) em plataformas digitais. Vamos a elas:

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Grafite na Agulha: 37) Ainda são tempos de canção

O orgulhoso (e ainda pior quando é invejoso) tem o mau hábito (alguns, também o mau hálito) de achar que o mundo gira em torno de seu umbigo. Não digo que seja meu caso, até porque pra bom entendedor... Melhor não me estender mais, pois o sujeito, quando não tem razão, quanto mais explica mais se complica. Façamos assim: tentemos ir por caminhos mais amenos (mais ou menos), como os cronológicos (não confundir com cronópios). Farei o que gosto, contar uma historinha. Esta: lá nos primórdios, quando passei a frequentar o Clube Caiubi (ainda em seu primeiro QG, na rua Caiubi, 420, no paulistano bairro que atende pelo nome de Perdizes), reencontrei o mano Álvaro Cueva, velho companheiro de Samba da Bênção (a história é antiga, se quiser saber maiores detalhes, segue o link), e... Bem, vamos a um parágrafo novo, que este já anda um tanto capenga...

quarta-feira, 22 de junho de 2016

A Palavra É: 17) Geminianos


Pra todo intelectual que se preze, é de bom-tom começar um texto com uma citação de alguém famoso. Apesar de eu não ser intelectual (muito menos me prezar), como vou escrever esta crônica tratando de geminianos e sei que eles têm o ego nas alturas resolvi meter um "gêmeo" nas ideias e começar parafraseando Euclides da Cunha, que dizia que "o sertanejo é, antes de tudo, um forte". Assim, digo eu que o geminiano é, antes de tudo, um ególatra. E que, entre todos eles, os humildes são os piores, pois um geminiano vaidoso quer PROVAR COMO é o suprassumo da quintessência, já um geminiano humilde faz o impossível pra que terceiros PERCEBAM COMO ele é o suprassumo da quintessência. Resumindo: os geminianos seriam deverasmente intragáveis se não fossem... maravilhosos! Em minha humilde e sagitariana opinião.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Trinca de Copas: 35) Adolar Marin (+ Gilvandro Filho), Clarisse Grova e Nando Correia


1) INCONTÁVEL


Há alguns dias, aniversariou meu mano Élio Camalle, o cara com quem mais filosofei, bebi, briguei, ri e compus (não exatamente nessa ordem, mas às vezes tudo isso ao mesmo tempo). Coincidentemente, perto do aniversário dele minha também parceira Clarisse Grova divulgou no fb uma canção dela em parceria comigo feita justamente em homenagem a Camalle. Então, resolvi trazê-la pra cá juntamente com sua história. Deu-se desse modo: há alguns anos, quando eu e Camalle (assim como hoje) vivíamos um período de afastamento, alguém divulgou nas redes sociais uma canção chamada Dia de Estrelas, dele em parceria com meu também parceiro Kleber Albuquerque – ouça-a aqui com o incrível Rubi.

sábado, 11 de junho de 2016

A Palavra É: 16) Morango


Uma pessoa amiga minha – que preferiu permanecer anônima (não sei por qual motivo) – me desafiou a escrever sobre uma fruta de minha preferência. Não vacilei e decidi tratar sobre o morango. Sou completamente apaixonado por essa fruta, e desde criança. Lembro que quando minha mãe ia me comprar um Nescau ou um Toddy eu sempre lhe pedia que, em vez do de chocolate, escolhesse o de morango. Já grande, me amarrei também na caipirinha dessa fruta. Pra mim, tudo com morango fica bom. Nunca experimentei, mas acho que posso comer morango até com farinha; no meio de uma feijoada, no lugar da laranja; ou mesmo como recheio de um pão francês. E percebam que nem citei a bolacha de morango, o iogurte de morango, o fondue de morango... Ah, e o bolo de morango, hem? E se for de aniversário então... hummm!

domingo, 29 de maio de 2016

Crônicas Desclassificadas: 174) Eu sou mais ela, sou mais Zélia

Fiquei sabendo pelas redes sociais que Zélia Duncan foi chamada de oportunista por um sambista que se sentiu ofendido ao ver, no Prêmio da Música Brasileira, o nome dela indicado ao lado do dele na categoria de melhor disco de samba. Na sequência, li a resposta que ela lhe deu na coluna que assina n'O Globo (leia aqui) e fiquei encantado com essa moça, com vontade de lhe tascar um beijo pleno de afeto e admiração. Aliás, diria que estamos afinados no que se refere à questão. Eu, por exemplo, sempre gostei de samba, mas odeio o "sambismo", da mesma forma que sempre gostei de rock, mas sinto particular pena daqueles que se reduzem a "roqueiros" ignorando que há uma infinidade de estilos musicais maravilhosos mundo afora dos quais abrimos mão ao nos autorrotularmos um "ista" ou um "eiro".

domingo, 22 de maio de 2016

A Palavra É: 15) Felicidade

Estava começando a escrever sobre o assunto do momento, cultura, agora que o presidente golpista tá brincando de tira e põe com esse ministério e alguns imbecis ainda vêm com aquele papinho de "nós não precisamos de cultura, precisamos de mais hospitais, de mais empregos; abaixo a Lei Rouanet; e blá-blá-blá e nhem-nhem-nhem e ti-ti-ti"; só que meu amigo Henrique Barros, que está à frente de uma revista eletrônica chamada Papel da Música, me pediu pra escrever umas linhas introdutórias sobre a canção que escolheu pra primeira edição, que é justamente A Felicidade, de Élio Camalle, então, inspirado pelo que escrevi pra ele, resolvi fazer um tricô por aqui entre esses dois temas, que, aliás, estão interligados: cultura e felicidade. Afinal, a felicidade plena só pode existir numa sociedade que leva a sério sua cultura.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Entrevistando: 10) Kana & Sander Mecca no Na minha Casa

O programa Na Minha Casa, de meu mano Adolar Marin, começou 2016 com o maior gás e já de cara trouxe dois artistas muito próximos a mim, Sander Mecca (parceirão, baita intérprete, visceral, "nervoso", enfim, total em cada nota; de quebra, também um inspirado, ainda que bissextamente, compositor) e Kana (minha japa do coração, charmosa, polivalente, toda empatia, cantora de timbre peculiar e compositora originalíssima). Portanto, eu não podia deixar a ocasião passar em branco, tinha que trazê-los pra cá, pra este espaço que, de uma forma ou de outra, se irmana com o projeto de Adolar.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

A Palavra É: 14) Corrupção

Admito que a nova coluna de meu blogue, Esquerda, Volver, por motivos óbvios, tem ganhado mais atenção minha que as demais colunas. Mas constato isso com tristeza; preferia estar tratando mais de música, literatura, enfim, de assuntos do meio ao qual pertenço, só que os acontecimentos atuais ou me desmotivam a fazê-lo ou tornam tudo o mais coisas de somenos importância. Contudo, pra democratizar o espaço e deixar o desequilíbrio da balança um pouco menor, maquiei um assunto e o travesti de palavra pra trazê-lo pra esta coluna. Sim, caros, a palavra é a que está, aliás, tem estado na moda há pelo menos três anos: corrupção. E, mais, desde que Chico Buarque deixou de ser unanimidade em solo pátrio, é uma das poucas unanimidades por aqui. Ou seja, NINGUÉM é a favor da corrupção. Nem os corruptos (pelo menos em público)!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Esquerda, Volver: 8) O luto e a luta

Tô puto. Num mato sem cachorro. Nem sei pra onde corro. Esta quinta-feira sem eira nem beira, 12 de maio de 2016 (tá bom pra vocês?), é um dia de luto. Dia em que os filhos da puta (piratas de gravata) tomaram a pátria à força (bruta) graças a mamatas entre os trutas, com a ajuda dos otários de amarelo e do elo com um judiciário salafrário, casa de demagogos de toga onde a justiça se afoga (a ferro e fogo) mudando a seu bel-prazer as regras do jogo. Essa liga da justiça de uma figa carece de heróis no lugar de caubóis fora da lei. Em terra de sócios, quem tem quadrilha é rei (onde foi que eu errei?). Quem tem filha que a tranque em casa, quem ora assume o poder é o caralho de asas.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Esquerda, Volver: 7) O que não queria magoar e o injuriado

"Eu sei que já faz muito tempo que a gente volta aos princípios/ Tentando acertar o passo, usando mil artifícios/ Mas sempre alguém tenta um salto, e a gente é que paga por isso/ Fugimos pras grandes cidades, bichos do mato em busca do mito/ De uma nova sociedade, escravos de um novo rito/ Mas, se tudo deu errado, quem é que vai pagar por isso?" Estes são alguns dos preciosos versos de Bernardo Vilhena sobre melodia de um compositor que não existe mais. A canção, atualíssima, chama-se Revanche, e o dono da melodia e que já não a canta faz um tempo se chama Lobão. Sim, aquele mesmo que preferia viver dez anos a mil a viver mil anos a dez na nervosa Décadence Avec Élégance; aquele da Vida Bandida; dos Canos Silenciosos; que puxava a orelha do (e na) Mano Caetano; que...